segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DE JANEIRO A OUTUBRO FORAM APREENDIDA QUASE 02 TONELADAS DE DROGAS NO CEARÁ

Em 10 meses, o crime organizado sofreu um prejuízo de R$ 12.665.736. O impacto foi causado por ações das Polícias Civil e Militar no Estado do Ceará. Ao todo, as duas forças estaduais apreenderam, de janeiro a outubro deste ano, quase duas toneladas de drogas, entre maconha, crack e cocaína.
Os dados da quantidade de drogas capturadas no Estado foram fornecidos pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Fontes ligadas à pasta, que pediram para não serem identificadas, forneceram os valores aproximados de cada entorpecente para, de maneira ilustrativa, se ter uma ideia do tamanho do prejuízo causado ao tráfico de drogas no Ceará.
A reportagem apurou que, em média, o quilo da maconha custa R$ 1.200 no Ceará. Já o crack é negociado por R$ 10 mil. A cocaína chega a ser vendida por R$ 21 mil no mercado ilegal.
Segundo os dados da SSPDS, foram apreendidos de janeiro a outubro 462,10 quilos de cocaína, 139,80 quilos de crack e 1.303,03 quilos de maconha em todo o Estado, totalizando 1.904,93 quilos. Desta forma, seriam aproximadamente R$ 9.704.100 em cocaína, R$ 1.398.000 em crack e R$ 1.563.636 em maconha.
Os números apresentados pela Secretaria, contudo, não englobam as apreensões do mês de novembro, visto que os dados ainda não foram fechados. Por isso, a maior apreensão da história da Polícia Civil no Estado, realizada no começo do mês de novembro, não entrou na conta. Naquela ocasião, mais de duas toneladas de maconha foram apreendidas no bairro Dias Macêdo, em Fortaleza.
A maior contribuição na apreensão de cocaína veio da Área Integrada de Segurança (AIS) 10, que engloba cidades como Aracati, Beberibe, Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe, dentre outras. Naquela AIS, foram apreendidos 207,84 quilos até outubro.
O Interior do Estado somou 249,60 quilos da droga apreendidos. Em toda Fortaleza, por exemplo, foram 140,33 quilos de cocaína capturados. A Região Metropolitana contribuiu com a apreensão de 69,23 quilos do mesmo entorpecente.
Crack e maconha
Já a AIS 12, que é composta por cidades como Sobral, Ubajara, Massapê, dentre outras, teve a maior contribuição nos 10 meses em apreensão de crack. Naquela Área, foram capturados 20,73 quilos da droga. Todo o Interior do Ceará somou 47,52 quilos apreendidos.
Em Fortaleza, 48,88 quilos foram capturados pelas Polícias Civil e Militar de janeiro a outubro. No mesmo período, foram 43,22 quilos da droga tomados pelos agentes estaduais.
Em apreensão de maconha, os maiores números estão na Capital. A AIS 4, composta por bairros como Messejana, Barroso, Dias Macêdo, Aerolândia, Parque Iracema, dentre outros, registrou a apreensão de 354,84 quilos do entorpecente de janeiro a outubro deste ano.
Em toda Fortaleza, foram 739,40 quilos apreendidos. Já na Região Metropolitana, foram 245,28 quilos. No Interior a Polícia tomou das mãos dos traficantes 317,75 quilos de maconha.
Em 2013, até o mês de outubro, a SSPDS havia registrado a apreensão de 118,52 quilos de cocaína, quantidade quase quatro vezes inferior à capturada neste ano. Já o crack teve baixa de 119,39 quilos, próximo do volume de 2014. Já em relação à maconha, foram 2701,43 quilos apreendidos, mais que o dobro apreendido neste ano.
PF
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para também obter os dados daquele órgão. Entretanto, até o fechamento desta edição, as ligações não foram retornadas e a demanda não foi respondida.
A última informação oficial da PF, fornecida em julho, apontava para "mais de três toneladas de drogas apreendidas no Estado". Soma-se a isto, pelo menos, mais duas toneladas apreendidas em um caminhão baú que foi apreendido próximo ao viaduto do bairro Messejana, na Capital. Em agosto, outro caminhão foi interceptado em Chorozinho, com mais de uma tonelada de maconha em um fundo falso do veículo.
Levi de Freitas
Repórter

domingo, 30 de novembro de 2014

FIESTA CHEIO DE DROGAS

Nesta sexta-feira, dia 28, por volta das 00h:30min, policiais militares da CIPE- Caatinga faziam abordagens na BA 210, entre Abaré e a BR-116, quando um veículo Ford Fiesta, “furou” o bloqueio policial, imprimindo fuga. Os policiais imediatamente iniciaram o acompanhamento e viram ser jogados para fora do referido veículo, grandes volumes, no entanto, a equipe permaneceu no acompanhamento até o veículo ser abandonado em uma estrada vicinal.

Os ocupantes do veículo fugiram a pé em meio à caatinga. No veículo Ford Fiesta, placa ORE-6610 de Maceió-AL, ano 2013/2014, chassi 9BFZF55A4E8073052, em nome de Andréia Tatiane Oliveira da Silva, foram encontrados 04 (quatro) tabletes de maconha, roupas de homem e de mulher, além da nota fiscal do citado veículo, em nome da proprietária, indicando o endereço Rua Quebrangulo, Nº 38, Poço, CEP 57.025-370, Maceió-AL.

Os dados do veículo foram consultados na plataforma MOP, porém, não possui restrição de furto ou roubo. Retornando ao local onde foi visto serem arremessados os volumes de dentro do veículo, foram encontrados, às margem da estrada, mais 03 (três) pacotes de maconha, somando um total de aproximadamente 18 (dezoito) quilos.

A substância entorpecente e o veículo, juntamente com todo material contido em seu interior, foram apresentados, na Delegacia de Polícia Civil de Abaré – BA, ao agente de Polícia Civil Paulo Cesar Alencar, cadastro 20.439.522-1, onde foi registrada a ocorrência. 

O BARALHO E MAIS TRÉS NOVAS CARTAS

Três novos rostos passam a compor as cartas do Baralho do Crime – ferramenta criada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) para divulgar os criminosos mais procurados no estado. A carta 'Ás de Paus' agora é ocupada por Anderson Ferreira Conceição, investigado por homicídio no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. Ele entra no lugar de Gilmar Baitinga de Carvalho, conhecido como Marcelo Baitinga ou Gil, morto ao tentar assaltar um policial civil no dia 6 de agosto deste ano.

Investigado por homicídio e tráfico de drogas em Tancredo Neves, Fábio dos Santos da Costa é o novo 'Ás de Ouros'. Conhecido em sua região pela crueldade, ocupa o lugar de Florisvaldo dos Santos Costa, morto em confronto com a polícia, em 13 de agosto. Condenado por tráfico de drogas na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Leidjon Fialho de Araújo está foragido desde 2008 da Colônia Lafaiete Coutinho, e agora é o mais novo 'Rei de Ouros', lugar anteriormente ocupado por Flávio Rogério Luz Trindade, que já está detido.

Lançado em 2011, o Baralho do Crime já foi atualizado 63 vezes. Com a ferramenta, a população pode ajudar a polícia na identificação e prisão dos criminosos mais procurados do estado de forma anônima, por meio de denúncias feitas pelo telefone (71) 3235-0000.

TIO PEDE AJUDA DO BLOG DO ROBSON MAIA PARA ENCONTRAR SOBRINHO

Olá Amigo Robson Maia

Peço que divulguem a foto do meu sobrinho que está desaparecido desde a última sexta-feira 28/11. Ele foi visto pela última vez na rua Bento Gonçalves, Bairro Alto da Aliança, em Juazeiro da Bahia, peço a quem encontrá-lo favor ligar para o número (74) 8813-1049 ou (74) 8807-2979. Ele se chama Leonardo e tem 13 anos, desde já agradeço.  

Clébio Leandro

Ex-governador do Maranhão é condenado

O ex-prefeito de São Luís João Castelo (PSDB) foi condenado pela 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) a dois anos e três meses de prestação de serviço à comunidade ou a uma entidade pública por deixar de pagar os salários do funcionalismo público municipal em dezembro de 2012. A informação foi divulgada pela assessoria do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) nesta sexta-feira (28).
A condenação é resultado de ação civil pública ajuizada pelo MP-MA em maio deste ano. De acordo com órgão, foram aplicadas as penalidades previstas em dois artigos do Decreto-Lei 201/67, que trata da responsabilidade de prefeitos e vereadores. A pena inicial era de dois anos e três meses de detenção, mas foi convertida em prestação de serviços. O ex-gestor, que foi eleito deputado estadual nas eleições deste ano, tem o direito de recorrer em liberdade.
Inquérito Civil n° 01/2013 do MP-MA apurou a falta de pagamento do funcionalismo municipal de São Luís em dezembro de 2012. Ficou constatado que Castelo deixou de enviar ao Banco do Brasil (responsável pela administração da folha de pagamento do Município) a ordem de pagamento dos salários dos servidores no mês de dezembro de 2012, configurando ato de improbidade administrativa, feito por meio de ação, com pedido de indisponibilidade de bens. Também foi ajuizada denúncia criminal contra João Castelo.
Segundo o MP-MA, Castelo também teria determinou a utilização de R$ 36 milhões da reserva financeira da Prefeitura de São Luís para o pagamento a fornecedores. A comissão de promotores observou que a liquidação dos pagamentos se deu em apenas cinco dias (de 27 a 31 de dezembro), tempo que seria menor que o usual.
“Nesse caso, foi o denunciado (João Castelo Ribeiro Gonçalves), na época mandatário maior do Município e vindo de uma derrota nas urnas quem tomou a decisão de livre e conscientemente deixar de pagar os salários para privilegiar pagamento de outras obrigações refratárias, inclusive com o objetivo de causar dificuldades à nova administração, o que de fato ocorreu, já que os valores tiveram de ser pagos de forma parcelada. Portanto, é claro o dolo em sua conduta”, concluiu o MP-MA.

sábado, 29 de novembro de 2014

Você achou alguma coisa, devolva, pois corre o risco de cometer um crime

Realmente, achado não é roubado, mas não devolver o objeto encontrado é crime de qualquer maneira. Este crime chama-se “apropriação de coisa achada”, cuja pena é de detenção de um mês a um ano ou multa, de acordo com o art. 169 do Código Penal. Veja:
Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza
Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único - Na mesma pena incorre:
Apropriação de tesouro
I - quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem direito o proprietário do prédio;
Apropriação de coisa achada
II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15 (quinze) dias.
O roubo (art. 157 do Código Penal) propriamente dito é outro crime que envolve violência ou grave ameaça, mas não vamos tratar dele aqui.
Mas o que é uma coisa perdida? Coisa perdida é coisa móvel, cuja posse alguém deixa de ter, acidentalmente e que está em local público ou de uso público.
Deve-se deixar claro que coisa esquecida não é coisa perdida! Se você esquecer, por exemplo, seu celular em uma festa (você pode lembrar-se no dia seguinte e voltar lá para busca-lo) e um dos convidados apropriar-se dele, ele estará cometendo o crime de furto, que é bem mais grave que o crime de apropriação de coisa achada. A pena do crime de furto é reclusão, de um a quatro anos, e multa (art. 155 do Código Penal).
Por outro lado, coisa que nunca foi propriedade de alguém antes (coisa de ninguémou res nullis) e coisa abandonada (res derelictae – coisa que o dono não quer mais, que jogou fora) podem ser apropriadas por quem as encontra (art. 1.263 doCódigo Civil).
Portanto, quando a coisa é encontrada não se adquire a propriedade devendo-se devolver ao verdadeiro proprietário. Mas, quando se tratar de coisa sem dono ou coisa abandonada, então se adquire a propriedade.
Ou seja, a obrigação de devolver qualquer objeto encontrado na rua ao seu verdadeiro dono não é só um dever moral, é também uma questão jurídica. Da próxima vez que encontrar um objeto perdido, antes de apropriar-se dele, caso seu senso de ética seja falho e insuficiente para fazê-lo devolver o objeto encontrado, pense que esta prática é crime e pode vir a causar-lhe problemas.
Encontrei um objeto perdido, o que fazer?
Primeiramente, encontrar um objeto não é crime. Crime é mantê-lo consigo sem intenção de devolver.
O crime de apropriação de coisa achada é um CRIME A PRAZO, ou seja, ele não se consuma instantaneamente, a lei exige o transcurso de um determinado prazo para sua consumação. No caso do crime em discussão, o prazo é de 15 (quinze) dias.
Código Civil trata da descoberta nos artigos 1.233 a 1.237 e o Código de Processo Civil, nos artigos 1.170 a 1.176.
Ao encontrar objeto alheio perdido e não conhecendo o proprietário, deve-se entrega-lo à autoridade judiciária ou policial competente no prazo de 15 (quinze) dias. Quem restitui coisa achada tem direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor, mais indenização do valor gasto com conservação da coisa e localização do dono.

Após os procedimentos judiciários, caso o proprietário da coisa aparecer, deverá provar que é o dono da coisa. Se o juiz ficar convencido da titularidade mandará entregar a coisa ao proprietário. Mas, se o proprietário do objeto não aparecer, a coisa será avaliada e alienada em hasta pública ("leilão"). Vendido o bem, serão deduzidas as despesas, inclusive com a indenização daquele que achou o bem, e o restante revertido em favor do Município onde o objeto perdido foi encontrado. Não havendo a venda do bem em hasta pública aquele que encontrou a coisa poderá pedir sua adjudicação, ou seja, a propriedade do bem.
Fonte: http://alestrazzi.jusbrasil.com.br/

Relatório do TCU e TCE-GO classifica o governo de Marconi de incompetência

A violência é uma realidade indiscutível que assola o cidadão goiano. Embora Goiás seja o 5º estado mais violento do país, o Governo de Marconi Perillo insiste em creditar à União as causas dessa preocupante estatística. Colocando fim a esse sofisma do Governo goiano, o TCU, em parceria com o TCE-GO., divulgou no último dia 17 de novembro, relatório que aponta a incompetência do governo de Marconi Perillo em diversas áreas da administração. Denominado "Pacto pela Boa Governança", o relatório do Tribunal de Contas enumera que Marconi tem sido incompetente na gestão da Segurança Pública, da Educação, da Infraestrutura, Meio Ambiente e Agronegócio. Quanto as deficiências encontradas na Segurança Pública o documento assinala que há: 1 - Ineficiência da política de Gestão de Pessoas; 2 - Precariedade da Estrutura Física das Delegacias de Polícia; 3 - Insuficiência e Precariedade de Equipamentos necessários à execução das atividades administrativas inerentes à Polícia Civil. Segundo o relatório há um alto déficit de servidores que atuam nas atividades essenciais à Segurança Pública e que isso se deve a ineficiência das políticas implementadas na área da gestão de pessoas da Secretaria de Segurança Pública, principalmente quanto ao seu efetivo. Noutro ponto, o relatório diz que a precariedade das unidades policiais deve-se, principalmente, a falta de destinação de recursos suficientes para a estruturação das instalações destas unidades. Ainda quanto a precariedade da prestação do serviço de segurança pública à população, o TCU/TCE-GO aponta que a falta de equipamentos necessários à execução das atividades policiais é causada, sobretudo, pela falta de planejamento tático-operacional, por parte da Secretaria, que priorize a alocação de recursos para investimentos suficientes para suprir as necessidades, e a ausência de autonomia financeira das unidades policiais. O relatório é peremptório ao afirmar que a insegurança da população em face do perceptível aumento da criminalidade é, portanto, um dos graves efeitos gerados pela ineficiência do Governo de Marconi Perillo. Na área da educação não é diferente. O "Pacto pela boa governança" diz que o Governo Marconi tem sido incompetente na aplicação de Políticas para valorização do profissional da educação.
O relatório aponta que "a
 percepção dos professores é que cursos de capacitação ofertados pela Secretaria de Estado da Educação não atendem suas necessidades, não suprem as carências pedagógicas e muitas vezes não guardam relação com sua área de formação". Outro ponto relevante para o TCU/TCE-GO é que há entre os professores uma  percepção de que a política até então empreendida não tem proporcionado o fortalecimento de suas carreiras. São diversos e relevantes os problemas que afetam a sua atuação e influenciam negativamente na valorização profissional", diz o documento.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Corte Interamericana condena Brasil e exige ação urgente em Pedrinhas

A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil e determinou que o país proteja, de forma urgente, a vida e a integridade física dos presos, familiares e trabalhadores do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão. Para a Corte, a situação é de “extrema gravidade”. A decisão foi informada nessa quarta-feira (19) por entidades civis que representaram o governo brasileiro na OEA (Organização dos Estados Americanos). Com a medida, o país está obrigado a adotar “todas as medidas necessárias para proteger os presos, agentes penitenciários, funcionários e visitantes”; a “manter os representantes dos presos informados sobre as medidas adotadas” e a “informar a Corte Interamericana a cada três meses, através de relatório, sobre a aplicação da medida provisória”. Essa não é a primeira decisão da Corte no sentido de exigir que o Brasil implemente medidas no Complexo de Pedrinhas. Em dezembro de 2013, o país foi reprendido por meio de medida cautelar pedindo “ações concretas para conter a onda de violência no complexo”. Como o Estado não cumpriu o que foi recomendado, agora foi condenado e sofre um dano diplomático significativo no que se refere à garantia dos direitos humanos. Na época da recomendação, o Estado do Maranhão decretou emergência no sistema prisional e a Força Nacional passou a controlar as unidades com a Polícia Militar. Em 2013, 60 presos foram mortos. Neste ano já foram 19 assassinatos dentro do complexo. Há um mês, o UOL revelou em reportagem que, dez meses após crise estourada em janeiro, a situação no presídio pouco mudou no complexo. Os presos continuam agindo dentro do CDP (Centro de Detenção Provisória), onde dez detentos fizeram uma festa com direito a pagode e churrasco. Dano diplomático e econômico A pedido do UOL, o advogado e professor de direito estrangeiro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Marcos Guerra analisou a decisão e explicou que, por ser um medida provisória, se trata de uma condenação preliminar, que “tem de ser cumprida imediatamente para proteger o direito que está na iminência de ser descumprido”. “Essa decisão quer dizer que a Corte ainda não analisou o mérito, mas já viu e determinou que cessem imediatamente as violações ao direito”, explicou. Para Guerra, condenações em Cortes internacionais prejudicam a imagem do país no exterior. “Como não há polícia, as punições em tribunais internacionais não servem pra nada. Mas é um grave dano à imagem do país, um dano diplomático que pode ter consequências econômicas. Algumas empresas têm código de boas condutas que impedem que elas trabalhem em países que não respeitam os direitos humanos. As consequências não são do tribunal em si, mas fora dele”, explicou. A decisão Segundo a decisão da Corte, “é evidente que ainda há uma situação de danos irreparáveis extremamente grave, urgente, de possível risco de direitos à vida e à integridade pessoal dos internos de Pedrinhas e das pessoas presentes”. A sentença ainda afirma que “em particular, a gravidade extrema do risco está derivada da informação, desde que os Estados que têm ocorrido dezenas de assassinatos, vários atos de violência, como a rebelião, a agressão entre reclusos e por funcionários contra os internos, ameaças de morte, tortura e tratamento cruel, repetidas tentativas de fuga, a atenção doenças transmissíveis inadequada”. Uma das entidades que ingressou com a ação foi a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, que denunciou não haver mudanças do cenário de janeiro, em meio à crise, com a situação atual. “Neste ano não tivemos grande rebelião com matança em massa, como em outubro de 2013, mas temos mortes periódicas. Além disso, já tivemos vários fugas, ataques controlados de dentro da penitenciária, as descobertas de diretores envolvidos com corrupções e favores com presos. Continua um caos. A única coisa que cessou foram as matanças concentrada numa única rebelião”, contou a advogada Josiane Gamba, presidente da entidade. Para ela, a presença da Força Nacional e da Polícia Militar aumentou o número de casos de agressões. “Todos os dias recebemos notícias de maus-tratos. Nenhuma medida concreta foi tomada pelo governo. Só existe a contenção via violência e castigos. A construção de presídios não foi discutida e pelo que vemos os presos serão divididos por facções criminosas, o que significa que um Estado sucumbiu à criminalidade”, finalizou. O UOL entrou em contato com o governo do Maranhão, responsável pelo complexo de Pedrinhas, para que comentasse a condenação, mas até o momento não obteve retorno.
Fonte: http://www.maranhaodagente.com.br/

Sabrina Leles de Lima Miranda: Cidadã Caldasnovense

A Delegada Sabrina Leles de Lima Miranda receberá hoje, 27 de Novembro, quinta-feira, O Título de cidadã Caldasnovense: em sessão solene do plenário da Câmara Municipal de Caldas Novas, ás 19h, 30 mim.
A delegada tem se destacado no combate a violência e na apuração de vários crimes, demostrando assim, competência e dedicação em beneficio da população do município de Caldas Novas.
Mas quem é Sabrina Leles de Lima  Miranda?



NADA COMO UM DIA DEPOIS DO OUTRO:

O dia 24 de janeiro, uma terça-feira, não poderia ser mais pesado para a jovem delegada Sabrina Leles de Lima Miranda, 31 anos. Ela passou a manhã ouvindo três detentos acusados de agressão a um colega de cela do Presídio de Caldas Novas e ainda teve de aturar a ironia de um deles. À tarde, mais presos, vítimas e familiares lotavam a delegacia da cidade das águas quentes.
Ela atende a reportagem do Sindepol pelo telefone e avisa: “Acho que hoje não é um dia bom pra eu dar entrevista. Estou muito estressada e até com um pouco de raiva”. Pergunto, então, como foi seu dia. Após o desabafo inicial sobre as dificuldades, a delegada se solta, renova os ânimos e começa a contar sobre sua vida – foram cerca de 50 minutos de bate-papo.
“Estou bem melhor agora (final da entrevista). Acho que estava precisando conversar com alguém, desabafar (risos). Sinto que tirei um peso tremendo das costas”, afirma. “E daqui a pouco vou para a academia e tiro o resto do peso do corpo”, emenda, novamente aos risos.
Não é difícil traçar o perfil da delegada Sabrina Leles. Em poucos minutos de conversa é possível perceber que é uma pessoa muito alegre, extrovertida, pra cima e que adora curtir os prazeres da vida. Porém, quando o assunto é trabalho, ela se transforma. Apaixonada pela profissão, se dedica ao extremo pela Polícia Civil.
“Você quer me tirar do sério é só vir pra cima de mim com ironia. Se o preso quer mentir, não podemos impedir. Mas fico muito nervosa com a falta de respeito. Não caí de paraquedas na polícia, sempre sonhei em ser delegada”, conta. “E tenho fama de brava mesmo. Aliás, não é fama. Sou brava de verdade. Gosto de tudo certinho, correto. Esse é o meu jeito.”
E por conta dessa dedicação ao trabalho, Sabrina praticamente abre mão do lazer, mesmo morando na melhor cidade turística de Goiás. Devido ao fato de ser delegada, ela evita ir a shows, bares, boates e até mesmo clubes do município e região.
“No interior é complicado pra gente se divertir. Tudo que eu falo ou faço, não interessa o assunto, as pessoas dizem: foi a delegada quem falou, foi a delegada quem fez. Você não pode expor o que pensa, pois as pessoas não dissociam a pessoa Sabrina da Sabrina delegada.”
Recentemente, Caldas Novas recebeu o evento Verão Sertanejo – shows com artistas consagrados como João Bosco & Vinícius, Michael Teló e Milionário & José Rico. “Amo de paixão música sertaneja. Até canto em voz alta quando estou em casa. Mas não pude ir (Verão Sertanejo). Você não fica a vontade. O povo não para de te olhar, como se você estivesse fazendo alguma coisa errada.”
Para tomar sol, aproveita o espaço do condomínio onde mora. E quando quer se divertir a vontade, deixa para Goiânia ou Uberlândia. “Aqui sou sempre a delegada, nunca a Sabrina”, revela. “Mas não sofro por isso, viu. Faz parte da nossa carreira”, emenda.

Carreira
E por falar em carreira, o nível de exigência que Sabrina faz de si mesma e a dedicação na busca por se fazer Justiça estão fazendo com que a jovem cresça a passos rápidos na Polícia Civil. Ela ingressou na instituição em 2010 e teve como primeira delegacia a pequena Corumbaíba, no sul do Estado, na divisa com Minas Gerais.
Foram oito meses na cidade de dez mil habitantes, até ser convidada para trabalhar em Morrinhos, município de 45 mil habitantes. Mal tomou posse e novo convite: desta vez para Caldas Novas, cidade de 75 mil pessoas, mas que, em determinados feriados, chega a receber mais de 100 mil turistas.
“Estou construindo minha história na Polícia Civil degrau por degrau – aliás, nem sei se é história ainda, pois não tenho nem dois anos na PC. Cada dia eu pego uma carga de responsabilidade e vou fazendo meu trabalho. Hoje é uma coisa, amanhã é outra e assim por diante. Dedico-me ao máximo porque quero continuar minha vida profissional na Polícia Civil de Goiás. E espero chegar a Goiânia bem preparada.”
Para suportar o peso das missões, Sabrina revela que se apoiá nas dicas dos delegados mais experientes. “O pessoal mais novo tem mania de achar que sabe tudo. Mas não sabemos. Valorizo muito a experiência de quem tem história para contar. Por isso sempre converso com meu titular e com a minha regional. É preciso mesclar a experiência com a força dos mais jovens. Isso nos dá cautela pra não fazer besteira.”
E quando os conselhos não são suficientes, Sabrina busca outro apoio: a crença. No notebook que carrega tem uma frase que simboliza bem seu estado de espírito: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.
“Sou espírita, mas não dispenso a imagem de Santo Expedito, São Jorge (protetor dos policiais), e sal grosso na minha sala. A gente tem de confiar que existe uma energia positiva maior, senão não vai pra frente.”
Aproveito para provocar a delegada e pergunto se as imagens ajudam de fato. “Às vezes pode até ser que não veja o efeito, mas quando a pessoa entra na minha sala com a energia ruim, basta ela olhar para o santo que dá uma arriada. É certeza. O que não vem para prejudicar, ajuda”, garante.
Sabrina é natural de Uberlândia (MG) e, antes de chegar a Goiás, prestou concursos em vários Estados do País para delegada de polícia. “Torci para que eu passasse em algum Estado próximo de Minas Gerais e deu certo.”

Prática
Ciente das dificuldades estruturais da Polícia Civil de Goiás, a delegada Sabrina Leles sabe que não pode exigir ao extremo das condições de trabalho. Por isso, em determinados momentos, abre mão do perfeccionismo que lhe é recorrente e parte para a prática.
“Não dá para ser perfeccionista a todo o momento que o serviço não rende. Por isso, sou prática também. Busco os atalhos que façam o serviço render e converso muito com meus agentes.”
Porém, quando relata um inquérito, garante que procura colocar no papel todos os detalhes para garantir que o acusado possa a vir a ser condenado pela Justiça.

“E também para não manchar meu nome. O nosso trabalho deve ser baseado em estrutura técnica. Um inquérito depois que sai da delegacia passa pelo estagiário da promotoria, pelo assistente do promotor, o próprio promotor, o estagiário do juiz, assistente do juiz e pelo juiz, além do advogado de defesa. Todos vão ler o que você escreveu. Qualquer erro ou brecha pode ser motivo para chacota ou servir para inocentar o acusado.”

Perfil
Nome: Sabrina Leles de Lima Miranda
Data de Nascimento: 04.12.1980
Local de Nascimento: Uberlândia
Estado Civil: Solteira
Formação: Direito
Ano em que ingressou na Polícia Civil: 2010
Delegacia em que atua: Adjunta da Delegacia Municipal de Caldas Novas
Livro: Dez Leis para Ser Feliz, de Augusto Cury
Comida Preferida: Só não come quiabo ou carne de porco
Quantos sapatos têm no armário: “20 e poucos pares”
Maquiagem indispensável: Batom
Sonho de consumo: Apartamento.

Extraído do Site http://sindepol.com.br

Estudantes expulsaram Álvaro Dias de Universidade

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi literalmente expulso ontem à noite da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), no município de Guarapuava, a 250 km de Curitiba, na região Centro do Paraná. O tucano falou à comunidade acadêmica sobre “Ética na vida pública”.
“Cavalaria, abaixo o choque! Cavalaria, abaixo o choque!”, gritavam os estudantes nos corredores da Unicentro em perseguição à comitiva do senador Álvaro Dias, que teve de deixar às pressas o prédio da Universidade, após a conferência.