sábado, 21 de março de 2015

PM É BALEADO NO ROSTO


Lotado no 14°BPM, o sargento Saraiva foi baleado durante patrulhamento no Morro do Sandá, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na manhã deste sábado, dia 21 de março.

Atingido no rosto, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, onde está sendo submetido a uma cirurgia.

NO RIO DE JANEIRO PRESO É RECAPTURADO

Condenado por homicídio e evadido do sistema penitenciário - faltando 7 anos de pena para cumprir -, Israel Brandt de Souza foi preso por policiais do 7°BPM juntamente com Marcos Vinícius Coutinho Quintino, 18 anos, no bairro Mutuá, em São Gonçalo, na madrugada deste sábado, dia 21 de março.
Os dois trafegavam pela Avenida Paula Lemos na moto Honda Twister preta placa LOW 4904 que constava como roubada na área da 78DP.

CINCO PRESOS POR TRÁFICO SÃO PRESOS NO MORRO DO ARRASTÃO

Cinco acusados de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro do Arrastão, no bairro Rio do Ouro, em São Gonçalo-RJ - sendo quatro menores de idade - foram presos por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7°BPM, nesta quinta-feira, dia 19 de março.
Com o quinteto, os PMs apreenderam 383 papelotes de cocaína e 96 trouxinhas de maconha, além de três rádios transmissores e R$ 43 em espécie.
O menor de 17 anos conhecido como Dala é apontado como gerente geral das bocas-de-fumo do local. Outro menor de 17 anos conhecido como AK é apontado como segurança de um "vapor".
Um menor de 16 anos é apontado como "atividade" e deveria ficar no radinho avisando aos comparsas sobre a movimentação na favela e a chegada da Polícia.
O outro menor, também de 17 anos, é conhecido como Traquina. O único maior foi identificado como Lucas da Lima Barbosa, o Cueca, 22 anos.

MENOR É APREENDIDO COM PISTOLA, RÁDIOS E DROGAS


Um menor acusado de envolvimento com o tráfico de drogas na Favela do Rato Molhado, em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói-RJ, foi apreendido por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 12°BPM, nesta sexta-feira, dia 20 de março.

Com ele, os PMs apreenderam uma pistola calibre 40, dois rádios transmissores e drogas.

Gerente de bocas de fumo é preso

Apontado como gerente da cocaína nas bocas-de-fumo do Morro do Capote, no bairro Almerinda, em São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro, Leonardo Félix Fontoura, o Léo, 24 anos foi preso por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7°BPM, na tarde desta sexta-feira, dia 20 de março.
Com ele, os PMs apreenderam uma pistola 380, maconha, cocaína e crack.

TRIO COM DOIS MENORES SÃO PRESOS


Policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7°BPM prenderam um trio acusado de envolvimento com o tráfico de drogas na Favela do Espantalho, no bairro Boa Vista, em São Gonçalo, na tarde desta sexta-feira, dia 20 de março.

Entre os acusados, dois menores de idade - de 15 e 17 anos, conhecidos como Da Lacoste e Piu Piu. O maior foi identificado como Cléber Cara de Rato, 27. Com o trio, os PMs apreenderam drogas e um rádio transmissor.


QUATRO BANDIDOS PRESOS


Quatro acusados de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro da Cafuca, no bairro Santa Izabel, em São Gonçalo, foram presos por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7°BPM, na noite desta sexta-feira, dia 20 de março.

Identificados como Sérgio Leonardo Lopes Rosa, 23 anos, Mark Bernard Wenceslau de Oliveira, 22, Alef Castro dos Santos, 20, e Ivandro Francisco dos Santos, 25, eles foram flagrados com 128 cápsulas de cocaína e 66 trouxinhas de maconha.

O quarteto é suspeito de participação na morte de uma idosa que foi degolada por suspeita de estar repassando informações dos criminosos pra Polícia.

Na ação, os PMs também apreenderam três motos. Registro na 74DP.

Em 78 dias, 76 policiais baleados no Rio de Janeiro


Somente nesta quinta-feira, dia 19 de março, foram três.

É preciso que esses números se transformem em rostos.
Só assim a população poderá perceber que são homens e mulheres, e não uma simples estatística.

Somente amigos, colegas, maridos, esposas, pais, filhos conhecem essa realidade. Já está mais do que na hora da sociedade cair na real - e ficar do lado certo.
Porque só é possível mudar, melhorar aquilo que conhecemos.
Então, não podemos mais ignorar o que tem acontecido.
Como prometido, divulgo hoje o Memorial para Policiais do Estado do Rio de Janeiro. Uma forma de tentar ajudar a alcançar essa mudança que é necessária e urgente. E uma maneira de homenagear esses homens e mulheres e suas famílias.

quinta-feira, 19 de março de 2015

ATÉ TU CAIADO: Caiado recebeu doação de R$ 1 milhão de 2 empreiteiras enroladas com a Operação Lava Jato e é alvo de denúncia no MPF

 Goiás 
O PSOL entrou nesta segunda-feira com representação junto ao Ministério Público Federal, em Goiás, requerendo a abertura de investigação sobre as contas de campanha do senador eleito Ronaldo Caiado, que recebeu doações de 2 empreiteiras enroladas com a Operação Lava Jato.
Advogados do PSOL examinaram a prestação de contas que Caiado entregou à Justiça Eleitoral e encontraram 2 doações: 1) da Construtora OAS S/A, de R$ 500 mil reais e 2) da empreiteira UTC Engenharia S/A, também no valor de R$ 500 mil reais – totalizando R$ 1 milhão de reais.
Diretores e executivos tanto da OAS quanto da UTC foram e continuam presos pela Polícia Federal, no curso das investigações da Operação Lava Jato, que desbaratou um esquema bilionário de propinas em obras da Petrobrás.
A campanha de Caiado para o Senado foi a terceira mais cara do país e consumiu mais de R$ 9 milhões de reais.
Fonte: http://goias24horas.com.br

A FOME DOS RICOS É QUERER O POBRE CADA VEZ MAIS MISERVÉL

Em um mundo angustiado pela crise econômica, aprendemos que de março de 2009 a março de 2014, exatamente o período considerado mais crítico, depois da bancarrota do Lehman Brothers, o número de bilionários do planeta dobrou: eram 793 no começo do furacão e agora somam 1.645. Os 85 mais ricos entre eles, no mesmo período, incrementaram seus capitais em 668 milhões de dólares a cada dia e sua renda equivale àquela de metade da população mundial, 3,5 bilhões de outros seres humanos. Os dados constam, entre outras “pérolas”, do recente estudo sobre a desigualdade no mundo, publicado pela Oxfam, rede internacional de 19 ONGs que combatem a pobreza. Na sequência da divulgação do relatório, originalmente chamadoEven It Up: Time to end extreme inequality, foi lançada a campanha mundial de sensibilização “Equilibre o jogo”.
Crise é um termo utilizado no mundo inteiro para descrever situações diferentes, mas com um denominador comum, a desaceleração do crescimento das economias, que em média superava os 4% anuais na década passada e hoje sofre para chegar perto dos 3,5%. Para resolver os problemas provocados por esse recuo e retomar o ritmo anterior, os defensores do atual sistema econômico-financeiro indicam um caminho único, a ampliação do espaço da iniciativa privada em detrimento do setor público, com corolário de cortes nos gastos sociais e intensificação da produtividade no trabalho. Em outras palavras, salários mais baixos para criar produtos mais baratos. Essa receita, baseada numa visão brutalmente quantitativa do bem-estar da humanidade e sem nenhuma atenção à equilibrada convivência social, é rotundamente recusada pela Oxfam. Com riqueza de informações e análises, a desigualdade é descrita sob diversos aspectos, e o estudo chega à conclusão de que essa praga contemporânea não só é contrária a uma ética humanista, mas também a causa fundamental da crise econômica em curso.
O primeiro mito que o relatório se encarrega de derrubar é aquele que considera natural a desigualdade entre os seres humanos. Melhor se concentrar na redução da pobreza, afirmaram os liberais a partir da Revolução Industrial, pois a compaixão é a única maneira de mitigar a lei natural que inevitavelmente produz as diferenças. Mas a desigualdade excessiva tem comprometido o combate à pobreza, apesar dos bons resultados conseguidos nesse campo até o início dos anos 80 do século passado. O abismo entre ricos e pobres nas últimas três décadas, demonstra a pesquisa, tem clara correlação com a baixa mobilidade social. Em outros termos, nos países em que o fenômeno é mais acentuado, quem nasce rico fica rico, quem nasce pobre não tem outra alternativa além de permanecer pobre. A esperança de uma vida melhor, na evolução entre pais e filhos, é banida do horizonte de bilhões de seres humanos.
Com raras exceções, a desigualdade tem aumentado em todos os países do mundo. Caso particularmente emblemático, a Oxfam calcula que até na África do Sul a desigualdade é hoje maior do que no período do Apartheid. Com base em dados de 2013, 7 de cada 10 habitantes do mundo vivem em países em que a desigualdade econômica é maior do que há 30 anos.
O enriquecimento desmedido de um número restrito de indivíduos, a depender dos países, encolheu ou limitou o crescimento da classe média, comprometendo a sua capacidade de gasto e, em última análise, o motor do crescimento mundial. Desde 1990, a participação do trabalho na composição do PIB mundial é constantemente decrescente. O ataque ao valor e à dignidade do trabalho é particularmente acentuado nos países mais pobres, mas também ocorre nas nações ricas. Por consequência, o PIB mundial é composto por uma porcentagem crescente do capital, que se autoalimenta cada vez mais da especulação financeira.
As 150 páginas da pesquisa, com amplíssima bibliografia, demonstram que a desigualdade extrema também está associada à violência. A América Latina, a região mais desigual do mundo do ponto de vista econômico, reúne 41 das 50 cidades mais violentas do planeta e registrou 1 milhão de assassinatos entre 2000 e 2010. Países desiguais são lugares perigosos para viver, e a insegurança afeta tanto ricos quanto pobres.
A desigualdade econômica produz ainda diferenças em termos de oportunidades de vida. Quem está na parte baixa da escada social tem grande desvantagem em termos de escolaridade, saúde e expectativa de vida. A Oxfam demonstra com dados e gráficos que a “pobreza interage com desigualdades econômicas e de outros tipos para criar ‘armadilhas de desvantagens’ que empurram os mais pobres e marginalizados para o fundo – e os mantêm lá”. E a globalização da economia aumentou consideravelmente o número de super-ricos nos países em desenvolvimento e emergentes. Na África Subsaariana, 16 bilionários convivem com 358 milhões em pobreza extrema.
No atual cenário, o Brasil, que nos últimos 12 anos tirou da pobreza dezenas de milhões de indivíduos, é citado várias vezes no relatório como positiva exceção por ter agido na contracorrente mundial, mas também como exemplo de uma desigualdade ainda gravíssima que afeta as perspectivas de resgate econômico e de pacificação nacional. É extremamente fácil evidenciar a imediata correspondência entre o aumento de 50% no valor do salário mínimo entre 1995 e 2011 e a redução da pobreza e desigualdade no País.
Como exemplo oposto, dados de 40 países europeus e latino-americanos revelam que a capacidade redistributiva de um bom sistema fiscal, combinada com gastos sociais bem-focados, pode reduzir as disparidades de ingressos produzidas pelo mercado. A Finlândia e a Áustria conseguem reduzir pela metade essa desigualdade por meio de impostos, enquanto o sistema fiscal e o gasto social brasileiro a limitam de maneira insignificante.
O relatório da Oxfam não se restringe à análise da situação de fato, mas identifica as causas que provocaram a absurda desigualdade atual: o fundamentalismo de mercado e a captura do poder pelas elites econômicas. A ideologia neoliberal, que continua dominante, apesar das contradições que suscitou, segue a impulsionar as diferenças, que não poderão ser reduzidas enquanto os países forem forçados a engolir remédios como a desregulamentação financeira, a austeridade fiscal, as privatizações, a redução de programas sociais ou o corte de impostos para os ricos. Por outro lado, como em um círculo vicioso, o dinheiro compra a influência e o poder político, tanto nos países ricos quanto nos pobres.
Para “reequilibrar o jogo”, a Oxfam identifica uma série de medidas específicas que, acrescentamos, não poderão ser alcançadas com base em alguma milagrosa fulguração de bondade da parte de quem hoje dirige o jogo, mas apenas à medida que as relações de força e de poder entre as minorias ricas e as maiorias pobres se inverterem. O mérito do relatório é demonstrar implicitamente que a batalha deve ser combatida em cada lugar de trabalho e em cada país, mas, para ser vencida, deve incluir um pensamento e uma ação global de todas as vítimas da desigualdade e de todos os seus aliados de boa vontade. Se a economia e a riqueza do mundo são globalizadas, a resposta para redistribuir deve ter a mesma escala. O nacionalismo é uma ferramenta arcaica. O que hoje precisamos é de um novo internacionalismo.
*Reportagem publicada originalmente na edição 825 de CartaCapital, com o título "Desiguais até na crise"