sábado, 20 de outubro de 2012

BARÔES DO TURISMO OU CAPITÂES DO MATO?

Todos somos conhecedores da grande importância do turista para Caldas Novas! São eles que trazem o dinheiro que aquece o nosso comercio local, alias são eles que elevam o nome de Caldas Novas aos diversos lugares do mundo!
Por conta disso,costuma-se a afirmar que  Caldas Novas é possuidor de uma tal industria do turismo ou quem sabe, tenha outra denominação!
A lógica é real: Em certo ponto; entrou e entra muito dinheiro em Caldas Novas, agora que o cidadão trabalhador se deu bem, é uma verdadeira degeneração da realidade caldasnovense.
Na industria do turismo só existe uma certeza: O surgimento dos chamados BARÕES DO TURISMO; uma classe formada por um contingente tão numeroso que, os dedos das suas mãos são um número muito elevado para representar esses Barões ou quem sabe: Viscondes!
Classifico eles de Capitães do Mato, uma figura carrasca do tempo da escravidão no Brasil. Eles eram os responsavéis pela tortura e morte dos negros na época colonial brasileira.
Eles praticaram no passado um verdadeiro, cruel genocindio no nosso pais. Diante desta visão, é exato aformar que os Barões do turismo de Caldas Novas são os modernos Capitães do Mato da atualidade! Os Barões do Turismo oferecem ao trabalhador um sistema moderno de escravidão oficial remunerada.
Analisamos alguns pontos:
  01 - O salario pago ao trabalhador de Caldas Novas é um dos piores do ramo do turismo no Brasil.
  02 - Férias  retardadas por longos meses após o seu vencimento.
  03 - Uma  folga a cada cinco dias, chegando ao absurdo de adiarem tais folgas por vários meses. Já houve caso em que o trabalhador ficou com mais de 15 folgas na empresa e o pior: Eles, os Barões, ficam resistindo para cederem as folgas para o empregado.
   04 - O trabalhador assume varias funções por conta da redução de empregados que o patrão faz para economizar e lucrar com essa ação macabra. O trabalhador que fica assume as funções daqueles que foram demitidos da empresa. com isso o trabalhador fica sobregarregado de serviços e sem nenhum acressimo salarial.
    05 - O funcionário não têm plano de saúde, que deveria ser patrocinado pela empresa.
    06 - Nenhum centavo é repassado ao trabalhador por conta dos grandes lucros da empresa.
    07 - O funcionário da rede hoteleira trabalha nas piores condições e muitos estão doentes por conta de exercivos esforços repetitivos.
    08 - Diante desse quadro o trabalhador estar com seu psicologico afetado, fisicamente esgotado.
Esses são alguns pontos em que vivem os trabalhadores da famosa indústrias do turismos em Caldas Novas. Os trabalhadores sofrem com a exploração maliciosa por parte dos Barões da Hotelaria e sofre ainda mais por conta da inércia e paralisia do seu sindicato, que de representativo não têm nada. O sindicato é fraco e pelego, sendo manobrado pelo sindicato patronal!
O trabalhador não têm o que comemorar, pois ao longo dos anos o salario não acompanhou o desenvolvimento econômico e se  manteve estacionado na calçada do esquecimento; o que casou uma super desvalorização salarial.
Em resume: O trabalhador em Caldas Novas se tornou um escravo remunerado desse sistema brutal, carrasco e monstruoso, que explora uma mão de obra valiosa, pagando o que há de mais mesquinho e miseravél em termos de salario no Brasil!
Praticamente 97%  do lucro do turismo fica nas mãos dos Barões ou melhor: Capitães do Mato, que com uma politica  de gerenciamento rasteira, escravisa o operariado local, enquanto eles nadam em dinheiro, ostentando uma vida de luxo, riqueza e poder! Pobre do trabalhador da industria do turismo em Caldas Novas-Goias-Brasil.
    
   

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PREFEITOS IRRESPONSAVÉIS

AO LONGO DOS ANOS OS PREFEITOS DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS, INDEPENDENTE SE SUAS AFILIAÇÕES PARTIDÁRIAS, GOVERNARAM ESTA INSTANCIA SEM PROJETOS, PLANO OU PROGRAMA, MELHOR DIZENDO: SEM PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO!
ESSA IRRESPONSABILIDADE RESULTOU EM UM CRESCIMENTO DESORDENADO DO MUNICÍPIO, O QUE GEROU FERIDAS  ESTRUTURAIS EXPOSTAS EM TODOS OS BAIRROS, RUAS E AVENIDAS DA  CAPITAL MUNDIAL DAS ÁGUAS QUENTES!
ADMINISTRAÇÕES QUE JAMAIS ESTIVERAM PREOCUPADAS EM SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DA CIDADE.
COM O PASSAR DOS ANOS OS PROBLEMAS FICARAM QUASE QUE INSOLUVÉOS!
SÓ PARA PROVAR A INOPERÂNCIA DOS NOSSOS PREFEITOS, CITO A SEGUINTE PROBLÁMATICA: 90% DE CALDAS NOVAS É SERVIDA POR FOSSAS SÉPTICAS E PRATICAMENTE NADA OU QUASE NADA FOI FEITO PARA ACABAR COM ESSA SITUAÇÃO.
A VERDADE É LOGICA: QUEM NÓS ÚLTIMOS 16 ANOS FOI PREFEITO DE CALDAS NOVAS SÓ TINHA UM OBJETIVO: REALIZAR SEUS PRÓPRIOS INTERESSES MESQUINHOS E MAQUIAVÉLICOS DE PODER!
TODOS ELES, SEM EXCESSÃO, FORAM MARCANTES NO ATO DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA OU TIVERAM, SEUS NOMES CITADOS EM INVESTIGAÇÕES E PROCESSOS PROMOVIDOS  PELO JUDICIÁRIO.,
SEM PLANEJAMENTO, NÃO EXISTE DESENVOLVIMENTO REAL!
NECESSÁRIO SE FAZ, PENSAR E REPENSAR CALDAS NOVAS COM OS OLHOS DO COMPROMISSO SOCIAL E ECONÔMICO.

JORNALISMO DE MENTIRA

QUANDO UM  MEIO DE COMUNICAÇÃO NÃO TÊM COMPROMISSO COM A VERDADE!
É LAMENTAVÉL, QUANDO UM MEIO DE COMUNICAÇÃO ESTÁ A DISPOSIÇÃO DA MENTIRA E DISFARÇADA DE VERDADE!
ASSIM FAZENDO, TENTAM ENGANAR MAVELICAMENTE A COLETIVIDADE E DEFENDER OS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES POLÍTICOS E ECONÔMICOS, MUITAS DAS VEZES: INTERESSES POLÍTICOS- CORRUPTOS.
ESTE MEIO DE COMUNICAÇÃO PRESTA UM DESSERVIÇO AO POVO, PREJUDICANDO A ORDEM PÚBLICA PARA A REALIZAÇÃO DE SEUS INTERESSES DIABÓLICOS, CORREZIVOS E ALTAMENTE COMPROMETIDO COM MEIOS CORRUPTOS E ANTI-DEMOCRATAICOS!
NÃO PODEMOS CHAMAR DE JORNALISMO, UM JORNAL QUE AO LONGOS DOS ANOS VIVEU DE APREGOAR O DENUNCISMO E DEREPENTE MUDA DE POSTURA PARA SATISFAZER OS DESEJOS PESSOAS, POLÍTICOS E ECÔNOMICOS, POR QUE ESTAR A RECEBER POMBOSAS QUANTIAS EM SUA CONTA BANCARIA.
UM JORNAL QUE SEMPRE BUSCOU DENEGRIR A IMAGEM DO GERENTE PÚBLICO E DE UMA HORA PARA OUTRA MUDA A SUA POSTURA COM RELAÇÃO A QUEM ESTAR NO PODER.
ESTE JORNAL COM CERTEZA NÃO MERECE A CREDIBILIDADE DA NOSSA POPULAÇÃO!
ESTE JORNAL TÊM UM JORNALISMO TENDENCIOSO A UMA DETERMINADA CORRETE POLITICA E O SEU JORNALISMO É FEITO SEM NENHUMA ÉTICA PROFISSIONAL.
JORNALISMO DE MENTIRA, É JORNALISMO CARNICENTO, CANCEROSO E ANTI-DEMOCRATA E QUE NÃO SABE DIFERENCIAR JORNALISMO DE PUXASAQUISMO!    
 



sábado, 29 de setembro de 2012

TUFÃO E CARMINHA, A HORA DA VERDADE:


Carminha (Adriana Esteves) está prestes a comer o pão que o diabo amassou em Avenida Brasil a partir do capítulo 169, que vai ao ar dia 8 de outubro, na Globo.
Depois que Max (Marcello Novaes) entrega para Ivana (Letícia Isnard) as fotos dele transando com Carminha, ela implora a Tufão (Murilo Benício) que acredite que aquelas imagens são montagens feitas no computador. Ele, por sua vez, fica muito irado com o que vê.
“Que adulterada, Carminha?! Isso aqui não tem nada de falso, montagem porcaria nenhuma, entendeu? Para de negar! É você! Você e o Max transando naquela chácara… Você e o Max! Você e o Max!”, detona ele, achando um bilhete na caixa de fotos. “E esse bilhete do Max que tava junto com as fotos, hein? ‘Para a família de cornos, meu presente de despedida. Façam bom proveito da vadia-mor. Vocês merecem. Vão se ferrar. Max!’.”
Ivana fica chocada com as palavras de seu marido e Carminha diz que tudo é culpa de Rita/Nina (Débora Falabella), que está mancomunada com Max para destruí-la. Outra que também fica arrasada é Muricy (Eliane Giardini), que sempre confiou em sua nora como se fosse uma verdadeira filha e quem acreditava ser um pilar da sociedade do Divino. Tufão volta a gritar com a esposa que tenta se fazer de inocente:
“Para de teatro, Carminha! De se fazer de boazinha. Assume que me fez de otário esses anos todos! Tu me traiu de tudo quanto é maneira, sua vadia ordinária. Mentiu pra mim, me roubou, enganou…”
Carminha começa a se sentir encurralada e Ivana chama a ‘cunha’ de prostituta imoral.
“Tô vendo, sim e muito bem! Me dá vontade até de vomitar. É podre demais! Eu vejo uma prostituta se embolando com um gigolô. E essa prostituta é você, Carminha! A primeira a jogar pedra nos outros, a posar de moralista, que fica aí dizendo que a Nina é uma vadia, imoral. Imoral é você, piranha safada!”
A megera não consegue mais achar desculpas para fugir da culpa e diz que Nina a dopou para levá-la à chácara e produzirem as fotos. Ela ainda finge que foi algo muito horrível, e que desde então vem sendo torturada com essas fotos pelos suposto casal. O ex-jogador fala que pelo menos dessa vez ela está sendo sincera com relação à veracidade das imagens.
Ivana parte para cima de Carminha, mas é controlada por Muricy, Leleco (Marcos Caruso) e Adauto (Juliano Cazarré). Tufão xinga a esposa de vadia, prostituta, bandida e desgraçada e avisa que aquele é o fim da linha para ela. Ele também destaca que ela vai voltar a fazer a vida no calçadão ou no lixão. Revoltada, a vilã começa a mostrar as garras.
“Isso, Tufão! Me joga fora! Pode jogar! Mas foi essa bandida aqui que te fez feliz esses anos todos… que cuidou dessa casa, dessa família… que realizou o sonho de todo mundo aqui! Pra você eu dei dois filhos, um casal! Pra Ivana que tava aí encalhada, criando teia, arrumei um marido. Até a Muricy eu ajudei a se livrar da nora cangaceira que ela detestava! Tu não queria a verdade, Tufão? Essa é a verdade! Eu gastei os melhores anos da minha vida enfiada nesse subúrbio de merda, aturando essa tua familiazinha cafona, de quinta!”
Num súbito segundo, Tufão dá um tapão na cara dela. Assustada e com ódio, ela rosna e o marido lamenta ter acreditado nela quando a conheceu. Carminha começa a ofende-lo e diz que ele está longe de ser a pessoa mais brilhante do mundo e a cabeça dele só servia para fazer gol.
O ex-craque fica com mais ódio dela e joga o questionamento “O Max é o pai deles? Fala, cretina!”. Ela ri da cara de Tufão e afirma que ele nunca vai saber a resposta. Ivana fica irada novamente e quer partir para cima da cunhada, mas é segurada pela mãe.
“Me larga, mamãe! Eu tenho o direito de arrebentar essa desgraçada! Ela e o Max! Dois vermes sanguessugas, parasitas, que viveram do nosso dinheiro! Como é que vai ser agora, hein, sua vagabunda? Vai ter que arrumar um emprego, rodar bolsinha na zona, capinar na lavoura! Pega numa enxada, é isso que você vai fazer!”
Carminha também não perde a oportunidade de ofender Ivana e falar as verdades que ela pensa:
“Dinheiro, dinheiro! Pão dura, canguinha miserável! Tu devia me pagar milhões, Ivana, beijar o chão que eu piso pra agradecer o homem que eu arrumei pra te aturar! Aturar teu ronco que a casa inteira ouve, tuas roupas ridículas, esse cabelo duro de laquê! E a falinha idiota de criança ‘ai bebezão… momô quer naná… vamos bincar?’ Gugu, dada, neném… Ah, vai se catar!”
Toda dolorida com tudo o que vê, Muricy lamenta profundamente por ter dado créditos a Carminha e nunca ter desconfiado da víbora que ela é.
“O que me dói, Carminha, é saber que quem mais errou fui eu, que sempre te dei apoio! Que sempre acreditei em você cegamente, comprei todas as suas mentiras. Esse arrependimento eu vou ter que levar pro túmulo! Mas o arrependimento de não ter dado um bom tapa na sua cara de pau, ah, esse eu não vou levar não!”, fala a matriarca e dá um tapa na cara da vilã.
Tufão pega Carminha pelo braço e vai arrastando-a para a rua. Várias pessoas do Divino começam a parar em frente ao portão para ver a confusão que se forma em frente à mansão. O ex-craque chama a todos para olharem para a ‘vagabunda que nunca devia ter pisado numa casa de família’.
Carminha se desespera, fala que tem seus direitos e não para de dizer ao ex-jogador que o ama.
“Cala a boca, vadia! Essa mulher, a mãe de família exemplar do Divino, que queria se eleger pra lutar pelos direitos da família brasileira é uma tremenda de uma prostituta, entendeu? Uma bandida que me traiu esses anos todos, debaixo do meu teto!”, diz Tufão.
Ele fecha o portão na cara de Carminha e vai indo embora. Ivana chora revoltada e é amparada pelo pai. A escorraçada clama por Tufão e ele avisa a Herculano que a megera não entra mais ali em hipótese alguma.
“Tufão! Eu nem peguei minha bolsa! Corno de uma figa! Filho de uma… Tá olhando o quê? Cambada de pobres! Tem nada pra fazer não? Vai fazer filho! Vão pastar, suas mulas!”

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

UMA CANDIDATURA BICHADA

ESSA É A SITUAÇÃO DA CANDIDATURA DE MAGAL PERANTE A JUSTIÇA(TSE). Deferido com recurso - Candidato julgado regular e deferido; no entanto, houve interposição de recurso contra essa decisão e aguarda julgamento por instância superior. SEM FALAR DOS 22 PROCESSO QUE AGUARDAM MANIFESTAÇÃO DOS COLEGIADOS SUPERIORES, O QUE PODERÁ AFASTA-LHO DA PREFEITURA, CASO ELE SE ELEJA!  

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A ELEIÇÃO E A POESIA

VIVEMOS NO PERÍODO ELEITORAL,
E VOU FAZER UMA ALERTA:
CUIDADO COM O LEGAL,
ELE É PERIGOSO E INCERTO.
FOI PREFEITO MUITO MAL,
O NEY NÃO CHEGOU NEM PERTO!

CALDAS NOVAS NÃO PRECISA, 
DELE NO PODER.
ISTO É UM AVISO,
QUE NÃO DEVEMOS ESQUECER.
CALDAS NOVAS ESTAR EM PERIGO,
SE ELE SE ELEGER.

A JUÍZA SE MANISFESTOU,
POR SUA CASSAÇÃO.
NO TRIBUNAL ELE GANHOU,
PARTICIPAR DA ELEIÇÃO.
A JUÍZA JÁ AVISOU:
NO PODER ELE  NÃO FICA NÃO!

MUITAS PROMESSAS ESTÁ FAZENDO,
TENTANDO ENGANAR.
QUANDO PREFEITO EU LEMBRO,
AQUI ERA DE LASCAR.
AGORA ESTOU DIZENDO,
ELE É BOM PRA TI ENROLAR!

NÃO TENHO NADA PESSOAL,
CONTRA ESTE CIDADÃO.
PORÉM SEI QUE É MAU,
PIOR QUE ESCORPIÃO!
CRUEL E MORTAL,
VAI SER SUA ADMINISTRAÇÃO!

PERSEGUIU ZÉ ARAÚJO,
PERSEGUIU MAGDA MOFFATO.
O HOMEM É O DITO-CUJO,
ISTO É UM FATO.
ELE É IGUAL A FERRUGEM,
PIOR QUE CARRAPATO!



MEU POVO TENHA CUIDADO,
NA HORA DA VOTAÇÃO.
PIOR QUE VOTAR ERRADO,
É ELEGER A CORRUPÇÃO.
ESSA É A MAIOR CAGADA,
DE UMA ELEIÇÃO!

FICHA SUJA NO PODER,
É ATRASO PARA A CIDADE.
ELE FAZ O POVO SOFRER,
COM SUA INCAPACIDADE,
ELE NÃO LEMBRA DE VOCÊ,
QUANDO TÊM AUTORIDADE!

O AVISO FOI ENVIADO,
POR ESTE ELEITOR.
PARA O POVO TÊ CUIDADO,
COM AQUELE ENGANADOR.
É UM POLITICO ERRADO,
QUE NUNCA ME ENGANOU!

A DEUS PEÇO PROTEÇÃO,
CONTRA TODO TIPO DE MALDADE.
QUE EXISTE NO CORAÇÃO,
DESSA TERRIVÉL AUTORIDADE.
JESUS TI PEÇO EM ORAÇÃO:
GUARDE A NOSSA CIDADE!

                                         

          POETA ROBSON MAIA.

sábado, 22 de setembro de 2012

UMA REIVINDICAÇÃO AO FUTURO!









    O BLOG DO ROBSON MAIA, VÊM DE PÚBLICO REIVINDICAR PARA AS FUTURAS AUTORIDADES  DO PODER EXECUTIVOS E PODER LEGISLATIVO DE CALDAS NOVAS, UMA MELHOR ATENÇÃO PARA OS AGENTES DE ENDEMIAS, QUE RECEBEM UM SALARIO DE MISÉRIA POR PARTE DA PREFEITURA MUNICIPAL.  OS SÁLARIOS ESTÃO PARALISADOS HÁ ANOS E ANOS, CULPA DAS POLITICAS PÚBLICAS DOS GOVERNOS DE EVANDRO MAGAL, MAGDA MOFFATO E  NEY VITURINO, QUE COM SUAS MANEIRAS DE ADMINISTRAR JOGARAM ESSA CATEGORIA AO ESQUECIMENTO E AO ABANDONO.     ESTAMOS FINALIZANDO MAIS UM MANDADO DO EXECUTIVO, E PEDIMOS AO PRÓXIMO PREFEITO QUE VENHA AO SOCORRO IMEDIATO DESSA CATEGORIA QUE MUITO TÊM FEITO PARA O MUNICÍPIO! ESTAR NA HORA DE UM AUMENTO SIGNIFICATIVO DOS SÁLARIOS DOS AGENTE DE ENDEMIAS E UM PREFEITO COMPROMETIDO COM POLITICAS DE PLANEJAMENTO COM CERTEZA RECONHECERÁ  ESSA JUSTA REIVINDICAÇÃO!                      Robson Maia 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012



Fonte: Revista CartaCapitalData: 14/09/2012 O tenente-coronel Wellington Urzêda foi afastado do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar de Goiás. A decisão do governo do estado foi anunciada após reportagem de CartaCapital mostrar a suspeita de envolvimento do militar no desaparecimento de 26 pessoas nos últimos 11 anos. Urzêda é suspeito de ser o chefe do grupo de extermínio responsável pelos crimes.A suspeita levou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência a abrir um processo de investigação contra a PM de Goiás. Pressionado, o governador Marconi Perillo anunciou na quarta-feira 12 a troca do comando do grupo militar.No dia seguinte, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) comemorou a decisão. Na semana passada, representantes da comissão estiveram em Goiânia para tratar da situação de insegurança no estado. Na ocasião, segundo o presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), Perillo se comprometeu a avaliar a situação do tenente-coronel com o comando da PM do estado.Na próxima quarta-feira está prevista uma nova visita da comissão parlamentar à capital goiana.Segundo a reportagem, Urzêda era a cara da linha-dura policial em Goiás. Em 25 de setembro cie 2007, então comandante da violenta Ron­das Ostensivas Táticas Metropolitana (Rotam), o então major liderou uma tropa de homens arma­dos e ocupou o plenário e as galerias da Assembleia Legislativa de Goiás para intimidar o deputa­do Mauro Rubem, crítico contumaz da violência policial no estado. Embora seja proibida pelo regimento interno da Assembleia a presença de armas dentro do Parlamento, o presidente da Casa, deputado Jardei Sebba (PSDB), não viu problema na ocupação.Na época, a reação do governador Al­cides Rodrigues foi a de dar mais for­ça e poder ao aparato policial. Em 3 de outubro, a Rotam passou a ter mais oficiais, efetivos, armamentos, munições e melhores instalações físicas. Urzêda, ao invés de ser preso, deixou o comando da Rotam e foi designado chefe da Comuni­cação Social da PM de Goiás. Iria, contu­do, passar pouco tempo por lá. Incrivel­mente, depois de invadir o Parlamento, o ex-comandante da Rotam seria nomeado comandante da Assistência Policial Mili­tar da Assembleia Legislativa.O ponto de inflexão na questão da violência e da corrupção policial em Goiás foi a Operação Sexto Manda­mento (“Não matarás”), deflagrada pela Polícia Federal para prender cri­minosos fardados em todo o País, em 2011. Ao todo, foram presos 19 policiais militares de Goiás, um deles o subcomandante-geral da PM, coronel Carlos Cézar Macário. As interceptações da PF demonstraram a existência de uma política de favorecimento nas promo­ções do grupo investigado.Na época, por causa da à fragilidade do presídio militar de Goiânia, os detentos foram encaminhados para o presídio fe­deral de Campo Grande. Em 14 de junho de 2011, os policiais foram transferidos de volta para a capital goiana, para a Acade­mia da Polícia Militar, onde foram ova­cionados pela tropa ao chegarem. Em 6 de setembro, um a um começou a ser libe­rado por habeas corpus, até que só restas­se um preso, o sargento Geson Marques Ferreira, ex-integrante da Rotam, acusa­do de triplo homicídio em Mato Grosso.Um mês depois, em 23 de dezembro, o governador Perillo criou o Comando de Missões Especiais, um superbatalhão que incorporou a Rotam, o Batalhão de Choque e o Grupamento Aéreo. Para comandá-lo foi chamado ninguém menos que o tenente-coronel Urzêda. Assim, apenas dez meses após a Operação Sexto Mandamento ter re­velado o grau de selvageria da PM de Goiás, a doutrina repressiva da Rotam foi reafirmada como política de segu­rança pública no estado.Por essa razão, o deputado Mauro Rubem apresentou na Assembleia um projeto alterando a lei de promoções de oficiais da PM, de forma a substituir os critérios subjetivos por outros, técni­cos e objetivos, além de vedar a ascen­são na carreira àqueles com processos e condenações criminais. O texto nunca foi votado.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

AGENTES SE ENCONTRAM EM CALDAS NOVAS




















    FOI REALIZADO, COM SUCESSO E ENTUSIAMOS, O CURSO DE CAPACITAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS AGENTES DE ENDEMIAS E AGENTES COMUNITÁRIO DE SAÚDE DA CIDADES DE CALDAS NOVAS, NESTE DIA 18 DE SETEMBRO, NO AUDITÓRIO PRINCIPAL DA RODOVIÁRIA. O CURSO   SE NOTABILIZOU PELA INTEGRAÇÃO DAS ATIVIDADES DOS ACS E ACE, BUSCANDO ESTABELECER UMA NOVA DIRETRIZ IMPOSTA PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE, QUE BUSCA APROXIMAR AS DUAS CATEGORIA DE AGENTES PARA UM MELHOR DESEMPENHO DO SISTEMA DE COMBATE AS ENDEMIAS.

45 MINUTOS DE CORRUPÇÃO E 11 SEGUNTOS


1 - Conivência com a corrupção

O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um
dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo
combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

1995. Quebra do monopólio da PETROBRÁS. Pouco se lixando para a crescente importância estratégica do petróleo, Fernando Henrique Cardoso usou seus rolo compressor para forçar o Congresso Nacional a quebrar o monopólio estatal do petróleo, instituído há 42 anos. Na comemoração, Cardoso festejou dizendo que essa era apenas mais uma das "reformas" que o país precisava fazer para se modernizar.


2 - O escândalo do Sivam


O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.



3 - A farra do Proer
1995. O inesquecível PROER: Em 1995 o ex-presidente Cardoso deu uma amostra pública do seu compromisso com o capital financeiro e, na calada de uma madrugada de um sábado em novembro de 1995, assinou uma medida provisória instituindo o PROER, um programa de salvação dos bancos que injetou 1% do PIB no sistema financeiro – um dinheiro que deixou o sofrido Tesouro Nacional para abastecer cofres privados, começando pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. Segundo os ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, a salvação dos bancos engoliu 3% do PIB, um percentual que, segundo economistas da Cepal, chegou a 12,3%.

O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.


4 - Caixa-dois de campanhas


As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
1996. Engavetamento da CPI dos Bancos. Disposto a controlar a crise aberta pelas suspeitas sobre o sistema financeiro, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou e "convenceu" as lideranças do Senado a engavetar os requerimentos para instalação de uma CPI sobre os bancos. Em compensação, o ministério da Fazenda se comprometeu (e nunca cumpriu) a prestar contas ao Senado sobre o PROER. Decepcionada, a CNBB distribuiu nota dizendo não ser justo "que se roube o pouco dinheiro de aposentados e trabalhadores para injetar no sistema financeiro, salvando quem já está salvo ou já acumulou riquezas através da fraude e do roubo".


5 - Propina na privatização


A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
1996. Modificação na lei de Patentes. Cedeu em tudo que os EUA queriam e, desdenhando às súplicas da SBPC e universidades, Fernando Henrique Cardoso acionou o rolo compressor no Congresso e alterou a Lei de Patentes, dando-lhe um caráter entreguista e comprometendo o avanço científico e tecnológico do país.


6 - A emenda da reeleição


O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
1996. Escândalo do SIVAM | : O projeto SIVAM foi associado a um superescândalo que redundou na contratação da empresa norte-americana Raytheon, depois da desqualificação da brasileira Esca (uma empresa que acomodava "amigos dos amigos" e foi extinta por fraudes contra a Previdência). Significativamente, a Raytheon encomendou o gerenciamento do projeto à E-Systems – conhecido braço da CIA. Até chegar a Raytheon, o mondé foi grande. Conversas gravadas apontavam para o Planalto e, preferindo perder os anéis para não perder os dedos, Cardoso demitiu o brigadeiro Mauro Gandra do ministério da aeronáutica e o embaixador Júlio César dos Santos da chefia do seu cerimonial. Depois, como prêmio pela firmeza como guardou o omertá, Júlio César foi nomeado embaixador do país no México.


7 - Grampos telefônicos


Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
1997. A emenda da reeleição: O instituto da reeleição foi comprado pelo presidente Cardoso a um preço estratosférico para o tesouro nacional. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.


8 - TRT paulista


A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
Subserviência internacional: Um único exemplo: ao visitar a embaixada norte-americana, em Brasília, para apresentar a solidariedade do povo brasileiro aos EUA por ocasião dos atentados de 11 de setembro de 2001, Cardoso e seu ministro do exterior, Celso Lafer, levaram um chá de cadeira de 40 minutos e só foram recebidos após passarem por uma revista que lhes fez até tirar os sapatos.


9 - Os ralos do DNER


O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
1998. O escândalo da privatização (1): A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. O ex-caixa de campanha de Fernando Henrique Cardoso e de José Serra, um tal Ricardo Sérgio de Oliveira, que depois foi agraciado com a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil, não conseguiu se defender das acusações de pedir propinas para beneficiar grupos interessados no programa de privatização. O mala-preta de Cardoso teria pedido R$ 15 milhões a Benjamin Steinbruch para conseguir o apoio financeiro de fundos de pensão para a formação de um consórcio para arrematar a cia. Vale do Rio Doce e R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.


10 - O "caladão"


O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo
FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD).Uma panegeral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistemahaviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores,às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
1998. O escândalo da privatização (2): Grampos instalados no BNDES pescaram conversas entre Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende, nos leilões que se seguiram ao esquartejamento da TELEBRÁS. O grampo detectou a voz do ex-presidente Cardoso autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.  


11 -Desvalorização do real


FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial
e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
1999. O caso Marka/FonteCindam: Durante a desvalorização do real, em janeiro de 1999, os bancos Marka e FonteCindam foram graciosamente socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão, sob o pretexto de que sua quebra criaria um "risco sistêmico" para a economia. Enquanto isso, faltava dinheiro para saúde, educação, desenvolvimento científico e tecnológico

12 - O caso Marka/FonteCindam


Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
2000. O fiasco dos 500 anos: O Brasil completou seu 500º aniversário sem uma festa decente. Em nome da contenção de gastos determinado pelo FMI, Cardoso proibiu as comemorações, que ficaram reduzidas às armações do então ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. O fiasco foi total. Índios e sem-terra foram agredidos pela polícia porque tentaram festejar a data em Porto Seguro. De concreto mesmo, ficou uma caravela que passou mais tempo viajando do Rio de Janeiro até a Bahia do que a nau que trouxe Pedro Álvares Cabral de Portugal até o Brasil em 1500 e um stand superfaturado na Feira de Hannover. A caravela deve estar encostada em algum lugar por aí e Paulo Henrique Cardoso, filho do presidente, está respondendo inquérito pelo superfaturamento da construção do stand da Feira de Hannover.  


13 - Base de Alcântara


O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
2001. Racionamento de energia: A imprevidência do governo Cardoso, completamente submisso às exigências do FMI, suspendeu os investimentos na produção de energia e o resultado foi o apagão no setor elétrico. O povo atendeu a campanha de economizar energia e, como "prêmio", teve as tarifas aumentadas para compensar as perdas de faturamento das multinacionais que compraram as distribuidoras de energia nos leilões de desnacionalização do setor. Uma medida provisória do governo Cardoso transferiu o prejuízo das distribuidoras para os consumidores, que lhes repassaram R$ 22,5 bilhões.


14 - Biopirataria oficial


Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

2001. Acordo de Alcântara: Em abril de 2001, à revelia do Congresso Nacional, o governo Cardoso assinou um "acordo de cooperação internacional" que, na prática, transfere o Centro de Lançamento de Alcântara para os EUA. O acordo ainda não foi homologado pelo Congresso graças à resistência da sociedade civil organizada.
Acordos com FMI: Em seus oito anos de mandato, Fernando Henrique Cardoso enterrou a economia do país. Para honrar os compromissos financeiros, precisou fazer três acordos com o FMI, hipotecando o futuro aos banqueiros. Por trás de cada um desses acordos, compromissos que, na prática, transferiram parte da administração pública federal para o FMI. Como resultado, o desemprego, o arrocho salarial, a contenção dos investimentos públicos, o sucateamento da educação e saúde, a crise social, a explosão da criminalidade.



15 - O fiasco dos 500 anos


As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no epísódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
Planalto, TRT de São Paulo e cercanias: O famoso Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, um dos mais eficazes "gerentes financeiros" da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso, se empenhou vivamente no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista. As maus línguas ainda falam em superfaturamento no Serpro, lobby para empresas de informática, ajuda irregular à Encol e manipulação de recursos dos fundos de pensão na festa das privatizações.


16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito


Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um
dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
Autoritarismo: Passando por cima do Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso burlou o espírito da constituição e administrou o país com base em medidas provisórias, editadas e reeditadas sucessivamente. Enquanto os presidentes José Sarney e Fernando Collor, juntos, editaram e reeditaram 298 MP’s, Cardoso exerceu o poder de forma autoritária, editando mais de 6.000 medidas provisórias.


17 - Drible na reforma tributária


O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
O escândalo dos computadores: A idéia de equipar as escolas públicas com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata com a completa ignorância da Lei de Licitações. Não satisfeito, o governo Cardoso fez mega-contrato com a Microsoft para adoção do sistema Windows, uma manobra que daria a Bill Gates o monopólio do sistema operacional das máquinas. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.


18 - Rombo transamazônico na Sudam


O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
Mudanças na CLT: Fernando Henrique Cardoso usou seu rolo compressor na antiga Câmara dos Deputados para aprovar um projeto que "flexibiliza" a CLT, ameaçando direitos consagrados como férias, décimo terceiro salário e licença maternidade. Graças à pressão da sociedade civil o projeto estancou no senado.


19 - Os desvios na Sudene


Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
Explosão da dívida pública: Quando Cardoso assumiu a presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa era de R$ 153,4 bilhões. Outro dia, em abril de 2002, essa dívida já era de R$ 684,6 bilhões. Hoje, a dívida alcança 61% do PIB.


20 - Calote no Fundef


O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valoresestabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
Violação aos direitos humanos: Exemplo: em 1996, o Brasil ganhou as manchetes mundiais pelo chamado "Massacre Eldorado do Carajás", no qual 19 sem-terra foram assassinados no sul do Pará.


21 - Abuso de MPs


Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas.
Explosão da violência:Fernando Henrique Cardoso transformou o Brasil num país super violento. Na última década, o número de assassinatos subiu quase 50%. Pesquisa feita pela Unesco em 60 nações colocou o Brasil no 3º lugar no ranking dos países mais violentos. Ao final do mandato do presidente Cardoso, cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente no Brasil.


22 - Acidentes na Petrobras


Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
Renda em queda e desemprego em alta: A Era FHC foi marcada pelos altos índices de desemprego e baixos salários.


23 - Apoio a Fujimori


O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
Desenvolvimento Humano. Segundo o Human Development Report 2001 (ONU), o Brasil ficou na 69ª posição, atrás de países como Eslovênia (29º posição), Argentina (34º posição), Uruguai (37º posição), Kuwait (43º posição), Estônia (44º posição), Venezuela (61º posição) e Colômbia (62º posição).


24 -Desmatamento na Amazônia


Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.


25 – Os computadores do FUST


A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.


26 - Arapongagem


O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.


27 - O esquema do FAT


A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.


28 - Mudanças na CLT


A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.


29 - Obras irregulares


Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.


30 - Explosão da dívida pública


Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. A dívida já equivalia em 2001, preocupantes 54,5% do PIB.


31 - Avanço da dengue


A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.


32 – Verbas do BNDES


Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.


33 - Crescimento pífio do PIB


Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.


34 – Renúncias no Senado


A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.


35 - Racionamento de energia


A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em
sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.


36- Assalto ao bolso do consumidor


FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.


37 – Explosão da violência


O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.


38 – A falácia da Reforma agrária


O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.


39 - Subserviência internacional


A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.


40 – Renda em queda e desemprego em alta


Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.


41 - Relações perigosas


Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.


42 –Violação aos direitos humanos


Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.


43 –Correção da tabela do IR


Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.


44 – Intervençãona Previ


FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de
2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.


45 – Barbeiragens do Banco Central


O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano  o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.