sábado, 21 de março de 2015

Gerente de bocas de fumo é preso

Apontado como gerente da cocaína nas bocas-de-fumo do Morro do Capote, no bairro Almerinda, em São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro, Leonardo Félix Fontoura, o Léo, 24 anos foi preso por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7°BPM, na tarde desta sexta-feira, dia 20 de março.
Com ele, os PMs apreenderam uma pistola 380, maconha, cocaína e crack.

TRIO COM DOIS MENORES SÃO PRESOS


Policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7°BPM prenderam um trio acusado de envolvimento com o tráfico de drogas na Favela do Espantalho, no bairro Boa Vista, em São Gonçalo, na tarde desta sexta-feira, dia 20 de março.

Entre os acusados, dois menores de idade - de 15 e 17 anos, conhecidos como Da Lacoste e Piu Piu. O maior foi identificado como Cléber Cara de Rato, 27. Com o trio, os PMs apreenderam drogas e um rádio transmissor.


QUATRO BANDIDOS PRESOS


Quatro acusados de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro da Cafuca, no bairro Santa Izabel, em São Gonçalo, foram presos por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7°BPM, na noite desta sexta-feira, dia 20 de março.

Identificados como Sérgio Leonardo Lopes Rosa, 23 anos, Mark Bernard Wenceslau de Oliveira, 22, Alef Castro dos Santos, 20, e Ivandro Francisco dos Santos, 25, eles foram flagrados com 128 cápsulas de cocaína e 66 trouxinhas de maconha.

O quarteto é suspeito de participação na morte de uma idosa que foi degolada por suspeita de estar repassando informações dos criminosos pra Polícia.

Na ação, os PMs também apreenderam três motos. Registro na 74DP.

Em 78 dias, 76 policiais baleados no Rio de Janeiro


Somente nesta quinta-feira, dia 19 de março, foram três.

É preciso que esses números se transformem em rostos.
Só assim a população poderá perceber que são homens e mulheres, e não uma simples estatística.

Somente amigos, colegas, maridos, esposas, pais, filhos conhecem essa realidade. Já está mais do que na hora da sociedade cair na real - e ficar do lado certo.
Porque só é possível mudar, melhorar aquilo que conhecemos.
Então, não podemos mais ignorar o que tem acontecido.
Como prometido, divulgo hoje o Memorial para Policiais do Estado do Rio de Janeiro. Uma forma de tentar ajudar a alcançar essa mudança que é necessária e urgente. E uma maneira de homenagear esses homens e mulheres e suas famílias.

quinta-feira, 19 de março de 2015

ATÉ TU CAIADO: Caiado recebeu doação de R$ 1 milhão de 2 empreiteiras enroladas com a Operação Lava Jato e é alvo de denúncia no MPF

 Goiás 
O PSOL entrou nesta segunda-feira com representação junto ao Ministério Público Federal, em Goiás, requerendo a abertura de investigação sobre as contas de campanha do senador eleito Ronaldo Caiado, que recebeu doações de 2 empreiteiras enroladas com a Operação Lava Jato.
Advogados do PSOL examinaram a prestação de contas que Caiado entregou à Justiça Eleitoral e encontraram 2 doações: 1) da Construtora OAS S/A, de R$ 500 mil reais e 2) da empreiteira UTC Engenharia S/A, também no valor de R$ 500 mil reais – totalizando R$ 1 milhão de reais.
Diretores e executivos tanto da OAS quanto da UTC foram e continuam presos pela Polícia Federal, no curso das investigações da Operação Lava Jato, que desbaratou um esquema bilionário de propinas em obras da Petrobrás.
A campanha de Caiado para o Senado foi a terceira mais cara do país e consumiu mais de R$ 9 milhões de reais.
Fonte: http://goias24horas.com.br

A FOME DOS RICOS É QUERER O POBRE CADA VEZ MAIS MISERVÉL

Em um mundo angustiado pela crise econômica, aprendemos que de março de 2009 a março de 2014, exatamente o período considerado mais crítico, depois da bancarrota do Lehman Brothers, o número de bilionários do planeta dobrou: eram 793 no começo do furacão e agora somam 1.645. Os 85 mais ricos entre eles, no mesmo período, incrementaram seus capitais em 668 milhões de dólares a cada dia e sua renda equivale àquela de metade da população mundial, 3,5 bilhões de outros seres humanos. Os dados constam, entre outras “pérolas”, do recente estudo sobre a desigualdade no mundo, publicado pela Oxfam, rede internacional de 19 ONGs que combatem a pobreza. Na sequência da divulgação do relatório, originalmente chamadoEven It Up: Time to end extreme inequality, foi lançada a campanha mundial de sensibilização “Equilibre o jogo”.
Crise é um termo utilizado no mundo inteiro para descrever situações diferentes, mas com um denominador comum, a desaceleração do crescimento das economias, que em média superava os 4% anuais na década passada e hoje sofre para chegar perto dos 3,5%. Para resolver os problemas provocados por esse recuo e retomar o ritmo anterior, os defensores do atual sistema econômico-financeiro indicam um caminho único, a ampliação do espaço da iniciativa privada em detrimento do setor público, com corolário de cortes nos gastos sociais e intensificação da produtividade no trabalho. Em outras palavras, salários mais baixos para criar produtos mais baratos. Essa receita, baseada numa visão brutalmente quantitativa do bem-estar da humanidade e sem nenhuma atenção à equilibrada convivência social, é rotundamente recusada pela Oxfam. Com riqueza de informações e análises, a desigualdade é descrita sob diversos aspectos, e o estudo chega à conclusão de que essa praga contemporânea não só é contrária a uma ética humanista, mas também a causa fundamental da crise econômica em curso.
O primeiro mito que o relatório se encarrega de derrubar é aquele que considera natural a desigualdade entre os seres humanos. Melhor se concentrar na redução da pobreza, afirmaram os liberais a partir da Revolução Industrial, pois a compaixão é a única maneira de mitigar a lei natural que inevitavelmente produz as diferenças. Mas a desigualdade excessiva tem comprometido o combate à pobreza, apesar dos bons resultados conseguidos nesse campo até o início dos anos 80 do século passado. O abismo entre ricos e pobres nas últimas três décadas, demonstra a pesquisa, tem clara correlação com a baixa mobilidade social. Em outros termos, nos países em que o fenômeno é mais acentuado, quem nasce rico fica rico, quem nasce pobre não tem outra alternativa além de permanecer pobre. A esperança de uma vida melhor, na evolução entre pais e filhos, é banida do horizonte de bilhões de seres humanos.
Com raras exceções, a desigualdade tem aumentado em todos os países do mundo. Caso particularmente emblemático, a Oxfam calcula que até na África do Sul a desigualdade é hoje maior do que no período do Apartheid. Com base em dados de 2013, 7 de cada 10 habitantes do mundo vivem em países em que a desigualdade econômica é maior do que há 30 anos.
O enriquecimento desmedido de um número restrito de indivíduos, a depender dos países, encolheu ou limitou o crescimento da classe média, comprometendo a sua capacidade de gasto e, em última análise, o motor do crescimento mundial. Desde 1990, a participação do trabalho na composição do PIB mundial é constantemente decrescente. O ataque ao valor e à dignidade do trabalho é particularmente acentuado nos países mais pobres, mas também ocorre nas nações ricas. Por consequência, o PIB mundial é composto por uma porcentagem crescente do capital, que se autoalimenta cada vez mais da especulação financeira.
As 150 páginas da pesquisa, com amplíssima bibliografia, demonstram que a desigualdade extrema também está associada à violência. A América Latina, a região mais desigual do mundo do ponto de vista econômico, reúne 41 das 50 cidades mais violentas do planeta e registrou 1 milhão de assassinatos entre 2000 e 2010. Países desiguais são lugares perigosos para viver, e a insegurança afeta tanto ricos quanto pobres.
A desigualdade econômica produz ainda diferenças em termos de oportunidades de vida. Quem está na parte baixa da escada social tem grande desvantagem em termos de escolaridade, saúde e expectativa de vida. A Oxfam demonstra com dados e gráficos que a “pobreza interage com desigualdades econômicas e de outros tipos para criar ‘armadilhas de desvantagens’ que empurram os mais pobres e marginalizados para o fundo – e os mantêm lá”. E a globalização da economia aumentou consideravelmente o número de super-ricos nos países em desenvolvimento e emergentes. Na África Subsaariana, 16 bilionários convivem com 358 milhões em pobreza extrema.
No atual cenário, o Brasil, que nos últimos 12 anos tirou da pobreza dezenas de milhões de indivíduos, é citado várias vezes no relatório como positiva exceção por ter agido na contracorrente mundial, mas também como exemplo de uma desigualdade ainda gravíssima que afeta as perspectivas de resgate econômico e de pacificação nacional. É extremamente fácil evidenciar a imediata correspondência entre o aumento de 50% no valor do salário mínimo entre 1995 e 2011 e a redução da pobreza e desigualdade no País.
Como exemplo oposto, dados de 40 países europeus e latino-americanos revelam que a capacidade redistributiva de um bom sistema fiscal, combinada com gastos sociais bem-focados, pode reduzir as disparidades de ingressos produzidas pelo mercado. A Finlândia e a Áustria conseguem reduzir pela metade essa desigualdade por meio de impostos, enquanto o sistema fiscal e o gasto social brasileiro a limitam de maneira insignificante.
O relatório da Oxfam não se restringe à análise da situação de fato, mas identifica as causas que provocaram a absurda desigualdade atual: o fundamentalismo de mercado e a captura do poder pelas elites econômicas. A ideologia neoliberal, que continua dominante, apesar das contradições que suscitou, segue a impulsionar as diferenças, que não poderão ser reduzidas enquanto os países forem forçados a engolir remédios como a desregulamentação financeira, a austeridade fiscal, as privatizações, a redução de programas sociais ou o corte de impostos para os ricos. Por outro lado, como em um círculo vicioso, o dinheiro compra a influência e o poder político, tanto nos países ricos quanto nos pobres.
Para “reequilibrar o jogo”, a Oxfam identifica uma série de medidas específicas que, acrescentamos, não poderão ser alcançadas com base em alguma milagrosa fulguração de bondade da parte de quem hoje dirige o jogo, mas apenas à medida que as relações de força e de poder entre as minorias ricas e as maiorias pobres se inverterem. O mérito do relatório é demonstrar implicitamente que a batalha deve ser combatida em cada lugar de trabalho e em cada país, mas, para ser vencida, deve incluir um pensamento e uma ação global de todas as vítimas da desigualdade e de todos os seus aliados de boa vontade. Se a economia e a riqueza do mundo são globalizadas, a resposta para redistribuir deve ter a mesma escala. O nacionalismo é uma ferramenta arcaica. O que hoje precisamos é de um novo internacionalismo.
*Reportagem publicada originalmente na edição 825 de CartaCapital, com o título "Desiguais até na crise"

quarta-feira, 18 de março de 2015

A PM DO CONHECIMENTO E DA ANTIGUIDADE

A Polícia Militar precisa passar urgentemente por uma transformação estrutural, e só o conhecimento é capaz de empreendê-la. A corporação precisa reconhecer que hoje o principal ativo das grandes organizações é o conhecimento, não havendo mais espaço para a promoção por antiguidade.
 
Urge implementar forte processo de Educação Corporativa na PM, reformulando o modelo atual, baseado ainda na ‘decoreba’, quando o aluno estuda para passar e, depois de um mês, já esqueceu tudo. Há que se impulsionar o uso contínuo da instrução, bem como a utilização massificada do e-learning e até mesmo do mobile e-learning. Não há mais como ter oficiais sem a devida capacidade para planejar, organizar, liderar e controlar, tampouco praças sem o mínimo de conhecimento técnico-profissional.
 
Basta de promoções por antiguidade, que não incentivam o PM a estudar e a se qualificar. A sociedade clama por profissionais mais bem preparados para servir e proteger, e a educação corporativa é essencial nesse processo.
 
Deve-se reformular a legislação para que a corporação tenha uma só forma de ingresso e que todos tenham a mesma oportunidade de chegar ao posto máximo, desde que exclusivamente pelo mérito — não no sentido de fidelidade ao chefe, mas da contínua e persistente qualificação, só sendo promovidos mediante concursos internos. Valorizam-se, assim, os mais capacitados e os mais comprometidos.
 
O modelo atual de promoções na PM está com os dias contados. Aquele profissional que fica anos parado, sem estudar, apenas esperando subir de posto, ficará no passado, abrindo-se espaços para todos aqueles que não têm receio de disputar uma vaga, com quem quer que seja.
 
O policial militar que emergirá dessa reforma será aquele que se dedica constantemente ao aprimoramento profissional, isto é, ao verdadeiro PM da sociedade do conhecimento.
 
Artigo publicado no jornal O Dia
Texto: Melquisedec Nascimento
CAPITÃO DA PMERJ

LOCALIZADOS E PRESOS AUTORES DE MORTE E ROUBO DE MULHER DE 50 ANOS EM CALDAS NOVAS - GOIÁS Na madrugada desta terça-feira (17) a Polícia Militar encontrou o corpo de uma mulher de 50 anos em uma quitinete localizada no bairro Nova Vila em Caldas Novas (165 km de Goiânia). A vítima identificada como Elciene Gomes Vieira Ferreira teria saído de casa na manhã desta última segunda-feira (16) e não teria retornado mais. Diante dos fatos, os familiares da vítima acionaram a PM que após investigações foram informados de que Elciene havia feito um saque de R$ 3.000 em um caixa eletrônico. Após verificar nas câmeras de segurança do circuito interno do local, os militares identificaram o autor que era inquilino de uma quitinete que a vítima alugava Elciene teria ido receber o aluguel do marginal, mas o indivíduo rendeu a mulher, a forçou ir até um caixa eletrônico para retirar o dinheiro e depois retornou para a quitinete. Já na residência a vítima foi amarrada e brutalmente assassinada com um golpe de faca no pescoço e no tórax. Em seguida o marginal fugiu com a moto Honda Biz da vítima tomando rumo ignorado. O delegado civil responsável pelo caso Alexandro Câmara afirmou que os policiais já tinha a identificação dos autores do crime e que todos estavam tralhando incansavelmente na tentativa de localizá-los. E foi isso que aconteceu na madrugada desta quarta-feira (18). Diante das investigações em uma ação rápida da policia civil os autores foram localizados. Neste momento o delegado Alexandre Câmara se encontra em Brasília para pessoalmente efetuar a prisão dos três autores do crime de latrocínio que chocou Caldas Novas. Os autores foram identificados como Mônica Santos Gomes, Gleisson Aquino dos Santos e Lucas Alves. Com os 3 indivíduos foram encontrados diversos objetos e dinheiro da vítima.

Na madrugada desta terça-feira (17) a Polícia Militar encontrou o corpo de uma mulher de 50 anos em uma quitinete localizada no bairro Nova Vila em Caldas Novas (165 km de Goiânia). A vítima identificada como Elciene Gomes Vieira Ferreira teria saído de casa na manhã desta última segunda-feira (16) e não teria retornado mais. Diante dos fatos, os familiares da vítima acionaram a PM que após investigações foram informados de que Elciene havia feito um saque de R$ 3.000 em um caixa eletrônico. Após verificar nas câmeras de segurança do circuito interno do local, os militares identificaram o autor que era inquilino de uma quitinete que a vítima alugava Elciene teria ido receber o aluguel do marginal, mas o indivíduo rendeu a mulher, a forçou ir até um caixa eletrônico para retirar o dinheiro e depois retornou para a quitinete. Já na residência a vítima foi amarrada e brutalmente assassinada com um golpe de faca no pescoço e no tórax. Em seguida o marginal fugiu com a moto Honda Biz da vítima tomando rumo ignorado.
O delegado civil responsável pelo caso Alexandro Câmara afirmou que os policiais já tinha a identificação dos autores do crime e que todos estavam tralhando incansavelmente na tentativa de localizá-los. E foi isso que aconteceu na madrugada desta quarta-feira (18). Diante das investigações em uma ação rápida da policia civil os autores foram localizados. Neste momento o delegado Alexandre Câmara se encontra em Brasília para pessoalmente efetuar a prisão dos três autores do crime de latrocínio que chocou Caldas Novas. Os autores foram identificados como Mônica Santos Gomes, Gleisson Aquino dos Santos e Lucas Alves. Com os 3 indivíduos foram encontrados diversos objetos e dinheiro da vítima.

CALDAS NOVAS JOGADA AO SUBMUNDO DA CRIMINALIDADE

Dia sim e outro também a gente fica sabendo de alguém, um parente, um amigo, que teve a casa violada pelos “amigos do alheio”. Daqui a pouco não poderemos referir a quem rouba como sendo ladrão. Melhor nos acostumarmos a utilizar essa expressão atenuadora, não é verdade? Afinal, por aqui menor de idade rouba e mata, mas na imprensa não se pode publicar foto nem citar o nome “dimenor”, só as iniciais. E olha como tem uma galera novinha na bandidagem desse Goiás.

Enquanto isso, os caras estão aí barbarizando de verdade. À luz do sol, os “malas” arrombam casas e fazem aquele limpa geral. Nada de valor, evidentemente, é esquecido. Quando eles não destroem aquilo que não levam o assaltado fica até com uma pontinha de gratidão. Não faz muitos dias, um amigo meu teve a casa indesejadamente visitada 3 vezes por ladrões, num espaço de menos de 30 dias. É uma loucura. Prender os bandidos até que a polícia prende, mas a legislação penal e sua aplicação é mamão com açúcar e os elementos são postos em liberdade quase que num piscar de olhos. E voltam a delinquir, diga-se. Feito aquela música... “Tô nem aí...”.

Roubos de carros, especialmente caminhonetes, em Trindade virou uma festa. Hoje mesmo fiquei sabendo de dois roubos destes utilitários de luxo, objeto de consumo da maioria dos brasileiros, ali nas imediações do Colégio e Faculdades Aphonsiano. A ação da bandidagem não escolhe mais a noite ou lugares ermos, sem ninguém. O sistema agora é bruto e o marginal mete a “máquina” na cara do motorista onde quer que esteja, levando o carro consigo. Quando não desfere umas porradas na vítima ainda ficou de bom tamanho para quem perdeu. É um absurdo!

Mas se o ladrão rouba certamente é porque o produto roubado será passado adiante, ora pois. Tem alguém na sequência dessa cadeia criminosa que, desconfio, seja o cabra que realmente mais ganha “din-din” na parada. O tal do receptador fica numa boa, às vezes até faz a encomenda e o bandido vai ao “mercado” em busca do produto. Combater apenas o “peão” (o assaltante) dessa atividade comercial, porém criminosa, deve se dar também onde o produto é vendido e quem está comercializando carros inteiros ou desmanchados. Como não lembrar que a gente até se refira a locais de comércio de peças de carros como “Robauto”. O povo brasileiro, goiano, goianiense, trindadense, é um povo bacana mesmo”.

Na modesta forma de pensar sobre essa roubalheira de carros, de casas, de tudo enfim, aqui a nossa volta, tem a ver com a necessidade de se combater a “cadeia produtiva” e criminosa como um todo. O assaltante, evidentemente, mas não apenas ele. É preciso chegar até quem compra a mercadoria sim, senhor. Tem gente que jura que carros caros são roubados para servirem de moeda de troca no mercado das drogas. Uái, é daí? Tudo que é roubado, imagino, é porque o ladrão sabe que o objeto tem “liquidez”, não é verdade?

Essa realidade é revoltante demais da conta, deixa-nos fragilizados, amedrontados em grau elevadíssimo, convém salientar. E o pior é que não há sinais no horizonte de que a coisa vai mudar muito não. Principalmente no curto prazo, digamos, aí nos próximos 6 meses. O sossego da gente acabou e faz tempo. O serviço de segurança pública não tem conseguido dar jeito nisso, parece. E dessa forma vamos fazer o quê mesmo? Claro, pedir a benção ao Papa Francisco e orar muito e fervorosamente ao Divino Pai Eterno, em busca de proteção dos céus, porque aqui na Terra “a coisa tá feia, a coisa tá preta”.

A VIOLÊNCIA REINA EM GOIÁS E GOVERNADOR NÃO TOMA ATITUDE

Goiás continua nas manchetes dos grandes jornais do pais

A violência tomou conta de Goiás o que não é mais notícia no Estado, já que a população vive em permanente estado de pavor. As famílias não têm mais tranqüilidade e cada vez que um filho sai de casa é motivo para a preocupação dos pais. Essa rotina é uma constante em todos os municípios de Goiás.
Na semana passada um vídeo do assassinato de um rapaz que teria entregado parte do bando para a polícia foi executado nas proximidades de Senador Canedo, cujo corpo foi levado para o IML de Anápolis. Os comparsas assassinaram o colega e ainda filmaram tudo, como se fosse enredo de um filme policial. O vídeo ganhou as redes sociais e milhares de pessoas em todo o Brasil compartilharam as cenas de horror ocorridas em Goiás.
Essa semana iniciou com um assalto cinematográfico em três carros fortes na BR 153, nas proximidades de Morrinhos. Os carros fortes foram fechados em um local onde o sinal de celular é muito fraco e os assaltantes atravessaram dois caminhões para fechar os veículos que transportavam grande quantidade de dinheiro. Na ação dos marginais foi utilizado armamentos pesados, sendo que um fuzil usado em artilharia ante aérea foi  responsável pelos bandidos para metralhar dois carros fortes. Os seguranças desceram de um dos carros fortes e enfrentaram os bandidos, mas não tiveram sorte e foram executados.
Um dos carros fortes não foi arrombado porque os dispositivos falharam. Os seus ocupantes ficaram dentro do veículo até o final da ação que durou poucos minutos. Informações prestadas pela polícia dão conta de que aproximadamente R$4 milhões foram levados pelos bandidos que podem fazer parte do PCC do Rio de Janeiro, já que testemunhas disseram que o sotaque de muitos deles indica serem cariocas.
Nos últimos anos o noticiário das redes de televisão e de alguns jornais de circulação nacional vem mostrando a fragilidade da polícia de Goiás, que possui um déficit de alguns milhares de homens. Esse fato pode servir como estímulo para que marginais de outras regiões venham para o Estado para a prática criminosa. A maior prova disso é que nos últimos meses vários assaltos a carros fortes aconteceram tanto na Capital quanto no interior.

Por falta de agilidade e devido à concentração de todo o aparato policial ficar centralizado em Goiânia, não foi difícil para os marginais fugirem com o dinheiro roubado. Quando a policia chegou ao local, tudo indica que os marginais já haviam saído do Estado, entrando por Minas Gerais. Com o sucesso da ação, Goiás vai continuar sendo o local preferido por esse tipo de ação dos marginais.
Fonte: http://www.oanapolis.com.br
Em 02/12/2014