segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

POR QUE TANTA RAIVA PARA COM AS CRIANÇAS?

NOSSAS CRIANÇAS ESTÃO TRISTES,
NOSSAS CRIANÇAS ABANDONADAS.
O PARQUINHO JÁ NÃO EXISTE,
PELO PREFEITO FOI FECHADO.
ELES NÃO ENTENDEM ISSO.
E ISSO FOI SÓ  MALDADE!

NÃO ENTENDEMOS TANTA RAIVA,
POR PARTE DO PREFEITO.
QUE FECHOU NOSSO PARQUE,
E NÃO ACHOU OUTRO JEITO.
ISSO É SEM GRAÇA,
ISSO NÃO É DIREITO!

AS CRIANÇAS SE DIVERTIAM,
E ACHAVAM MUITO LEGAL.
ERA PURA ALEGRIA
E FELICIDADE GERAL.
ATÉ QUE UM DIA,
APARECEU MAGAL.

A ORDEM FOI ACABAR
COM O  NOSSO PARQUINHO.
NÃO DEVERIA MAIS FUNCIONAR,
NEM   MAIS UMA DIA!
SEM PODER PASSEAR,
TRISTE FICARAM AS CRIANCINHAS!

MAS TEM COISAS NESTA VIDA,
QUE AGENTE NÃO COMPREENDE.
UMA CRIANÇA FERIDA,
UM INOCENTE QUE SE PRENDE.
UM PREFEITO PERDIDO,
QUE PELO POVO NADA SENTE!

CRISTO NOS ENSINOU:
VINDE A MIM AS CRIANCINHAS!
POIS ELAS SÃO SÓ AMOR,
E TAMBÉM MUITO CARINHO.
ELAS TEM MUITO VALOR,
DÊ ATENÇÃO A ESSES ANJINHOS!

AS CRIANÇAS SEJAM AMPARADAS,
POR TODOS DO  GOVERNO.
UMA DECISÃO ERRADA,
SE TORNA GRANDE ERRO.
FECHAR UM PARQUE,
NÃO É BOM ENREDO!

CALDAS NOVAS ESTAR INFELIZ,
DIANTE DA ATUAL SITUAÇÃO.
ESSA ATITUDE SE CONTRADIZ,
COM A PASSADA GESTÃO.
MAGAL NÃO FOI FELIZ,
EM SUA CRUEL DECISÃO.









                            






CUIDADO, MUITO CUIDADO COM SUA GELADEIRA

O BLOG LUTA E NOTICIA ALERTA A COMUNIDADE EM GERAL:

SUA GELADEIRA PODE ESTAR REPRODUZINDO O MOSQUITO DA DENGUE!

VEJA O VÍDEO E TOME MUITO CUIDADO COM SUA GELADEIRA:

Bandejas coletoras das geladeiras com degelo automático acumulam água.

DENUNCIA E RECLAMAÇÃO - ITAICI

HOJE, 25 DE FEVEREIRO DE 2013, ÀS 06:10 DA MANHÃ. REGISTRAMOS MAIS UMA FALTA DE RESPONSABILIDADE ECONÔMICA POR PARTE DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CALDAS NOVAS. OS REFLETORES DO CAMPO DE AREIA DO SETOR ITAICI  II, LIGADOS E SEM USO. INFORMAÇÕES DÃO CONTA QUE ELES FICARAM A NOITE TODA LIGADOS.
PARA UM ESTADO, EM QUE A ENERGIA É UMA DAS MAIS CARAS DO PAÍS, É POR DEMAIS IRRESPONSAVEL  O PREFEITO QUE DEIXA ISSO  ACONTECER. ESSA SITUAÇÃO ELEVA OS GASTOS DO CIDADÃO, POIS TODOS SABEMOS QUEM PAGA  NO FINAL É O CONSUMIDOR QUE TEM QUE  SE VIRAR PARA PAGAR A FAMOSA TAXA DE ILUMINAÇÃO PUBLICA.
PEDIMOS PROVIDÊNCIAS URGENTES POR PARTE DA PREFEITURA E DOS RESPONSAVÉIS POR ESTA SITUAÇÃO DE MAL USO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO!VEJA O VÍDEO E SE REVOLTE:

domingo, 24 de fevereiro de 2013

JOÃO BURACÃO DE CALDAS NOVAS E UM EDITORIAL MUITO BOM!


PARQUINHO DESMONTADO E FEIRA DO LUAR COM SEUS DIAS CONTADOS
Mais uma vez Caldas Novas esta sendo vitima de uma administração que só pensa em lotear e vender as poucas áreas publicas que restam em nossa cidade. Dessa vez a área que engloba Prefeitura, Feira do Luar esta entrando em negociata nas caladas das noites calorosas que a dias a gente vem enfrentando.
A informação vazou do descontentamento de um poderoso Império que não recebeu a fatia do bolo e agora ameaça por a boca no trombone, ou pode ser também no microfone.
ENTENDA O ESQUEMA
O pargos Clube foi comprado por um grupo que parece Prever o Futuro da nossa cidade, afinal o Futuro é agora, no esquema entrará área do pargos em permuta, ou melhor dizendo Barganha com a área da prefeitura mais os poços artesianos avaliados em quase 25 milhões, porem os preços que apareceram na tramoia, tanto dos poços mais aquela área total se quer chegam a 30 Milhões e a Câmara parece que vai votar e quando vão pagar por isso, sem contar que os valores que apareceram no contrato não chegará se quer a um terço do que foi avaliado. A área total da prefeitura mais a área da Feira do luar chegam a somar aproximadamente 20,000m² e toda avaliação é realizada em Dólares por m².
COMO SERÁ A PROMOÇÃO PARA OBSCURECER TODO ESQUEMA.

A proposta será a promoção de uma pedra fundamental para criação de um Hospital Regional no setor Parque das Brisas III, conhecido carinhosamente como setor dos Nordestinos e a Construção da sede da Prefeitura Modelos para melhor atender toda população. Todos nós sabemos que o postinho de Saúde se quer tem profissionais, a UPA funciona em situação precária o Hospital Municipal se quer tem condições dignas para receber paciente, mais ai é que esta o detalhes, eles vão usar esses argumentos obscurecendo os verdadeiros interesses pessoais.
Sabem aquela área onde foi construída a Praça Rui Barbosa no setor Itaguai III? Ao passarem por lá verão que a praça foi construída apenas em 70% da área total sabem porque?
na época do perfeito que mais parece ser corretor de Imóvel os 30% daquela área foi negociada em votação na Câmara e pertence a um Ex-presidente daquela casa de Leis que entrou na Justiça requerendo uma indenização se a Prefeitura quiser requerer aquela área num valor aproximadamente de 1,5 Milhão de Reais.
É imoral uma cidade que tem uma área e doa, faz negociatas e quando necessita de uma área para construção de um ESF, ou seja, ESTRATÉGIA DA SAÚDE FAMILIAR, tem que ser feito outra negociata favorecendo os mais chegados. Bem que ali poderia sim ter construído um ESF, ao lado daquela praça beneficiando mais de 6 mil Famílias que ali residem mais CaiU não mãos do Cai cai balão cai cai balão.
FIQUEM DE OLHO QUANDO VIEREM COM AHISTÓRIA DE HOSPITAL REGIONAL DIGAM ASSIM VAMOS CONCLUIR O COLÉGIO DO CALDAS DO OESTE, A CHECHE DO ITAICI, DO PARQUE REAL, AQUI NÃO LALAU..

PASTOR VAI PARA A PRISÃO


Valdivino Oliveira foi condenado a 15 anos de prisão (Arquivo)


O pastor Valdivino Oliveira,58, abusou sexualmente de duas crianças no mês de Outubro passado.
Na época, quando foi dada a voz de prisão ao pastor ele tentou suicídio furando o corpo com um espeto de churrasco. Levado ao hospital o pastor Valdivino foi operado e, por várias vezes, tentou abrir a cirurgia. Valdivino Oliveira que ao invés de anunciar o reino de Deus abusava sexualmente de crianças vai agora amargar 15 anos de cadeia. O pastor tarado já está no presídio público de Parintins.

MOTO E CARRO FRENTE A FRENTE



Colisão de carro e moto provoca explosão:


 Uma moto Honda modelo Titan de placa JXP-7813, colidiu de frente com um Chevrolet Corsa Sedan táxi de placa JXY-8355, arremessando os ocupantes da moto a 40 metros de distância. Com o impacto, os dois veículos explodiram. Segundo algumas testemunhas, eram quatro os envolvidos no acidente - ocorrido na manhã deste domingo na Estrada do Puraquequara, em Manaus -  o motorista do táxi e os ocupantes da moto:  dois homens e uma mulher.
Após o impacto os dois veículos incendiaram e o motorista do táxi conseguiu sair a tempo, mas muito ferido. Das vítimas da moto, somente a mulher sobreviveu (a única que estava de capacete), mas teve o seu braço e perna decepados. Foi atendida no local do acidente por equipes do SAMU. A polícia ainda procura identificar os mortos, uma vez que não foram encontrados documentos junto aos corpos, cobertos com lençóis pelos moradores do local.

HOMICÍDIO EM MACAPÁ-AP

Foi por volta das 04h40min da madrugada deste sábado  aconteceu mais  um homicídio na Capital. A vítima foi o EDVAL FERNANDES COELHO QUEIROZ (40), que residia na Av. Marcílio Dias, no Laguinho,,em macapá, Ele  foi vítima de cinco tiros de revólver sendo o mais grave um na cabeça, praticado por um homem até agora desconhecido, que fugiu logo após o crime que aconteceu em frente a casa da vítima, quando o mesmo acabava de chegar com a esposa dele, que saltou do carro e foi abrir o portão e a porta da casa, momento em que o homem se aproximou do Edval que estava dentro do carro e acabou sendo executado. A policia já tem um suspeito do homicídio. É que no ano passado a vítima registrou um B.O no CIOSP do Pacoval sobre ameaça de morte que vinha sofrendo por um elemento cujo o nome a polícia declinou para a nossa reportagem.

LULA É VENCEDOR EM TUDO QUE PARTICIPA

Depois de vencer o câncer e as eleições em São Paulo, Lula está pronto para elevar ainda mais a temperatura da política brasileira; acreditem, ficou do jeito que ele gosta

Goste-se ou não, Lula saiu mais vivo do nunca de um tormentoso, especialmente para ele, 2012. O cabra atravessou a virada do ano passado com diagnóstico de câncer e sem qualquer garantia médica de que poderia se curar. Na política, tinha um candidato a prefeito de São Paulo que, sem exceção, dez entre dez analistas gargalhavam sobre as chances de vencer a eleição. Mirava, a curta distância, um rumoroso julgamento no Supremo Tribunal Federal do qual, mesmo sem ser réu, seria colocado no miolo da fogueira.

Lula venceu o câncer, elegeu Haddad e... ia passando incólume pelo chamado processo do mensalão quando, na prorrogação, para usar uma imagem futebolística, novas denúncias do publicitário Marcos Valério, feitas à guisa de obter os benefícios da delação premiada, o alcançaram aos olhos da mídia tradicional. Tudo o que Lula menos precisava – um escândalo decorrupção na engrenagem que ele próprio montou no escritório da Presidência da República em São Paulo, com a então chefe de Gabinete Rosemary Noronha na chave-mestra – também eclodiu.

"E pur", como diria Galilleo Galilei, Lula "si muove". Está vivo. Ativo. Pautando o jogo político. No momento em que parecia mais acuado, o ex-presidente, na França, tratou de baixar a pedra da própria candidatura à Presidência da República. Uma verdadeira ameaça aos adversários, não apenas um desafio. Ainda mais porque combinado com a manutenção da aliança com a presidente Dilma Rousseff que, na outra ponta desse jogo de dominó, também manteve sua candidatura. Com os dois extremos ocupados, não há espaço visível hoje para um terceiro jogador para 2014.

Acredita-se que 2013 será um ano de novas agruras para Lula. Mas será mesmo? As denúncias de Marcos Valério – e já há pronunciamento do Supremo neste sentido – deverão ser tratadas a partir da primeira instância judicial. O ecos e reverberações na mídia tradicional desse processo serão os de sempre – com muita tinta na Folha de S. Paulo, papel na revista Vejae reportagens de Jornal Nacional, para citar o trio de ferro do sistema de comunicação do Brasil.

Pode ser, assim, que 2013 seja apenas mais um dos tantos anos de luta que Lula já enfrentou. Ele mesmo gostou dessse cenário projetado, abrindo as comportas para a entrada no mar dos sertões brasileiros das suas Caravanas da Cidadania. Podem falar o que quiserem mas, de saída, será profundamente emocionante.

Preparado para lutar contra "tudo o que está aí", como antigamente, com motes populares como o resgatado 'Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo', o ex-presidente será aquele que vai elevar os termômetros da política brasileira às alturas. Bem do jeito que ele gosta.

OS LULOFÓBICOS



Lula é, certamente, o homem mais odiado pelo chamado 1%, para usar a já histórica expressão do Movimento Ocupe Wall St. (Para os 99%, o posto é de Serra, com o surgimento de uma concorrência potencial em Joaquim Barbosa, o Batman.)

É impressionante o júbilo com que é celebrada pelo 1% qualquer notícia que possa servir de munição contra Lula, o lulismo, o lulo-petismo e outras designações criadas pelos obsequiosos porta-vozes de um grupo pequeno mas barulhento que torce e trabalha para que o Brasil jamais se torne uma Dinamarca, ou uma Noruega, ou uma Finlândia.

São sociedades harmoniosas, não divididas entre 1% e 99%, como o Brasil. Apenas para registro, o Brasil campeão mundial da desigualdade – com todos os problemas decorrentes disso, a começar pela criminalidade – foi obra exatamente deste grupo.

O Estado brasileiro foi durante décadas uma babá do 1%. Calotes em bancos públicos eram sistematicamente aliviados em operações entre amigos – mas com o dinheiro do contribuinte. Cresci, como jornalista, nos anos 1980, com o Jornal do Brasil transformando dívidas com o Banco do Brasil em anúncios.

Este é apenas um caso.

O BNDES foi sequestrado, também, pelo 1%: a inépcia administrativa de tantas empresas familiares malacostumadas pela reserva de mercado era premiada com operações de socorro financeiro. Sempre com o dinheiro do contribuinte.

Apenas para registro também, lembremos que a reserva de mercado sobrevive ainda – não me pergunte por que – na mídia que tanto clama por competição, mas para os outros.

O 1% detesta Lula, não porque Lula tenha nove dedos, ou seja metalúrgico, ou fale errado, ou torça pelo Corinthians. Detesta Lula porque ele não representa o 1%. Se representasse, todos os seus defeitos seriam tratados como virtudes.

Não votei em Lula nem em 2002 e nem em 2006. Portanto, não tenho mérito nenhum na sua chegada à presidência e na consequente, e fundamental, mudança de foco do governo – ainda que cheia de erros — rumo aos 99%.

Mas não sou cego para não enxergar o avanço. O maior problema do Brasil – a abjeta desigualdade social – começou ao menos a ser enfrentado sob Lula.

Hoje, quando homens públicos em todo o mundo elegem a desigualdade social como o mal maior a debelar, parece óbvio que Lula tinha mesmo que prestigiar os 99% ao se tornar presidente.

Mas nenhum presidente na era moderna nacional viu o óbvio. Mesmo ao erudito poliglota Fernando Henrique Cardoso – de quem ninguém pode subtrair o mérito por derrubar a inflação – escapou o óbvio. Tente encontrar alguma fala de FHC, na presidência, sobre o drama da iniquidade social. Em qualquer uma das múltiplas línguas que ele domina. Zero.

É dentro desse quadro de colossal ódio a Lula que se deve entender a forma com quem está sendo tratado o caso de Rosemary Nóvoa de Noronha, indiciada por corrupção pela Polícia Federal em suas funções como chefe do escritório do gabinete da presidência em São Paulo.

Rosemary foi demitida imediatamente por Dilma, e agora vai responder pelas suas supostas delinquências, como um cruzeiro e uma plástica na faixa, pelo que foi noticiado.

Mas ela é personagem secundária na chamada Operação Porto Seguro. O protagonista é Lula, que a indicou. Nos artigos sobre a história, Lula ocupa o pedestal. “A mulher do Lula”, escreveu alguém.

Rosemary é uma escada pela qual, mais uma vez, se tenta pegar Lula. Estaria Lula envolvido na plástica suspeita de Rosemary? E no cruzeiro? O dinheiro terá vindo do valerioduto?

Chega a ser engraçado.

Tenho para mim o seguinte. Se os lulofóbicos dedicassem parte da energia que consomem em odiá-lo na procura honesta de formas de convencer os eleitores de que são mais capazes que Lula para combater a desigualdade social, eles já estariam no Planalto a esta altura, e do jeito certo, numa democracia: pelas urnas.

A MÍDIA BRASILEIRA TRABALHA CONTRA O BRASIL


Os textos de Demétrio Magnoli, Ricardo Noblat, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, entre outros, são fontes preciosas para as futuras gerações de jornalistas e estudiosos da comunicação entenderem o que Perseu Abramo chamou apropriadamente de “padrões de manipulação” na mídia brasileira.

Por Jaime Amparo Alves*

Os brasileiros no exterior que acompanham o noticiário brasileiro pela internet têm a impressão de que o país nunca esteve tão mal. Explodem os casos de corrupção, a crise ronda a economia, a inflação está de volta, e o país vive imerso no caos moral. Isso é o que querem nos fazer crer as redações jornalísticas do eixo Rio – São Paulo. Com seus gatekeepers escolhidos a dedo, Folha de S. Paulo, Estadão, Veja e O Globo investem pesadamente no caos com duas intenções: inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e destruir a imagem pública do ex-presidente Lula da Silva. Até aí nada novo.

Tanto Lula quanto Dilma sabem que a mídia não lhes dará trégua, embora não tenham – nem terão – a coragem de uma Cristina Kirchner de levar a cabo uma nova legislação que democratize os meios de comunicação e redistribua as verbas para o setor. Pelo contrário, a Polícia Federal segue perseguindo as rádios comunitárias e os conglomerados de mídiaGlobo/Veja celebram os recordes de cotas de publicidade governamentais. O PT sofre da síndrome de Estocolmo (aquela na qual o sequestrado se apaixona pelo sequestrador) e o exemplo mais emblemático disso é a posição de Marta Suplicy como colunista de um jornal cuja marca tem sido o linchamento e a inviabilização política das duas administrações petistas em São Paulo.

O que chama a atenção na nova onda conservadora é o time de intelectuais e artistas com uma retórica que amedronta. Que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso use a gramática sociológica para confundir os menos atentos já era de se esperar, como é o caso das análises de Demétrio Magnoli, especialista sênior da imprensa em todas as áreas do conhecimento. Nunca alguém assumiu com tanta maestria e com tanta desenvoltura papel tão medíocre quanto Magnoli: especialista em políticas públicas, cotas raciais, sindicalismo, movimentos sociais, comunicação, direitos humanos, política internacional… Demétrio Magnoli é o porta-voz maior do que a direita brasileira tem de pior, ainda que seus artigos não resistam a uma análise crítica.

Agora, a nova cruzada moral recebe, além dos já conhecidos defensores dos “valores civilizatórios”, nomes como Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro. A raiva com que escrevem poderia ser canalizada para causas bem mais nobres se ambos não se deixassem cativar pelo canto da sereia. Eles assumiram a construção midiática do escândalo, e do que chamam de degenerescência moral, com o fato. E, porque estão convencidos de que o país está em perigo, de que o ex-presidente Lula é a encarnação do mal, e de que o PT deve ser extinguido para que o país sobreviva, reproduzem a retórica dos conglomerados de mídia com uma ingenuidade inconcebível para quem tanto nos inspirou com sua imaginação literária.

Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro fazem parte agora daquela intelligentsia nacional que dá legitimidade científica a uma insidiosa prática jornalística que tem na Veja sua maior expressão. Para além das divergências ideológicas com o projeto político do PT – as quais eu também tenho -, o discurso político que emana dos colunistas dos jornalões paulistanos/cariocas impressiona pela brutalidade. Os mais sofisticados sugerem que a exemplo de Getúlio Vargas, o ex-presidente Lula cometa suicídio; os menos cínicos celebraram o “câncer” como a única forma de imobilizá-lo. Os leitores de tais jornais, claro, celebram seus argumentos com comentários irreproduzíveis aqui.

Quais os limites da retórica de ódio contra o ex-presidente metalúrgico? Seria o ódio contra o seu papel político, a sua condição nordestina, o lugar que ocupa no imaginário das elites? Como figuras públicas tão preparadas para a leitura social do mundo se juntam ao coro de um discurso tão cruel e tão covarde já fartamente reproduzido pelos colunistas de sempre? Se a morte biológica do inimigo político já é celebrada abertamente – e a morte simbólica ritualizada cotidianamente nos discursos desumanizadores – estaríamos inaugurando uma nova etapa no jornalismo lombrosiano?

Para além da nossa condenação aos crimes cometidos por dirigentes dos partidos políticos na era Lula, os textos de Demétrio Magnoli, Marco Antonio Villa, Ricardo Noblat , Merval Pereira, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, além dos que agora se somam a eles, são fontes preciosas para as futuras gerações de jornalistas e estudiosos da comunicação entenderem o que Perseu Abramo chamou apropriadamente de “padrões de manipulação” na mídia brasileira. Seus textos serão utilizados nas disciplinas de ontologia jornalística não apenas com o exemplos concretos da falência ética do jornalismo tal qual entendíamos até aqui, mas também como sintoma dos novos desafios para uma profissão cada vez mais dominada por uma economia da moralidade que confere legitimidade a práticas corporativas inquisitoriais vendidas como de interesse público.

O chamado “mensalão” tem recebido a projeção de uma bomba de Hiroshima não porque os barões da mídia e os seus gatekeepers estejam ultrajados em sua sensibilidade humana. Bobagem! Tamanha diligência não se viu em relação à série de assaltos à nação empreendidos no governo do presidente sociólogo! A verdade é que o “mensalão” surge como a oportunidade histórica para que se faça o que a oposição – que nas palavras de um dos colunistas da Veja “se recusa a fazer o seu papel” – não conseguiu até aqui: destruir a biografia do presidente metalúrgico, inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e reconduzir o projeto da elite ‘sudestina’ ao Palácio do Planalto.

Minha esperança ingênua e utópica é que o Partido dos Trabalhadores aprenda a lição e leve adiante as propostas de refundação do país abandonadas com o acordo tácito para uma trégua da mídia. Não haverá trégua, ainda que a nova ministra da Cultura se sinta tentada a corroborar com o lobby da Folha de S. Paulo pela lei dos direitos autorais, ou que o governo Dilma continue derramando milhões de reais nos cofres das organizações Globo Abril via publicidade oficial. Não é o PT, o Congresso Nacional ou o governo federal que estão nas mãos da mídia.

Somos todos reféns da meia dúzia de jornais que definem o que é notícia, as práticas de corrupção que merecem ser condenadas, e, incrivelmente, quais e como devem ser julgadas pela mais alta corte de Justiça do país. Na última sessão do julgamento da ação penal 470, por exemplo, um furioso ministro-relator exigia a distribuição antecipada do voto do ministro-revisor para agilizar o trabalho da imprensa (!). O STF se transformou na nova arena midiática onde o enredo jornalístico do espetáculo da punição exemplar vai sendo sancionado.

Depois de cinco anos morando fora do país, estou menos convencido por que diabos tenho um diploma de jornalismo em minhas mãos. Por outro lado, estou mais convencido de que estou melhor informado sobre o Brasil assistindo à imprensa internacional. Foi pelas agências de notícias internacionais que informei aos meus amigos no Brasil de que a política externa do ex-presidente metalúrgico se transformou em tema padrão na cobertura jornalística por aqui. Informei-lhes que o protagonismo político do Brasil na mediação de um acordo nuclear entre Irã e Turquia recebeu atenção muito mais generosa da mídia estadunidense, ainda que boicotado na mídia nacional. Informei-lhes que acompanhei daqui o presidente analfabeto receber o título de doutor honoris causa em instituições européias, e avisei-lhes que por causa da política soberana do governo do presidente metalúrgico, ser brasileiro no exterior passou a ter uma outra conotação. O Brasil finalmente recebeu um status de respeitabilidade e o presidente nordestino projetou para o mundo nossa estratégia de uma America Latina soberana.

Meus amigos no Brasil são privados do direito à informação e continuarão a ser porque nem o governo federal nem o Congresso Nacional estão dispostos a pagar o preço por uma “reforma” em área tão estratégica e tão fundamental para o exercício da cidadania. Com 70% de aprovação popular, e com os movimentos sociais nas ruas, Lula da Silva não teve coragem de enfrentar o monstro e agora paga caro por sua covardia.Terá a Dilma coragem com aprovação semelhante, ou nossa meia dúzia de Murdochs seguirão intocáveis sob o manto da liberdade de e(i)mprensa?

*Jaime Amparo Alves é jornalista, doutor em Antropologia Social, Universidade do Texas em Austin –amparoalves@gmail.com