domingo, 10 de abril de 2016

Homicídios e tentativa de latrocínio marcam a madrugada de domingo

Dois rapazes foram feridos por tiros no fim da noite de sábado (9), na Cidade Industrial de Curitiba. Um dos rapazes morreu e o outro foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador. De acordo com informações colhidas no local, a Rua Senador Accioly Filho, as duas vítimas estariam ingerindo bebidas alcoólicas e entorpecentes, quando dois homens teriam passado atirando. A polícia e o Site foram acionados. O rapaz de 20 anos, identificado apenas como Murilo, morreu no local e o outro, de 19 anos, foi encaminhado ao hospital, sem risco de morte.
Já na madrugada, nas proximidades do Parque Barigui, na Avenida Cândido Hartmann, um rapaz de 23 anos foi ferido por tiros, ao supostamente tentar reagir a um assalto. Conforme informações da Sala de Imprensa da Polícia Militar, a ação foi registrada por volta de 3 horas. Testemunhas afirmaram à polícia, que bandidos armados tentaram roubar o veículo do rapaz, que teria reagido e sido atingido por disparos. Ele foi socorrido pelo Siate e encaminhado ao Hospital Evangélico, com ferimentos considerados graves.

IML

Outros três corpos deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) entre a madrugada e a manhã deste domingo (10). Duas vítimas foram feridas por arma de fogo, um em Fazenda Rio Grande e outro em São José dos Pinhais. O outro corpo, foi recolhido de uma residência na Vila Hauer, e consta como morte a esclarecer.

No Paraná: Suspeito de assassinar adolescente é preso no Batel

Policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar (PM) prenderam na madrugada deste sábado (9) Diego Maradona da Silva Saes, 25, identificado como o assassino de um adolescente de 17 anos. O crime aconteceu na Praça da Espanha, em agosto do ano passado, e Saes – que já teve passagens por furto, roubo e pichação - foi preso em flagrante momentos após o crime.O suspeito estava em liberdade provisória e foi detido depois de se envolver em uma “briga generalizada” na Alameda Presidente Taunay, na mesma região em que aconteceu o crime no ano passado. De acordo com a PM, uma equipe que realizava patrulhamento pela região abordou Saes, que resistiu à prisão e tentou fugir.Com ele foi encontrada uma faca de 20 centímetros, utilizada para ferir outro jovem envolvido na briga. O rapaz de 26 anos foi encaminhado ao hospital com um corte nas costas. Saes foi levado ao 8º Distrito Policial e vai responder por lesão corporal.

Padre Zezinho é contra o impeachment

O Padre Zezinho é contra o impeachmentt, principalmente o político, aberto na Câmara pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Veja o que o padre postou no Facebook:
     Não fiquei feliz com a notícia do possível impeachment da Dilma. Se há matéria para isso, os juízes decidirão.
     Mas é muito triste pensar de quem veio a decisão: de um político chantagista que usou o cargo mais para ferir e dividir do que para aproximar .
     Ele nunca poderia ter sido eleito para este cargo. Agiu como caçador implacável. E se apresenta como discípulo de Cristo !

Para 67,2% dos nossos seguidores, o governo de Dilma Rousseff (PT) deve continuar

Entre os dias 29 de março e 4 de abril, entrevistamos mais de 430 leitores que acompanham o nosso trabalho pelo Democratize. O objetivo era entender qual o posicionamento desses seguidores sobre a atual crise política que o governo federal enfrenta, com a possibilidade de impeachment cada vez mais próxima.
Três opções foram dadas: o impeachment da presidenta; novas eleições gerais para todos os cargos e a continuidade de seu governo.
Veja o resultado abaixo:
Gráfico: Democratize
Para 67,2% dos nossos leitores a melhor opção para o atual momento é darcontinuidade ao governo Dilma Rousseff, anulando as demais opções. Em segundo lugar ficou a possibilidade de novas eleições gerais, anulando o mandato do atual governo e também de todo o Congresso, com 27% dos leitores apoiando essa decisão. O impeachment ficou em último lugar entre os nossos seguidores, com apenas 2,1%, atrás ainda de “Outras” sugestões enviadas para a pesquisa, com 3,7% — entre elas, diversas pautas foram levantadas como a realização de uma assembleia constituinte popular.
Outra pergunta que foi levantada na pesquisa foi sobre a renda mensal bruta de cada leitor que respondeu o questionário.
Veja abaixo:
Gráfico: Democratize
As respostas seguem um padrão já analisado em outras pesquisas feitas por veículos de comunicação: as classes C e D seguem excluídas do debate político nacional.
Cerca de 36,8% responderam ter até R$3 mil por mês de renda bruta mensal, seguido de 30,1% com até R$8 mil.
Em terceiro lugar ficou quem tem renda bruta de até R$1.000,00 por mês, com 22,7% — levando em conta que boa parte dos nossos leitores são estudantes, estagiários em Comunicação Social, o que não implica necessariamente esse grupo nas classes C ou D.
Finalizando, possuem renda mensal maior que R$12 mil cerca de 6,7% dos leitores que participaram do questionário, terminando com 3,7% com até R$12 mil.
Ainda pautando sobre a exclusão de setores sociais da discussão política atual, também retratamos a questão de regiões do Brasil, como podemos ver abaixo:
Gráfico: Democratize
Durante o questionário, cerca de 69,2% dos que responderam moram na região Sudeste do Brasil, na frente de 14,4% que residem nos estados ao Sul.
Uma das regiões com maior taxa de crescimento durante o governo petista, a região Nordeste contou com apenas 10% participando do questionário, conseguindo superar o Centro-Oeste com 4,9% e o Norte, com apenas 1,6%.
Isso mostra claramente como os brasileiros que residem nas áreas mais afastadas dos grandes centros também fazem parte do “grupo de exclusão” da discussão política. O Norte, que abrange a maior área territorial do país, segue sendo excluída desse debate, junto com o Centro-Oeste e o Nordeste, focalizando toda a discussão nas regiões do Sudeste e Sul, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Terminando a pesquisa, questionamos sobre qual foi o maior erro do governo Dilma Rousseff durante esses 6 anos. Anteriormente, já havíamos publicado as pesquisas individuais nesse segmento, separando os pró-continuidade com aqueles que defendem outras alternativas que acabariam implicando na saída de Dilma Rousseff do cargo. Veja o gráfico:
Gráfico: Democratize
ajuste fiscal e a política econômica de Dilma Rousseff segue sendo sua característica mais criticada por ambos os setores da sociedade, com 50%. Logo em seguida, com 19%, os nossos leitores apontaram “Outros” erros que teriam sido cometidos pelo governo Dilma, como a questão indígena, a política de governabilidade através de alianças com partidos corruptos, e até mesmo a falta de políticas afirmativas com minorias.
corrupção foi citada por apenas 9% dos entrevistados, sendo que trata-se da questão mais polêmica e que pode acabar tirando a presidenta de seu cargo nos próximos dias.
Já para 8,8% dos entrevistados, a questão mais problemática foi não ter dado continuidade aos programas sociais herdados do governo Lula, como uma possível ampliação do Bolsa Família, ou do Minha Casa Minha Vida.
Por outro lado, 8,6% reclamam da quantidade elevada de impostos pagos, seguindo ainda a polêmica sobre o possível retorno da CPMF. Apenas 4,6%afirmam que o governo petista não cometeu absolutamente nenhum erronos últimos 6 anos — o que os caracteriza como um pequeno núcleo petista de fato entre os nossos seguidores.
Mas, o que podemos tirar disso?
Inicialmente, ficou registrado que o debate político sobre a questão do impeachment é completamente “generalizado” — ou seja: se ouve muito setores específicos da sociedade, excluindo as classes mais marginalizadas na periferia e em locais afastados das grandes cidades.
Isso já foi comprovado com pesquisas feitas por outros meios de comunicação, revelando que mesmo em protestos contra o impeachment, a predominância de setores acima da classe média nessas manifestações é tão grande quanto nos protestos a favor do impeachment.
Além disso, outro ponto necessário que podemos refletir sobre a pesquisa é que mesmo quase 70% dos entrevistados defendendo a continuidade do governo Dilma Rousseff, não implica necessariamente em uma “defesa cega”. O ajuste fiscal é muito criticado, sendo seguido de outras pautas progressistas e em favor de minorias.
Nota-se também um crescimento significativo daqueles que defendem a realização de novas eleições gerais, mostrando a insatisfação dos nossos leitores com o governo petista — mas também a falta de confiança desse grupo com a oposição liderada pelo PSDB e pelo PMDB, além dos movimentos de rua como o MBL, de Kim Kataguiri.

Brizola ‘fala’ do pedido de impeachment de Dilma

O cronista digital revisitou o arquivo particular do tempo em que atuava como repórter político, sobretudo no “Jornal do Brasil”, e, levado por uma alucinação, reentrevistou Leonel Brizola (1922-2004), o velho trabalhista gaúcho, governador do Rio Grande do Sul uma vez, do Rio de Janeiro duas. No armário reaberto de sua memória, Brizola disse a ele o que pensa do pedido de impeachment de Dilma, das infelicidades do PT, do protagonismo de Eduardo Cunha, de Michel Temer, de Aécio Neves, do juiz Sérgio Moro, do PMDB, da TV Globo, da imprensa em geral, das manifestações pró e contra o governo, do “Big Brother Brasil”, da seleção do Dunga, da novela das oito e de mais um pouco de um pouco mais.
Governador, o senhor tem acompanhado o atual momento do Brasil?
Veja. Devo te dizer que tenho acompanhado com muita preocupação tudo isso que aí está. A rigor, o que se está tentando construir, hoje, no Brasil, é um golpe.
Juristas renomados têm lembrado que o impeachment é previsto na Constituição. Por que, então, seria um golpe?
São vozes contaminadas por conveniências de certos grupos políticos. Pergunte a esses juristas em quem eles votaram em 2014. Veja bem. A presidente Dilma foi eleita com 54,5 milhões de votos. Tirá-la do poder só porque não gostam dela, isso não é um golpe? Aí vem a TV Globo com seus porta-vozes e diz: “Ah, não, não é golpe, não, porque o impeachment está previsto na Constituição.” Mas o que há, de fato, contra Dilma? A rigor, francamente, não há nada! Então, tirá-la é golpe.
O senhor continua em combate com a TV Globo, mesmo daí?
Não diria isso. Depois da minha morte, eles lá me deram uma trégua. Já haviam me dado antes um pouco. Os velhos e os mortos costumam ser contemplados com esses favores, não é verdade? São os favores da idade e, agora eu sei, também os da morte. Mas compreendo que este momento vivido pela presidente Dilma é muito parecido com aqueles dias de perseguição implacável que sofri deste império Globo. A Globo, honestamente, com todos os seus tentáculos, parece cumprir o último quarto de hora de seu domínio. Daqui onde estou, vejo grandes mudanças à vista. Grandes mudanças. Os impérios, todos eles, nascem, prosperam e fenecem. A História tem muitos exemplos.
O senhor não acha que…
Deixe-me concluir. Então, se a Globo diz que não é golpe, só porque ela diz, o povo brasileiro deve acreditar? É como eu sempre disse. Tem rabo de jacaré, tem dente de jacaré, olho de jacaré, cabeça de jacaré, couro de jacaré… mas não é jacaré?! Veja, não conversei com o Roberto Marinho. Porque, também aqui, procuramos nos evitar. É ele lá e eu cá. Mas posso assegurar que nem o Roberto Marinho, nem ele deixaria de classificar este ajuntamento de forças contra um governo democraticamente eleito como uma tentativa de golpe. Digo mais. O Roberto Marinho deve estar descontente com os filhos dele. Como condenar uma pessoa se não há um crime? É como eu vejo.
Qual a sua análise do papel da imprensa neste momento?
Tu sabes do apreço que tenho pelos jornalistas. Minhas batalhas sempre se deram em outra esfera, em outro plano. Tu sabes também o quanto a Globo e seus satélites, como o seu jornal e suas rádios, me perseguiram. As rádios, menos, é verdade. Mas estas costas aqui ainda me doem de vez em quando por causa das chibatadas que recebi das Organizações Globo. Sobretudo da TV e do jornal, que cresceram e prosperaram e se tornaram um império na ditadura. A Globo, sobretudo, é filhote da ditadura! Mas, sabes?, nem disso guardo mágoa. O que se vê hoje, creia, é menos cruel do que eu suportei. Tudo que o Leonel Brizola fazia… e… tiscs… até o que o Leonel Brizola não fazia… tudo era motivo de contestação desse império. A meu ver, Perseu…
Marceu, governador…
A meu ver, o papel da imprensa é fiscalizar, denunciar. E creia que a História só é escrita porque existem contemporâneos que a relatam. Estes contemporâneos são tu e teus iguais, jornalistas, e eu os respeito. Agora, a manipulação, ou o destaque sem medida e sem propósito que se dá a determinados fatos, isso, francamente, a História trata de dissipar e de dissolver no seu grande caldo. De modo que respeito os jornalistas, mas sempre tive graves ressalvas com seus patrões.
E o papel do juiz Moro?
Veja. Este rapaz, o juiz Moro, é um jovem magistrado, voluntarioso, que tem lá suas boas intenções e as suas convicções. Daqui o assisto. Mas, francamente, percebo algum deslumbramento nos seus procedimentos. Não quero desagradá-lo nem desrespeitá-lo. Mas a divulgação da conversa do Lula com a presidente Dilma, olha, francamente, aquilo foi um inominável excesso. Com todo o respeito ao magistrado Moro, foi sim. Lula, em conversas privadas, é desabrido, não resiste a um k-7. A mim mesmo já me disse coisas que eu não ousaria repetir. Mas, honestamente, na minha convicção, divulgar aquela conversa, olha, foi um sinal de perigo para o que ainda pode vir.
Que coisas foram essas que o Lula disse ao senhor em caráter privado?
Dirceu, veja, ele jamais me disse nada que fizesse uma vaca dar mais leite no pasto, como se dizia lá no campo, ou um cusco caído de mudança se achar. São coisas que morreram comigo. Não tive tempo de acompanhar aí esse programa da Globo, o “Big Brother”. Mas creio que o juiz Moro cedeu à tentação do “Big Brother” ao expor  uma conversa sem consequências da presidente Dilma com o Lula.
O senhor concorda que os pecados do PT comprometeram o governo Dilma?
A rigor, o PT, por si só, já é fruto de um pecado. O PT foi gestado na ditadura com a permissão dos militares para diminuir a nossa força. Nós temos essa compreensão. Nós, que estávamos no exílio, deveríamos ser aniquilados. O plano era esse. Assim imaginavam os feiticeiros, os alquimistas do regime militar, quando permitiram, e até incentivaram, o nascedouro do PT.
O senhor sempre disse isso. Não é um pouco de mágoa pela ascensão do PT nas camadas populares da sua época, nas quais o senhor costumava ser majoritário?
Olha, Marcel…
É Marceu, governador…
Tu me perdoas. Veja que foram tantos anos contigo ali, no teu papel de repórter, sempre ao nosso redor, fazendo as tuas entrevistas, as tuas perguntas, tu bem jovem, eu lembro, e eu nunca acertei teu nome, não é verdade (rindo)? Te peço perdão. Mas veja, Dirceu, o PT, na verdade, era forte na Zona Sul do Rio de Janeiro, em Ipanema, esta mesma Ipanema que hoje se posiciona contra a dona Dilma e acha bonito este Aécio, que é uma espécie de Moreira Franco moderninho. Reconheço que o PT era forte também numa certa intelectualidade paulistana engomada, não é verdade?, que tinha preconceito contra nós, que sempre nos apresentamos com as nossas botinas e bombachas sujas de barro. Mas, creia, não acho que seja sobre isso que devemos falar aqui. Não carrego mágoas no meu coração. Mesmo morto, tenho um coração puro de mágoas.
Mas os crimes atribuídos a vários petistas do núcleo fundador do partido da presidente não comprometeram seu governo?
Tu me permitas voltar ao meu raciocínio. Os militares achavam que o PT seria mais fácil de ser vencido. E, na verdade, o processo social mostrou que eles, os militares, construíram a sua própria armadilha. Deixa eu te dizer. Eu não morro de amores pelo PT. Quem me acompanhou por esse caminho longo de onde eu venho sabe disso. Tenho aqui as minhas diferenças, inclusive ideológicas, com o PT e o Lula. Sempre tive! Acho mesmo que o PT não faria por nós, se fôssemos nós no lugar dele agora, o que temos feito por ele, com a nossa militância, hoje menor, é verdade, mas ainda combativa e que tem resistido e gritado “não” ao golpe. Mas não vejo ligação da presidente com esses excessos do PT em suas relações questionáveis com essas empreiteiras da Lava-Jato.
O senhor parece gostar da Dilma.
Tenho por ela um enorme respeito. Dona Dilma já esteve conosco, lá no Rio Grande do Sul. Nasceu para a política sob as nossas vistas. Era uma jovem técnica que contribuiu com o governo do nosso irmão Alceu Colares. Vinha de um passado sofrido. Foi presa e torturada. Não delatou um só companheiro. Isso, para uma mulher, e ter chegado aonde chegou, francamente, é digno de grande respeito. O simbolismo de uma mulher na Presidência é, para nós, para mim, que tanto defendi a participação não só das mulheres, mas dos negros… O simbolismo de ter a Dilma na Presidência nos gratifica. O PT andou por aí fazendo concessões a esses barões, a esses senhores de sempre, não é verdade? Dizem que fez isso para financiar um projeto de permanência longa no poder. E agora paga pelos pecados que cometeu. Mas não vejo, a rigor, nada contra Dilma para que se peça seu impeachment.
O senhor vê semelhança entre o cenário de agora e o que levou Vargas ao suicídio? Ou ao que resultou no golpe contra Jango?
Vejo não só semelhanças, mas, principalmente, vejo a mesma casta por trás de tudo isso. A mesma elite inconformada com os pretinhos de canelas ruças que passaram a ter educação boa e a comer melhor nos Cieps do meu tempo. Essa mesma elite se incomoda agora com nossos irmãos nordestinos que conseguiram viajar de avião. Ela se incomoda com a inclusão de jovens negros nas universidades. É claro que, com os anos, essa casta se modernizou. Usa gravata estrangeira, não é verdade? O velho Getúlio tomou uma atitude extrema para encerrar uma crise que paralisava o Brasil, construída artificialmente pelos que falavam de um “mar de lama” sobre o Palácio do Catete. Francamente! Com Jango, foi um pouco diferente. O temor era do perigo comunista, como se nós fôssemos invadir as mansões do Morumbi. Esta mesma elite que chegou a abrir seus salões para chás da intelectualidade petista e agora se volta contra Dilma.
O senhor fala como quem ainda carrega mágoas do PT…
Mágoas, a rigor, não mantenho de ninguém. Aqui onde estou as mágoas se dissipam. São apenas minhas convicções e constatações.
Se Dilma sofrer o impeachment, e o vice Michel temer assumir, que cenário o senhor vê para o Brasil?
O cenário de um desastre. Francamente, de um desastre. Um vice sem nenhum voto?! O PMDB deste Temer, veja bem… tisc… É um partido que está aí cortejando o poder em troca de cargos desde o funeral da ditadura! Desde o funeral da ditadura! Havia lá companheiros que respeitávamos. Mas, hoje, a rigor, o PMDB é um partido que vive das sobras de quem chega lá. Eu mesmo, quando governei o Rio, convivi com esta gente. Eu te alerto, e quero alertar o povo brasileiro! Se este Temer assumir, se o PMDB conquistar a Presidência sem ter tido um voto sequer, isso será o desastre!
O que o senhor pensa de Eduardo Cunha, presidente da Câmara?
Francamente, é o que nós pensamos, este rapaz não teria condição sequer moral, que dirá legal, de pedir o impeachment da presidente Dilma! Veja que ele está mais enrolado do que linha de pandorga presa em paineira. Este rapaz, o Cunha, ele, sim, deve explicações severas ao Brasil! E deve ser cobrado firmemente. Francamente! Veja, Alceu…
Marceu, governador…
Perdão, Morfeu. Este Cunha, tu me perdoes o modo franco, não vale um traque de novilho! Tu sabes o que é um traque de novilho?
Não… não sei.
Eu te digo. Não dizem que o gado solta gases que comprometem a atmosfera? Pois os novilhos soltam traques. Este Cunha, te digo, não vale um traque de novilho!
A ex-senadora Marina Silva defende novas eleições presidenciais caso se comprove que dinheiro de corrupção tenha financiado a campanha de Dilma e Michel Temer. O senhor apoiaria esta saída?
Tenho pela ex-senadora Marina, mulher guerreira, com uma trajetória de luta pelos desfavorecidos da Amazônia, tenho por ela um respeito muito grande. Mas, francamente, é preciso cuidado. Sinceramente, honestamente, acho que a ex-senadora Marina costeia o alambrado quando propõe esta saída. Ao propor isso, ela quase dá um salvo conduto para a turma lá desse pato da Fiesp.
Qual a melhor saída?
No meu entendimento, a saída é deixar a Dilma concluir seu governo e permitir que o povo brasileiro decida quem irá substituí-la em 2018. A rigor, é o que defendemos.
Isso não representaria a absolvição dos erros do PT?
Honestamente, não é no que nós, que viemos de longe, acreditamos. O PT já está pagando caro, tu podes crer, pela prosápia de se imaginar impune. O partido que se apresentava como vestal… O PT perdeu aí companheiros importantes nesse seu processo de desgaste. Daqui onde estou, vejo figuras como o deputado Chico Alencar, o ex-deputado Milton Temer, que não é parente do vice, figuras importantes que se descolaram do PT, porque não compactuaram com o que já se desenhava. A Neuza, minha mulher, dizia: “Leonel, tu não confies no PT e neste Lula.” Vários companheiros nossos diziam a mesma coisa. A nós, para o nosso julgamento sem trégua, bastava sumir um alfinete do Palácio Guanabara para um punhado de petistas gritar: “Olha do que esse pessoal do Brizola é capaz! Vejam só!” Eram implacáveis conosco! E, hoje, o que se vê é a fábrica inteira de alfinetes exposta a toda sorte de denúncias.
Governador, embora a sensação seja de que há uma maioria pelo impeachment, não só no Congresso, mas nas ruas, o país ainda parece dividido em duas metades barulhentas, que se ofendem no cotidiano e nas redes sociais…
Perdão. Redes o quê?
Redes sociais, governador. São tempos de internet. Os debates se estenderam das ruas para as conversas pelo computador, pelo celular…
Veja, Orfeu. Quando um irmão ofende um irmão por sua preferência política, é momento de se refletir. Tenho percebido isso daqui onde estou. Confesso que me entristece. Política não é campeonato de futebol, em que cada um tem um time. Daqui, vejo o Dunga, por exemplo, em seu novo quarto de hora de protagonismo à frente da seleção. A seleção vai mal, Dunga comete seus erros. Mas, por isso, vamos deixar de torcer? Artistas têm se posicionado a favor do governo. Mas, francamente, penso que muito mais importantes do que os globais da novela das oito são os brasileiros humildes. Esses é que precisam acordar e ir às ruas para defender a democracia que foi conquistada à custa de muita dor. Creia.
Governador, se o impeachment sair, o que poderemos esperar do Brasil?
Não creio que saia. Mas veja. O processo social é sábio. Às vezes, nos obriga a dar um passo atrás para, mais adiante, darmos dois à frente. Tenho a firme convicção nisso que te digo. Quem sabe o PT, chamuscado por tantos estrépitos de uma fogueira que ele mesmo acendeu, não saia melhor disso tudo? Que o impeachment não saia e o PT, depois de expurgar seus pecadores, renasça melhor? É a minha esperança, daqui onde estou, e a mensagem que eu vos deixo.

Lula lidera pesquisa para 2018, tucanos despencam

O ex-presidente Lula (PT) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) lideram a corrida eleitoral para presidente da República em 2018. No cenário de uma disputa entre Lula, Marina e Aécio Neves, por exemplo, o petista tem 21%, a ex-senadora, 19%, e o tucano, 17%.
Entre as opções do PSDB (o senador Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmin e o também senador José Serra), todas têm demonstrado tendência de queda nas intenções de voto.
Segundo nova pesquisa Datafolha, em três dos quatro cenários eleitorais pesquisados, Lula e Marina estão empatados dentro da margem de erro. Em apenas um, o ex-presidente lidera.
Na comparação com a pesquisa anterior, de março, a intenção de voto em Lula cresceu em três cenários, voltando ao patamar observado em fevereiro, enquanto Marina se manteve estável em todas as simulações.

Quando comparadas as pesquisas realizadas em 17 e 18 de março com a que foi divulgada hoje, 9 de abril, Lula disparou de 17 para 22 pontos no cenário em que enfrenta Serra; de 17 para 21 no que enfrenta Aécio Neves e de 17 para 22 quando o seu adversário tucano é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. 

Os tombo tucano entre março e abril impressiona: Aécio caiu de 24 para 17, Alckmin de 14 para 9, Serra de 15 para 11 pontos. 

Os líderes da pesquisa Datafolha são Lula e Marina Silva, candidata a presidente pela Rede Sustentabilidade. No cenário em que o candidato tucano é Serra, Lula e Marina empatam; quando o candidato do PSDB é Aécio, Lula fica na frente com 21 pontos contra 19; já na hipótese de o candidato ser Alckmin, Marina está na frente por um ponto percentual, 23 a 22. 

Se em março Lula estava atrás da candidata da Rede em todos os cenários, agora a situação é de empate. Marina Silva esta estagnada, oscilando na faixa dos 20 % nas pesquisas do Datafolha desde dezembro de 2015. 

O ex-ministro Ciro Gomes, que tem sido uma das mais importantes lideranças da luta contra o impeachment, oscilou para cima um ponto nos cenários em que os candidatos tucanos são Aécio e Alckmin, atingindo 7% e 8%, respectivamente. 

É necessário analisar os números com calma, mas parecem ter contribuído para a construção desse cenário a firme denuncia do golpe feita por amplas parcelas da consciência democrática do país e a disposição do ex-presidente Lula de ir às ruas ao lado do movimento social organizado. Enquanto isso, avolumam-se denúncias contra os tucanos, desde as inúmeras aparições do nome de Aécio nas investigações da Lava a Jato, até o escândalo da merenda que envolve o governo de Alckmin em São Paulo. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Filho mata o próprio pai em Santarém

O índice de violência continua crescendo em Santarém, no Oeste do Pará. Crimes graves como homicídios e tentativas de homicídios geram preocupação na população da segunda cidade mais importante do Pará. Entre os crimes, por volta de 23h, de terça-feira, 05, Daniel Aguiar Vieira, de 28 anos, matou o próprio pai, Orlando Marques Vieira, de 62 anos, vendedor, conhecido por “Cearazinho”, dentro de sua residência, na Rua Osvaldo Cruz, bairro do Diamantino.
Segundo a Polícia Militar, Orlando Vieira recebeu cinco facadas desferidas por seu filho Daniel. Na ocasião em que foi preso, Daniel estava completamente drogado, fato que pode ter sido a causa do crime. A Polícia desconfia que Daniel tenha usado crack e misturado com bebida alcoólica antes de matar seu genitor.
Matou o próprio pai em Santarém
Daniel, após ser preso minutos depois de cometer o crime foi conduzido para a 16ª Seccional da Polícia Civil, onde os investigadores aguardam passar o efeito da droga para começar os procedimentos de interrogatório do acusado.
O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) informou que também aguarda passar o efeito da droga para realizar exames em Daniel. Ele deve ser transferido ainda nesta quarta-feira, 06, para o Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura (CRASHM), na Comunidade de Cucurunã, em Santarém.

Júri considera que PMs mataram cantor sertanejo, mas sem intenção

Após 12 horas de julgamento, o júri popular desclassificou de homicídio doloso, quando há a intenção de matar, para culposo, quando não há essa finalidade, o crime cometido por quatro policiais militares contra  o cantor sertanejo José Bonifácio Sobrinho Júnior, conhecido como Boni Júnior, em Goiatuba, no sul goiano.

A decisão foi tomada na madrugada desta quarta-feira (6). Com a alteração, o juiz responsável pela comarca ainda fará a análise sobre a condenação dos réus. Não há prazo para a decisão.

Réus no caso, os PMs Silmar Silva Gonçalves, André Luis Rocha, Edson Silva da Cruz e Aluísio Felipe dos Santos respondem ao processo em liberdade. Além do crime de homicídio culposo, eles também respondem por fraude processual.
O crime ocorreu no dia 28 de outubro de 2012, na GO-515, entre Goiatuba e Panamá. Na ocasião, os militares alegaram que Boni Júnior, 29 anos, estava fugindo de uma perseguição policial após fazer manobras perigosas.

Conforme os policiais, o sertanejo morreu após bater em um carro da PM que fazia uma barreira na rodovia. No entanto, o corpo foi exumado dois meses depois e ficou constatado que o cantor também foi baleado na cabeça.

Presidido pela juíza Ana Paula Tano, o julgamento começou às 9h45 de terça-feira (5), no Fórum de Goiatuba. Todos os réus compareceram e apresentaram suas versões para o crime.
Quatro homens e três mulheres compuserem o júri. Ao todo, eles responderam a 40 quesitos, mas só cinco chegaram a ser analisados. A decisão foi anunciada às 3h15 desta quarta-feira.
Durante a leitura, a juíza disse que o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime do delito de homicídio para Gonçalves, em decorrência "de ação imprudente do acusado de efetuar o disparo". No entanto, considerou que ele não teve a intenção de matá-lo. A medida aplicada a ele se estende aos demais réus.

"Houve a desclassificação do crime de homicídio doloso para um dos acusados e isso se estendeu aos outros. Então, todos responderão desta forma a homicídio culposo e por delito de fraude processual, que deve ser apurado pelos autos", explicou a magistrada.

Na sentença, Ana Paula pontuou que os fatos "merecem uma análise mais cuidadosa", afim de "individualizar as condutas praticadas por cada um".
O promotor de Justiça responsável pelo caso, Rodrigo Sé Patrício de Barros, se surpreendeu com a decisão. Ele esperava a condenação no júri. "Nós não esperávamos que o júri fosse entender dessa forma porque, para o nosso entendimento, as provas estão muito claras", opinou.
Advogado de Santos, Antônio Carlos de Oliveira destacou que a tese vencedora foi a dos advogados de Gonçalves. O que impossibilitou a análise da participação dos demais, como a do cliente dele, para qual esperava a absolvição. "Não foi nem avaliada a conduta dos demais, que será avaliada monocraticamente pelo juiz de direito. Absolvido sem pena nenhuma, nenhum deles sairá", destacou.
Os demais advogados não se pronunciaram após a decisão.
Testemunhas
O julgamento contou com o depoimento de 11 testemunhas. Quatro foram arroladas pela defesa e sete, pela acusação.

Entre as testemunhas estão pessoas que passaram pelo local do acidente. Uma delas é o caminhoneiro Waldeci Machado da Silva, que foi ultrapassado pelo sertanejo e, em seguida, pelo carro da PM que o perseguia. Minutos depois, ele chegou ao local do acidente.

"Parei, liguei o pisca alerta do caminhão, ouvi os disparos, não sabia se deitava no caminhão, o que fazer. Não sabia o que tinha acontecido. Fui abrir a porta para descer e um PM pediu que eu saísse dali e eu segui viagem", relatou.

Gerente de uma fazenda da região, Carlos Antônio Mendes Soares disse que escutou os tiros antes da colisão. "Estava parado para pegar a rodovia. Hora que o cara [Boni] me viu, maneirou o pé, mas depois acelerou de novo. Antes da colisão ouvi disparos, depois, não", relatou a testemunha, que esperou cerca de meia hora para se deslocar ao local do crime.
Outras testemunhas falaram sobre o caráter e comportamentos da vítima e dos policias envolvidos na ocorrência.
Réus
Após as falas das testemunhas, iniciou o interrogatório dos réus, que falaram separadamente e sem a presença dos demais PMs acusados.

Primeiro, foram ouvidos os militares que atuavam em Goiatuba e estavam no carro que montou barreira na rodovia, um Chevrolet Blazer do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT): cabo Gonçalves e sargento Rocha. O soldado Cleber Gomes de Oliveira estava com eles no veículo, mas não foi acusado por ter ficado gravemente ferido no acidente e, assim, a promotoria considera que ele não atirou contra a vítima e não forjou o local do crime.

Gonçalves e Rocha enfatizaram que fizeram o bloqueio da entrada da cidade atendendo a uma ordem do comando de patrulhamento, conforme o procedimento operacional padrão. Eles pararam o carro em frente a um motel, bloqueando parte da pista.
O cabo Gonçalves confessou que atirou contra o veículo do cantor, um Ford Focus, mas antes do acidente. "Ele veio em toda a velocidade. Veio para cima da gente. Quando ele chegou bem perto, eu atirei, como toda pessoa reagiria", declarou Gonçalves.
Os dois militares afirmaram que, após a colisão, correram para socorrer o policial atingido pelo carro do cantor. Cleber foi arremessado a uma distância de 21 metros. Devido à gravidade dos ferimentos, eles alegaram ter focado no atendimento.

"Encontrei o Cleber caído no chão todo arrebentado e afogando no sangue. Logo o Gonçalves chegou e a gente o socorreu. Eu segurando a cabeça e o Gonçalves, as pernas", relatou Rocha, que se aposentou no final de janeiro. Cleber ficou mais de 30 dias hospitalizado.

Em seguida, foram os interrogatórios dos militares lotados, na época, em Panamá: soldado Santos e sargento Cruz. Eles que iniciaram a perseguição ao carro de Boni.
Os militares relataram que o sertanejo deu um cavalo de pau na frente do carro da corporação em uma rua de Panamá. Com receio de que fosse um criminoso, os policiais iniciaram a perseguição. Segundo os militares, eles chegaram ao local do crime minutos após o acidente e não atiraram contra o cantor.
Cruz disse que viu a vítima no carro e acionou o resgate e o comandante da área. "Cheguei e perguntei cadê o cara. Eu fui até o carro e me deparei com ele encostado com a cabeça dele no banco. Acionei o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]", disse.
Santos alegou que sequer viu o cantor. "Sai do carro e fiquei orientando o trânsito. Não tive contato e nem fui ao carro da vítima", declarou.
Acusação
A acusação defendeu que todos os militares são responsáveis pelo que aconteceu. "Foi uma sucessão de atos impensados, trapalhadas que resultaram numa tragédia tanto para os policiais quanto para Boni", opina o promotor de Justiça Rodrigo Sé Patrício de Barros.

A tese do Ministério Público é de que a pistola encontrada no carro de Boni foi colocada após o acidente. Barros destaca que, pela análise pericial, não havia condições físicas de ele efetuar disparos contra os policiais, tanto pela posição do cantor quanto pelos indícios de que o vidro da janela do motorista estava fechado. Assistente de acusação, o advogado Ronivan Peixoto de Morais acrescentou que Boni "nunca portou qualquer tipo de arma".
Para a acusação, os tiros que atingiram os carros da PM foram disparados depois do acidente e por um dos militares. Segundo o promotor, uma pessoa que estava em pé, a cerca de 4,5 metros dos veículos, atirou.
A acusação destaca que Boni também foi alvejado depois do acidente, quando estava agonizando no carro. "Houve a reação no sentido de desafogar a raiva e efetuou o disparo. Caiu a ficha do que foi feito e iniciou a fraude processual", alegou o promotor.
"Aquela colisão poderia tê-lo levado à morte. Haveria necessidade de que quem tem o poder sagrado e constitucional de proteger o cidadão sacasse a arma e atirasse na cabeça da vítima?", questionou o assistente de acusação.
Defesa dos PMs
Advogados defendem que os policiais agiram conforme as normas da corporação e que tudo ocorreu porque Boni estava embriagado. "Se esse menino não tivesse ingerido bebida alcoólica das 14 à meia-noite, não teria teria dado cavalo de pau, passado na porta da delegacia em alta velocidade, se tivesse obedecido o sinal de pare, respeitando a barreira policial, no máximo, o veículo seria apreendido e ele conduzido à delegacia", defendeu o advogado de Gonçalves e Rocha, João Batista.

A defesa destacou que Boni não tentou parar na barreira policial. Ele atingiu o carro da PM a140 km/h, arremessando o veículo policial a 9 metros de distância. O carro dele parou a 33 metros do local.
Os advogados apontaram que um relatório complementar solicitado à perícia aponta que as "características do orifício de entrada da bala são típicas das produzidas em vida". Isso, para os defensores dos PMs, comprova o relato de Gonçalves que só atirou quando o carro do cantor se deslocava em alta velocidade em direção à equipe que ele integra. Para os promotores, isso pode ser interpretado que Boni estava vivo após o acidente e, em seguida, levou o tiro.
Os advogados defendem que cada  um dos militares deve responder pela sua participação no caso, ou seja, a individualização das condutas. O exame de balística não concluiu quem atirou. Entretanto, para a defesa, se Gonçalves confessou que atirou antes da colisão contra o carro do cantor para se defender, só ele deve responder pelo disparo
A defesa questionou, ainda, o motivo de a acusação incluir na denúncia a participação dos militares de Panamá, pois eles não foram indiciados no inquérito policial. Os advogados afirmam que eles chegaram ao local depois do ocorrido.
O promotor Rodrigo Sé Patrício de Barros alegou que isso foi motivado porque os "fatos não ocorreram conforme a versão que deram para o delegado". Para a acusação, se eles não tivessem feito algo errado não teriam feito a fraude processual. Além disso, como ninguém assume quem atirou com o carro parado, ele decidiu pela acusação dos quatro, pois poderia ser qualquer um deles.
Fonte: G1