domingo, 21 de julho de 2013

O MAIOR ROUBO DE DINHEIRO PÚBLICO DA HISTÓRIA DO BRASIL

A revista ISTOÉ revela na edição desta semana um grandioso esquema de desvio de dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos, montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada, segundo a publicação.
"Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão", diz a ISTOÉ. 
O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeiras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. 
Ainda de acordo com a revista, o Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. 
A ISTOÉ diz também que esta rede criminosa tem conexões em paraísos fiscais e teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa.
SUSPEITOS
As provas oferecidas pela Siemens e por seus executivos ao Cade são contundentes. Entre elas, consta um depoimento bombástico prestado no Brasil em junho de 2008 por um funcionário da Siemens da Alemanha. ISTOÉ teve acesso às sete páginas da denúncia. Nelas, o ex-funcionário, que prestou depoimento voluntário ao Ministério Público, revela como funciona o esquema de desvio de dinheiro dos cofres públicos e fornece os nomes de autoridades e empresários que participavam da tramoia. Segundo o ex-funcionário cujo nome é mantido em sigilo, após ganhar uma licitação, a Siemens subcontratava uma empresa para simular os serviços e, por meio dela, realizar o pagamento de propina. Foi o que aconteceu em junho de 2002, durante o governo de Geraldo Alckmin, quando a empresa alemã venceu o certame para manutenção preventiva de trens da série 3000 da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos). À época, a Siemens subcontratou a MGE Transportes. 
De acordo com uma planilha de pagamentos da Siemens obtida por ISTOÉ, a empresa alemã pagou à MGE R$ 2,8 milhões até junho de 2006. Desse total, pelo menos R$ 2,1 milhões foram sacados na boca do caixa por representantes da MGE para serem distribuídos a políticos e diretores da CPTM, segundo a denúncia. Para não deixar rastro da transação, os saques na boca do caixa eram sempre inferiores a R$ 10 mil. Com isso, o Banco Central não era notificado. 
A MGE é frequentemente utilizada pela Siemens para pagamento de propina. Nesse caso, como de costume, a MGE ficou encarregada de pagar a propina de 5% à diretoria da CPTM”, denunciou o depoente ao Ministério Público paulista e ao ombudsman da empresa na Alemanha. Ainda de acordo com o depoimento, estariam envolvidos no esquema o diretor da MGE, Ronaldo Moriyama, segundo o delator “conhecido no mercado ferroviário por sua agressividade quando se fala em subornar o pessoal do Metrô de SP e da CPTM”, Carlos Freyze David e Décio Tambelli, respectivamente ex-presidente e ex-diretor do Metrô de São Paulo, Luiz Lavorente, ex-diretor de Operações da CPTM, e Nelson Scaglioni, ex-gerente de manutenção do metrô paulista. 
Scaglioni, diz o depoente, “está na folha de pagamento da MGE há dez anos”. “Ele controla diversas licitações como os lucrativos contratos de reforma dos motores de tração do Metrô, onde a MGE deita e rola”. O encarregado de receber o dinheiro da propina em mãos e repassar às autoridades era Lavorente. “O mesmo dizia que (os valores) eram repassados integralmente a políticos do PSDB” de São Paulo e a partidos aliados. O modelo de operação feito pela Siemens por meio da MGE Transportes se repetiu com outra empresa, a japonesa Mitsui, segundo relato do funcionário da Siemens. Procurados por ISTOÉ, Moriyama, Freyze, Tambelli, Lavorente e Scaglioni não foram encontrados. A MGE, por sua vez, se nega a comentar as denúncias e disse que está colaborando com as investigações.

ZEZÉ DI CAMARGO É CONDENADO

Pelo menos R$730 mil é o valor da indenização que o cantor Zezé Di Camargo e sua empresa foram condenados a pagar para um músico de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A decisão da Justiça do Trabalho é do final de junho, mas foi divulgada apenas nesta sexta-feira (19). Ainda cabe recurso. 
O músico Elias Flores Resende foi gaiteiro da dupla Zezé Di Camargo e Luciano e, em 2007, sofreu um acidente em Uberlândia (MG) com um ônibus que fazia turnê dos músicos. O gaiteiro sofreu traumatismo craniano e foi demitido do grupo. Ele foi então à Justiça alegando que ficou incapacitado de trabalhar. 
Elias diz ainda que trabalhou durante cinco anos com a dupla sem carteira assinada, ou seja, sem receber benefícios como férias remuneradas e 13° salário. Além de perder audição de um dos ouvidos e o equilíbrio do corpo por conta do acidente. 
A Justiça determinou a quantia de R$ 580 mil por danos materiais e R$ 150 mil por danos morais ao músico, além de outros honorários trabalhistas, que incluem o 13° salário de 2005 a 2008, horas extras e outros benefícios. 


FEZ 350 CIRURGIAS, NO FIM QUERIA O SEU ROSTO NATURAL DE VOLTA!

O vício por cirurgias plásticas com o intuito de parecer uma Barbie custou à ex-modelo Alicia Douvall milhões de reais. Ela fez mais de 350 cirurgias e só parou de passar por procedimentos quando a filha ameaçou deixá-la. Para reparar todas as mudanças feitas, Alicia passou por uma cirurgia corretiva de mais de nove horas, teve que remover as orelhas e gastou mais de R$ 75 mil. - 
"Os cirurgiões me disseram que havia chance de eu não acordar da anestesia, ou que poderia acabar como um monstro. Eu estava totalmente preparada para colocar minha vida em risco para obter o meu rosto natural de volta. Eles tiveram que quebrar meu queixo, retiraram minhas orelhas e colocaram parafusos no meu maxilar para corrigir uma lesão muscular", detalhou. - 
DEPOIS  DA CIRURGIA ELA FICOU SEM SORRISO!
"Meu nariz teve que ser cortado para levantar meu lábio, na esperança de que eu iria receber o meu sorriso de volta", acrescentou. Ela chegou a ficar com o rosto paralisado após o corte de um nervo durante uma das cirurgias e já foi diagnosticada com dismorfia corporal, transtorno obsessivo pela aparência. "Minha boneca Barbie era minha fuga, me identificava tanto com ela, que queria sua aparência", contou. - 
ANTES ELA TINHA UM  SORRISO

MULHER CAIU DA MOTO E MORREU

Uma mulher que estava na garupa de uma moto morreu no Setor Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia, na manhã deste sábado (20).

Segundo informações da Polícia Militar (PM), o condutor da motocicleta foi fazer uma ultrapassagem na rotatória e acabou perdendo o controle.

A mulher que estava de carona caiu e foi atropelada por um caminhão e, acabou morrendo no local. O motoqueiro foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia).



VEREADOR É AGREDIDO POR VEREADOR


O Presidente da Câmara de Santa Rita de Cássia-Ba, Anibal Cardozo De Oliveira Filho, Binha (PMDB), foi agredido pelo colega José Martins Brandão,  Zé Martins (PT), e um irmão do vereador petista, por nome de Jalton. O fato ocorreu ontem em um bar do bairro Novo Horizonte (Samambaia). O motivo real da briga ainda não se sabe. Binha está internado em Barreiras, muito ferido.
Os dois vereadores, minutos antes, bebiam juntos quando iniciaram uma forte discussão, mas sem agressões. Tempo depois, o vereador Zé Martins voltou com seu irmão Jalton (policial militar da Bahia). O PM agrediu Binha por trás com um soco, em seguida o vereador Zé Martins também esmurrou o colega e o chutou nas costelas. De acordo com testemunhas no local, Zé Martins e seu irmão estariam armados. Do site do jornal Folha do Rio Preto. Com pauta de João Néris, do Correio do Oeste.

VEJA ESSE ABSURDO

Na manhã deste sábado (20), a reportagem do Blog do Robson Maia  foi surpreendida com uma imagem enviada pelo leitor. Na foto, um idoso deitado em uma cama sobre um caminhão, estacionado na porta do Hospital do Subúrbio, em Salvador, revela a situação caótica e desesperadora da saúde em todo o País.
Sem poder se levantar e apenas à mercê do atendimento médico para se locomover, o idoso aguardou por horas um serviço dentro de casa, mas não havia ambulância disponível que o pudesse levar até o hospital. Na angústia do paciente, familiares e amigos conseguiram um caminhão e colocaram a cama do idoso sobre o veículo, afim de permitir a ida até a unidade médica.
Informações sobre o estado de saúde, bem como a identificação do paciente não foram divulgados. A reportagem do Blog do Robson Maia tentou contato com a secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para obter esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve êxito.

A falta de água também impossibilita o atendimento na Unidade de Saúde da Família Sergio Arouca, situado na Avenida Carioca de Paripe, no bairro de Paripe, Subúrbio Ferroviário de Salvador. Um cartaz na porta da unidade comunica o problema. A unidade está há 20 dias sem água.

PROJETO PARA OS VEREADORES DE CALDAS NOVAS: QUEM É O VEREADOR QUE TEM CORAGEM PARA APRESENTAR?


Um vereador do município de Jaú (a 296 km de São Paulo) tenta pela segunda vez a aprovação de um projeto de lei que equipara o salário de vereadores aos de professores de educação infantil da rede pública municipal.

Em março deste ano, o valor recebido pelos vereadores da Câmara da cidade passou de R$ 4.315,83 para R$ 4.608,01. Caso o projeto seja aprovado, os políticos passarão a receber em torno de R$ 1.700,00, segundo o idealizador da proposta, Fernando Frederico de Almeida Júnior (PMDB).

"O projeto propõe o estabelecimento de um teto para os subsídios dos vereadores. Esse teto seria a média aritmética entre o menor e o maior salário previsto para o professor de educação infantil do município", explica Almeida Júnior que também é mestre em direito e doutor em educação.

Para ele, o objetivo da emenda à Lei Orgânica do município (normas que regem a cidade) é dar uma atenção maior aos professores e abrir precedentes para que outros municípios adotem medidas semelhantes. "A médio prazo, isso implicaria em forçar os vereadores a pensar antes de decidirem aumentar os próprios subsídios. Afinal, antes disso teriam que brigar junto ao poder executivo para aumentar o salário dos professores", acrescenta o vereador.

Quando questionado sobre o porquê da equiparação salarial ser igual a de professores de educação infantil, Almeida Júnior explica que foi o melhor parâmetro encontrado para estabelecer o teto, uma vez que estes recebem um salário físico e os demais professores recebem de acordo com a quantidade de horas que trabalham.

"O professor vem sendo muito desvalorizado e já passou da hora de darmos atenção para eles. Tivemos uma década contra o autoritarismo e depois disso tivemos uma década contra a inflação. Agora estamos em uma década contra a pobreza extrema. Já passou da hora de termos um tempo dedicado à melhoria e valorização da educação", ressalta.

Tramitação

A proposta de emenda foi entregue para a comissão de Constituição, Justiça e Redação e precisa ser aprovada pelos membros para ser colocada em votação na Câmara.

De acordo com o vereador Almeida Júnior, que preside a comissão, o projeto pode ser colocado para votação daqui a duas semanas. A espera ocorre, pois ele aguarda a chegada de pareceres favoráveis de juristas para dar prosseguimento a apresentação da emenda. "Quero esperar os pareceres para que possamos ter ainda mais argumentos em prol dessa mudança", diz.

Caso a proposta passe pela comissão, ela deverá ser colocada para votação na Câmara dentro de 15 ou 20 dias, explica Almeida Júnior.

Para ser aprovado, o projeto precisa de 12 votos. A ideia é que a mudança seja aplicada a partir do próximo mandato dos vereadores, em 1º de janeiro de 2017. "A expectativa é positiva. Já temos sete assinaturas contando a minha. Falta só convencer mais cinco pessoas", brinca. 

A Câmara recusou o projeto em 2012, quando foi apresentado pela primeira vez.

"Muitos podem questionar 'Por que eles não sobem o salário do professor ao invés de reduzir o do vereador?!'. Mas só quem pode fazer isso é o prefeito do município. Nós vereadores não podemos tomar essa iniciativa legislativa", resume.

Petição

Uma petição online foi criada em apoio ao projeto. Com 4.857 assinaturas até o momento, os organizadores desejam que nenhum vereador receba mais do que o professor.

"A petição não é oficial, mas é uma manifestação de apoios", afirma. "Desejar que essa ideia se espalhe pelo Brasil parece utópico, mas existem as utopias eficientes. Elas geram movimentos que implicam em atitudes concretas que resultam em mudanças."
 

GRAVE ACIDENTE ENTRE RIO VERDE E JATAÍ

  Três pessoas morreram e três ficaram feridas em um acidente na BR-060, entre Rio Verde e Jataí, no sudoeste de Goiás, na noite de sexta-feira (20). A Polícia Rodoviária Federal informou que a colisão foi provocada por um caminhoneiro, que bateu em dois veículos. Os policiais explicaram que o caminhão carregado de milho invadiu a pista contrária e bateu na lateral de um GM Corsa com placa de Jataí. Na sequência, a carreta se chocou contra uma Land Rover com placa de Luis Eduardo Magalhães (BA). Quatro pessoas da mesma família estavam na caminhonete. O motorista de 44 anos e mulher dele, de 34, morreram no momento do acidente. Os filhos do casal, de 11 e 8 anos, foram socorridos e encaminhados ao Hospital de Urgências do Sudoeste Goiano, em Santa Helena. Conforme a equipe médica, o estado de saúde deles é grave. Arremessado para fora da carreta, o caminhoneiro de 53 anos morreu no local. Já o motorista do carro, foi encaminhado ao Centro Médico de Jataí.

sábado, 20 de julho de 2013

JÁ PENSOU SE MAGAL RESOLVE COPIAR, CALDAS NOVAS SÓ TEM A GANHAR


O prefeito de Pinhão, na região central do Paraná, Dirceu de Oliveira, vendeu um carro de luxo, que servia apenas a ele para comprar uma ambulância nova para a cidade. O veículo usado pelo mandatário da cidade havia sido comprado pelo antigo gestor e valia cerca de R$ 180 mil. Além do valor do carro, os gastos com impostos somaram, em cinco anos, R$ 40 mil aos cofres públicos, mais R$ 35 mil em manutenção e outros R$ 38 mil com seguro. Já que não tem mais carro oficial, o prefeito vai usar, a partir de agora, um veículo cedido pela Câmara de Vereadores.Enquanto isso, a população da cidade ficava a mercê da única ambulância existente na cidade. O veículo, que pertencia à Defesa Civil, estava em uso há 16 anos e era cheio de problemas. Até as portas tinham dificuldades para abrir. “Foi trocar o luxo pelo necessário, se desfazer de uma coisa luxuosa, que era usada por poucos para um veículo de extrema necessidade”, afirma o prefeito.Para o Corpo de Bombeiros, que divide o uso da ambulância com a Defesa Civil, a nova unidade móvel tem todos os equipamentos necessários que faltavam ao antigo carro. “Ela tem equipamento de oxigênio fixo na viatura, ela tem o aspirador de secreções, tem macas adequadas para o atendimento”, explica o cabo Orivaldo Domingues. (CBN)

VACINA CONTRA A DENGUE PODERÁ CHEGAR ATÉ 2014 E BRASIL ESTAR NA FRENTE

Cinco capitais brasileiras – Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Natal e Vitória – estão participando dos testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. Os dados serão analisados em conjunto com os de outros países latino-americanos e asiáticos, onde a dengue também é uma epidemia. Em testes anteriores, o medicamento tem se mostrado seguro para a saúde.
Hoje o único método de prevenir a transmissão do vírus é agir sobre o Aedes aegypti, mosquito transmissor, seja com inseticidas – fumacê – ou com a eliminação dos criadouros – água parada.
Os voluntários escolhidos para a pesquisa têm entre 9 e 16 anos e são acompanhados de perto por uma equipe médica enquanto fizerem o tratamento. Dois terços dos pacientes recebem a vacina candidata e os demais tomam doses de placebo – uma substância que não tem efeito no corpo.
A vacina é composta por três doses, que devem ser dadas com intervalos de seis meses. Todos os pacientes serão observados durante o período, e qualquer caso de febre deve ser relatado aos médicos pesquisadores. O objetivo é saber quais crianças e adolescentes vão ter dengue ou não.
Para que ela seja considerada eficiente, o número – relativo – de casos de dengue entre os pacientes que tomaram a vacina precisa ser no máximo 30% do número de casos entre os que receberam doses de placebo.
“Essa premissa de 70% de eficácia foi compartilhada com alguns órgãos reguladores como, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde”, diz o médico Pedro Garbes, diretor regional de desenvolvimento clínico na América Latina do Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela produção da vacina.
Os voluntários precisam morar em áreas expostas ao risco de transmissão de dengue; caso contrário, é natural que nenhum deles desenvolva a doença e a pesquisa não tenha validade.
“Eu gosto de dar como exemplo uma coisa meio absurda. Você está testando uma vacina para HIV e escolhe vacinar cem freiras num convento. Dois anos depois, você volta, faz os exames e fala que a vacina funcionou muito bem. Você escolheu a população errada e se esqueceu de perguntar se elas tinham risco de adquirir a infecção”, justifica Reynaldo Dietze, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador da pesquisa no Brasil.
Como funciona
Toda vacina é feita com material do próprio agente causador da doença – um vírus, no caso da dengue –, em forma atenuada ou morta, que serve para preparar o sistema imunológico. Após tomar a imunização, o corpo será capaz de reconhecer o vírus e terá anticorpos para combatê-lo.

A dengue tem quatro tipos de vírus diferentes que provocam os mesmos sintomas. Uma vacina tem que ser capaz de preparar o sistema imunológico para todos eles. Nessa pesquisa, os cientistas trabalharam separadamente com cada um dos tipos. É como se eles tivessem feito quatro vacinas diferentes e as misturado em uma só.
No passado, vacinas que usavam o próprio vírus da dengue provocaram uma reação muito forte nos pacientes e não foram consideradas seguras. Por isso, os cientistas recorreram à engenharia genética para colocar o material genético dos vírus da dengue em outro organismo.
“Recortou-se parte do seu genoma e se colocou essa parte do genoma deles em outro vírus: o vírus vacinal da febre amarela”, conta Pedro Garbes. Segundo o médico, a vacina da febre amarela já existe há 70 anos e é considerada bastante segura.
Caso a vacina seja aprovada, o laboratório pretende colocá-la no mercado em 2014.
Pesquisa nacional
Esse não é o único grupo de pesquisadores empenhado em elaborar uma vacina para a dengue. O Instituto Butantan, vinculado ao governo do estado de São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, do governo federal também têm projetos nesse sentido.

Alexander Precioso, diretor de testes clínicos do Instituto Butantan, coordena uma equipe que trabalha com esse objetivo, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. A primeira fase de testes começa ainda esse ano.
Para ele, não é um problema grave se alguém chegar a uma fórmula antes e não se trata de uma corrida com um único ganhador. “Todas as iniciativas são muito bem-vindas, a princípio”, diz Precioso.
“A demanda é mundial”, lembra o especialista. “Ninguém terá a capacidade de produzir todas as doses necessárias”, acrescenta.
Precioso afirma ainda que é importante para o Brasil ter uma vacina produzida por uma instituição local e com financiamento público.
“Nós acreditamos que ela terá o resultado esperado e mais adequado para o nosso país”, diz. “É claro que por ser uma produção nacional, nós temos a expectativa de que ela tenha o custo inferior”.