A coluna Linha Direta, da edição do dia 10 de maio, já havia adiantado que o caminho de Jovair Arantes seria o PHS. Com isso, havia a espectativa de que muitas lideranças, em especial as do interior, acompanhariam Jovair. Essa premissa, porém, não é verdadeira. Líderes do PTB ouvidos pela Tribuna colocam em dúvida os seus destinos.
O ex-líder do PTB na Assembleia Legislativa e presidente da CCJ, Talles Barreto, disse com exclusividade à Linha Direta desta semana que não irá para o PHS (Leia mais sobre o assunto na página 4). Outro que não seguirá será o prefeito de Itumbiara, Chico Bala (PTB).
No DEM, as lideranças se dividem no que tange a nova conjuntura. Para os prefeitos, por exemplo, sob o ponto de vista de gestão, a nova legenda não terá interferência direta na administração dos municípios. Entretanto, não aprovam a forma com que estão sendo conduzidos os diálogos em torno do caso. Na visão deles, há muito pouca discussão.
Em relação à Assembleia Legislativa, o caso é mais claro. O deputado estadual e presidente da Casa, Hélio de Sousa (DEM), é contra a fusão e, caso seja consumada, deve procurar outra caminho que, neste momento, parece ser o PSDB.ÂÂ ÂÂ ÂÂ
Dos cinco deputados que compõe a base do PTB em Goiás, três dos ouvidos pela reportagem são contra a nova formação. Eles reclamaram da escassez de diálogo em torno do tema. Para eles, os partidos devem continuar no caminho que estão.
O deputado estadual Valcenor Braz (PTB) é radicalmente contra a formação e acredita que ela não acrescenta em nada. “Acho que os partidos devem permanecer onde estão. Eu sou totalmente contrário à esse tipo de fusão”, frisa o deputado natural de Luziânia.
Caso a união se concretize, Valcenor não deixou claro que seguiria o caminho de Jovair, mas disse que a tendência é que todos sigam o mesmo rumo. “É possível que todos sigam para o mesmo caminho. A nova formação continuará forte”, afirma Valcenor Braz.
Com situação ainda indefinida, Valcenor disse que já tem recebido proposta de cerca de cinco partidos e afirmou estar fora de cogitação ir para uma legenda que não seja da base governista. “Não posso revelar os partidos, mas temos propostas de mais ou menos cinco. Para definir é preciso ouvir as bases do interior, os compromissos firmados”, explica Braz.
Presidente da Assembleia e com importante espaço e liberdade dentro da legenda comandada por Ronaldo Caiado, Hélio de Sousa reclamou que nesse processo de fusão o maior erro é não consultar as bases. “Essa fusão não foi discutida. Esse foi o maior problema”, reclama.
Com a vislumbrada criação, o deputado disse não saber ainda qual caminho seguir. Hélio não descarta acompanhar o novo partido, mas observa que é preciso estudar o seu espaço. “Se ocorre a fusão e criar-se um novo partido eu tenho que analisar o espaço que me dariam dentro dele”, diz.
Para tanto, Hélio observa que qualquer que seja outro caminho há necessidade de discussão mais aperfeiçoada sobre o tema. “O caminho a ser tomado será discutido com minhas bases”, defende o presidente.
Influente no PTB, o deputado estadual Marlúcio Pereira tem apenas uma situação concretizada: não vai para a oposição. O deputado também não garantiu que seguirá para o PHS, mas acredita que assim que consumada a fusão, os parlamentares seguiram todos para a direção lhe couberem pertinentes.
Neste caso, protegidos pela legislação, os parlamentares teriam a liberdade de saírem sem sofrer consequências. É nisto que Marlúcio Pereira se baseia. “Está todo mundo insatisfeito. Muito ruim para o partido. Quando fizer a fusão, abre a janela e todo mundo pega seu rumo”, observa o representante de Aparecida de Goiânia.
Apesar de não garantir seguir na mesma direção de Jovair, Marlúcio Pereira observou que o PHS pode ser o melhor caminho atualmente e descartou qualquer possibilidade do presidente do PTB compor com o PMDB. “Acho que o PHS seria a melhor opção para Jovair. Acho que ele não vai para o PMDB. Ele já travou embates muito fortes com eles”, argumenta. ÂÂ