sábado, 21 de novembro de 2015

Uma breve história sobre que é Ronaldo Caiado de Goiás

Aqui no Estado de Goiás, como em outros, há uma família conservadora e de extrema direita, profundamente arraigada à terra. Seu apego às grandes propriedades rurais mobiliza-se pelo mesmo egoísmo perverso dos que se imaginam donos do planeta, do ar, da água e do fogo. Pensam-se sagrados e acima da justiça social. Trata-se da família Caiado, fonte de lendas e fantasias que giram historicamente no consenso popular, todas acentuando que os troncos dessa família eram para lá de santos e miraculosos, acima de quaisquer suspeitas e da lei.
Durante a configuração do Estado de Goiás e da construção de sua capital digladiaram-se ideológica e politicamente as famílias Caiado e Ludovico. A primeira sempre se definiu como "jagunceira", bandida e centrada em suas propriedades como se fosse o centro do universo. Os Ludovico, mais nacionalistas e getulistas, são voltados à política de desenvolvimento presidida pelo Estado soberano. Tanto que Goiânia fundou-se por orientação de Getúlio Vargas para ser capital da famosa "marcha para o Oeste", com o objetivo de ocupar e desenvolver o Serrado e o centro do Brasil. Pedro Ludovico, médico, foi o protagonista desse processo, combatido pelos reacionários da ruralista família Caiado.
É do tronco conservador, dono do pensamento direitista, que acha que as terras devem ser de poucos, mesmo que a maioria do povo morra de fome, que nasceu o "seu" Ronaldo Caiado, hoje recém-eleito e empossado Senador da República.
Mas qual é a alma do "seu" Ronaldo Caiado, que cruza pela história, pelas conjunturas diversas, pelas crises e choques da República, sem nada mudar, miraculosamente reacionário, odioso, perverso, incendiário e politicamente irresponsável?
Segundo ele mesmo, que enche a boca geralmente espumando ódio, com seu timbre de voz marcantemente ameaçador, o dito é "médico".
Sou dos que respeitam as pessoas pelas profissões e títulos que conquistam. No Brasil, por trás de cada título acadêmico, há muito investimento, sacrifício e dedicação. Por isso respeito as pessoas que estudam e crescem academicamente. Porém, o respeito a elas não se deve somente pelo diploma a partir da colação de grau. O respeito se deve pelo que fazem pelo próximo, pelos outros e pela sociedade com que aprenderam na vida acadêmica.
Parece que o "médico ortopedista" Ronaldo Caiado não é assim. Ele que se especializou na cura dos ossos das pessoas faz de tudo para quebrar as pernas de quem discorda dele. É de estarrecer o que o "seu" Ronaldo Caiado fez para destruir o "programa mais médicos", só porque não é de direita e porque muitos de seus médicos são cubanos.
Com as artimanhas que fez, inclusive apoiando uma traidora cubana, o "seu" Ronaldo feriu o juramento que formalmente fez quando se formou. Negou o princípio hiporcrático que diz: "Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente."
Ronaldo Caiado é médico na acepção filosófica profunda? Penso que não! É a negação do espírito médico por essência. Suas convicções de direita o enrijecem e o desumanizam perversamente. O seu CRM deveria ser cassado.
O "seu" Caiado é realmente militante. Isso é inegável. Mas é militante do ódio e da destruição. É cegamente rancoroso.
Sua seletiva biografia não nega a trilha do ódio que percorre. É fundador da UDR – União "Democrática" Ruralista.
Lembro de que quando fundou essa organização fascista foi ao Rio Grande do Sul onde eu morava e onde me formei, contratou um pool de rádios – a Gaúcha, a Guaíba e a Bandeirantes - para despejar através de uma cadeia de emissoras ameaças, ódio e malquerença ao movimento dos sem terra. Foi claro no seu discurso de conclamação à guerra contra a reforma agrária. Ofendeu de todos os modos os militantes dos direitos humanos e lhes prometeu balas de metralhadoras e fuzis às porteiras dos senhores feudais, donos do mundo.
Essa UDR e outras organizações estruturantes dos grandes latifundiários rurais, a quem se liga o "seu" Ronaldo Caiado, é vista pelos pequenos agricultores, indígenas, mst, cpt e outros como agrupamento de bandidos, de formadores de exércitos paralelos na prática dos crimes contra defensores da reforma agrária, missionários fiéis ao evangelho, de pensamento social e dos integrantes da Comissão Pastoral da Terra.
O blog Oni Presente – O Excomungado - ainda afirma sobre o "pensamento" do "seu" Caiado: "O escritor Fernando Morais, disse em seu livro "Na Toca dos Leões", em 1989, que o então presidente da União Democrática Ruralista (UDR), procurou a agência do publicitário Gabriel Zeillmeister para fazer sua campanha. Sobre o encontro, Zeillmeister conta que o candidato, médico, defendeu a esterilização das mulheres nordestinas por meio de um remédio adicionado à água. Seria a solução para o maior problema do País, 'a superpopulação dos estratos sociais inferiores, os nordestinos".
Pois o "seu" Caiado elegeu-se Senador da República pelo Estado de Goiás com 1.283.665 votos. Sua campanha eleitoral foi um luxo e de outro, como a que mais gastou neste Estado.
O "seu" Ronaldo ocupa uma cadeira no Senado da República não republicanamente, mas como golpista e direitista ressentido e odioso.
Não invento nada. Não posso, não quero e não devo mentir, como o faz a direita do "seu" Caiado. Ele mesmo o disse numa entrevista no Uol online. O lacaio aventureiro e irresponsável afirmou: "O tom que [a oposição] deve ter é aquele que Carlos Lacerda nos ensinou."
Claro, o esbirro não conta às novas gerações e aos incautos quem é Carlos Lacerda, o guia espiritual, que, como mediu, na sua mediocridade, deseja incorporar.
Carlos Lacerda foi um jornalista carioca, que ganhou o nome de Carlos Frederico em homenagem de seu pai a Carlos Marx e a Friedrich Engels, pais das teorias do socialismo científico. Lacerda chegou a militar no Partido Comunista, a quem traiu para aderir às conveniências da direita golpista, mentirosa, mãe da atual mídia manipuladora e mistificadora, engenhosa em distorções sujas e mentirosas hoje.
Lacerda foi o principal articulador do golpe que levou Getúlio Vargas ao suicídio.
O "seu" Caiado não conta que quando o povo descobriu que Carlos Lacerda inventara todas as mentiras que provocaram tremenda crise de poder com a morte de Getúlio o procurou para justiçá-lo em praça pública. Logo após o suicídio do grande estadista o povo vasculhou tudo no Rio de Janeiro para levar Lacerda a justiciamento público. Só não o fez porque o covarde se refugiu numa caixa d'água para se esconder.
Lacerda colaborou dedicadamente para destruir Juscelino Kubitschek e, depois, João Goulart, colaborando com o golpe militar nazifascista, que infernizou o Brasil.
Esse é o guia espiritual do "seu" Ronaldo Caiado. É isso o que deseja o "seu" Caiado.
O ódio do sabujo ao PT é tanto, que ele o confunde como sendo um partido de esquerda e até socialista, ignorante que esse grupo é associado na mesma socialdemocracia internacional que é o PSDB.
Por ser ignorante em ciências políticas e sem amor patriótico o "seu" Ronaldo Caiado – de ódio – esmurra o PT e persegue a Presidenta Dilma e o ex-presidente Lula de modo irresponsável, querendo a destituição da Presidenta, sem a menor e ajuizada avaliação dos prejuízos disso ao Brasil e à democracia.
Caiado odeia o Brasil, odeia o povo e tenta fazer do Senado trincheira para molecagens e falta de respeito ao País.
Será que em sua paranoia este senhor pensa que os 1.283.665 eleitores votaram nele para que seja golpista e malversador do Senado Federal? Seus eleitores são todos aventureiros, incendiários e irresponsáveis como o senador em quem votaram? Claro que não. Conheço pessoas muito boas que votaram nele por engano, sem nenhuma intenção de lhe dar procuração para o desrespeito político.
Caiado desrespeita a democracia e fere o decoro parlamentar, onde deveria representar o povo e não o antipovo. Devemos promover sua cassação!

Distrito Federal registra oito casos de desaparecimentos por dia

Só quem vive o drama de ter um familiar ou amigo desaparecido sabe como é angustiante não encontrar respostas para  inúmeros  questionamentos.  De janeiro até meados de   outubro deste ano, a Polícia Civil  do Distrito Federal  fez o registro de 2.386   ocorrências: uma média mensal de 265 desaparecimentos, ou oito casos diários.
Até  19 de outubro, 71,4% das vítimas   haviam sido encontradas. Ou seja,   682 continuavam sumidas. Entretanto, a Polícia Civil explica que   existem ainda as situações em que familiares   encontram os parentes e não comunicam o fato às autoridades.
“Acontece muito de a polícia estar investigando e descobrir que o desaparecido já foi encontrado. Por isso, é essencial que a família registre o aparecimento”, ressalta Paulo Henrique de Almeida, diretor da Divisão de Comunicação da PCDF. De acordo com o delegado, é importante registrar o desaparecimento imediatamente. Em casos de crianças ou adolescentes, ele orienta a procurar informações com amigos, namorados e pessoas próximas antes de ir até a delegacia.
Jovens
Segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF), adolescentes entre 13 e 17 anos representam a maior parcela de desaparecidos nos nove primeiros meses do ano:  883   (38%). Entre os principais motivos estão conflitos familiares, violência doméstica, consumo de drogas ou passeios com amigos e namorados  sem o conhecimento da família. 
Algo que prejudica a localização   é a falta de um cadastro único de vítimas  no DF. O governo não possui nenhum tipo de ferramenta de busca voltada para o problema em questão.
 A SSP-DF informou que vai criar um grupo de trabalho com a participação de representantes da Polícia Civil para buscar referências de iniciativas exitosas em outras unidades da Federação a fim de criar um projeto.
Banco de dados
Segundo o delegado Paulo Henrique de Almeida, a PCDF está elaborando um banco de dados   para ser disponibilizado na internet, como já ocorre em outros estados. Segundo ele, independentemente da quantidade de tempo que a pessoa tenha desaparecido, a polícia nunca para as investigações. Entretanto, ele  faz uma observação: “Quanto mais tempo passa, mais difícil fica de encontrar a pessoa, pois as pistas vão esfriando e desaparecendo. Mesmo assim,     não é impossível solucionar o caso”.
Ele destaca também que a internet tem sido uma aliada nas investigações de ocorrências de desaparecimento.
Serviço

Quem souber de alguma informação sobre Adriana França, desaparecida  em Santa Maria, pode ligar nos seguintes telefones: (61) 9519-0406, (61) 9508-3079 ou (61) 9532-1160.
 
Qualquer informação sobre o paradeiro de Anilde Ribeiro, que morava em Planaltina,  pode ser repassada pelo telefone (61) 8211-1353.
 
Redes sociais podem ser  aliadas
 
No mês passado, a secretária Mikelly Alves, de 28 anos, divulgou nas redes sociais a foto do filho, Pedro Henrique Alves Borges, de 12 anos, que desapareceu após sair da escola, no Cruzeiro. Ela fez um apelo desesperado para  que quem encontrasse o garoto a procurasse. Graças à ampla divulgação, ele foi localizado no mesmo dia, por volta da meia-noite.
O desencontro ocorreu porque, no caminho da escola para o  trabalho da mãe, no Sudoeste, Pedro pegou o ônibus errado. “Quando ele percebeu que estava perdido, decidiu ir para a Rodoviária do Plano Piloto e pegar a linha que vai para a Vila do RCG, no Setor Militar Urbano, pois já moramos lá. Mas  o celular   descarregou e ele disse que não pediu socorro a ninguém porque ficou com medo. Graças a uma pessoa que tinha visto meu apelo na internet, ele foi localizado”, relatou.  
No início deste mês, ocorreu um caso semelhante. A estudante Jaqueline Alves,  17, desapareceu em Planaltina. Segundo a família, a jovem  não voltou   para casa depois da escola. Segundo a mãe, Jadel Alves, 51 anos, babá, a menina  foi encontrada oito dias depois, quando   uma pessoa a reconheceu, nas proximidades do Vale do Amanhecer. A jovem não   explicou o que aconteceu.
 
Ponto de Vista
 
De acordo com Eliana Mendonça Vilar, doutora em psicologia clínica, um desaparecimento   representa   trauma em qualquer família. “Ter alguém desaparecido pode ser pior, em termos psicológicos, que perder um ente querido, pois é uma situação que ocorre de maneira brusca. Causa angústia profunda, elevado nível de dramatização, tristeza e sentimentos de culpa, aflição e pode se transformar   em depressão”, explica. Segundo a especialista, em casos de morte, a família entra em luto e, com o tempo, passa a aceitar. Porém, no desaparecimento existe a perda, mas  não   respostas.  Eliana destaca a necessidade de a família receber o apoio de amigos e pessoas próximas, além de não desistir da busca. “O apoio é fundamental, pois evita que os familiares desenvolvam algum tipo de transtorno mental, como o luto patológico ou a depressão. Além disso, é importantíssimo nunca perder a esperança de encontrar o ente querido, independentemente do tempo que se passou”, afirma. A psicóloga acrescenta ainda que retomar as atividades sociais é uma forma de se proteger de transtornos  psicológicos.
 
Sem pistas de Adriana, 26 anos

A dona de casa Maria Ivoneide de França, 49 anos, sofre há dois anos com o sumiço misterioso da filha   Adriana França, de 26 anos (idade atual). No dia 18 de outubro de 2013, em Santa Maria, a jovem   saiu para   trabalhar e foi vista pela última vez na parada de ônibus. Maria Ivoneide não acredita que se trate de uma fuga, pois argumenta que Adriana  não tinha motivo e não iria abandonar o filho pequeno, Diogo Henrique, hoje com nove anos. 
 
“Adriana sempre foi uma boa filha, nunca saía sem avisar. Uma pessoa apegada com a família e  apaixonada pelo filho. Tenho certeza absoluta de que ela não iria deixar a gente”, conta. De acordo com Maria, a filha havia se separado há menos de um ano e o ex-marido, pai de Diogo,  não aceitava o fim do relacionamento. “Ele chegou a agredi-la e ameaçá-la”, relata. 
 
Desde então, a dona de casa perdeu a paz.  “Eu nunca mais consegui ter uma noite de sono. Ainda tenho esperanças de que ela esteja viva, mas tem horas que não consigo ser forte e me desespero. A dor que   sinto não desejo nem para o meu pior inimigo. Quando um filho morre, a dor é grande, mas   existe o conforto de saber onde ele está enterrado. No meu caso, só existem possibilidades”,    emociona-se. 
As irmãs de Adriana sempre divulgam fotos na internet com a esperança de receber  alguma informação. A família já recorreu ao Ministério Público e a Polícia Civil investiga o caso.  Maria   conta que a ocorrência é tratada como homicídio, o que a deixou sem chão. 
“Eu gostaria que ela fosse encontrada viva. Mas, se   tiver sido morta, o que eu mais quero é fazer um enterro digno. Só assim terei um pouco de paz”, diz.
 
 
 
Divulgação em contas
Atualmente, 27 famílias com entes desaparecidos  são acompanhadas pelos centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), de acordo com a Secretaria   de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs).  A pasta   organiza    fotos de  menores, idosos e pessoas com deficiência ou com transtorno mental desaparecidos e as envia, há mais de dez anos, aos parceiros (CEB, Caesb e Elevamídia, de mídia em elevadores), que as divulgam  para os clientes. 
 
A Sedhs informou, ainda, que a Polícia Civil encaminha mensalmente a planilha de todos os boletins de desaparecidos do mês. Depois, a secretaria envia os dados às unidades do Creas para  o primeiro contato com a família e, se necessário, acompanhamento técnico.
 Em situações em que o menor tenha retornado à família, pode ser realizada intervenção que previna   novas fugas, bem como a desaparecimentos futuros em função de violações de direitos vivenciadas.
Distribuição de folhetos
Para a irmã de Anilde, Ozenilda Ribeiro (a penúltima da esquerda para a direita), as perguntas sem respostas sobre o paradeiro dela são a pior parte. “É péssimo não saber o que se passou. Nunca se imagina que vai acontecer com a gente, mas isso pode ocorrer em qualquer família e não desejo essa dor e essa angústia para ninguém”, desabafa. Os irmãos Diogo, Sayonara    e  Camila Ribeiro não desistem de encontrar a mãe e, por isso, onde vão, distribuem folhetos com as fotos de Anilde. 
 
Três filhos em busca de Anilde
 
A família de Anilde Ribeiro, desaparecida em abril de 2009, vive um drama constante. Os três filhos dela, Sayonara Ribeiro, 29 anos, Diogo Ribeiro, 28, e  Camila Ribeiro, 24, convivem diariamente com a angústia de não saber  o paradeiro da mãe, de 55 anos (idade atual).
 Ela saiu de casa em 2009  para fazer uma visita a uma das irmãs, que mora em Tocantins. Dona Anilde chegou bem ao destino, mas  desapareceu no dia que iria embarcar de volta para Planaltina. Dois meses depois, ela entrou em contato por meio de um telefonema, mas disse apenas que estava bem.
 
Após a ligação, a mãe dos jovens nunca mais deu sinal de vida e a família decidiu registrar o boletim de ocorrência. Os filhos explicam que Anilde apresentava problemas psicológicos e início de esquizofrenia quando desapareceu. “Depois que minha avó morreu, em 1999, minha mãe começou a ter depressão. Com o tempo,   foi piorando e o médico suspeitava que ela tivesse esquizofrenia”, relata Sayonara.
religiosidade
 De acordo com os filhos, a mulher passou a demostrar religiosidade de forma excessiva, saía nas ruas se dizendo devota de Santa Rita de Cássia e pedia dinheiro e alimentos para ajudar pessoas necessitadas.
 
Camila tem a esperança de que a mãe esteja viva, fazendo caridade em algum lugar do País. “Depois de apresentar esses distúrbios psicológicos, ela sempre ajudava o próximo. Tenho fé de que ela esteja em algum lugar fazendo isso. O que pode ter acontecido também é ela ter perdido a memória e, por isso, nunca ter dado um sinal de vida”, afirma a jovem.
Várias pistas falsas, de pessoas que diziam saber do paradeiro da mãe, tentando agir de má-fé, foram recebidas.  Camila pretende  viajar para São Paulo em busca da mãe. Os filhos já procuraram por Anilde em Tocantins e em municípios de Goiás e Minas Gerais que ficam na Região Metropolitana  do DF. 
“Minha mãe gostava muito de viajar. Por isso, achamos que ela está viva. Sempre pensamos nela, nos sentimos preocupados porque ela já é uma senhora. Somos obrigados a conviver com a angústia e a aflição de não saber onde ela está, se está bem. Em datas comemorativas, como Natal e Dia das Mães, é uma tristeza imensa. O que mais queremos é encontrar a nossa mãe”, conta Diogo.
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

BANDIDOS ARMADOS AMEAÇAM A JUSTIÇA E AFRONTAM A POLÍCIA EM BRASÍLIA

Um dos líderes do acampamento que está em frente ao Congresso Nacional e que defende a deposição do governo e a "intervenção popular", Felipe Porto, afirmou nesta quinta-feira, (19/11) que não há chances de que o movimento deixe o local de forma pacífica. "Vamos resistir. Estamos armados e se houver isso (retirada) vai ter uma carnificina aqui", afirmou. 

No gramado em frente ao Congresso há pelo menos quatro grupos distintos acampados, a maioria pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff. 

O grupo a que Felipe pertence, denominado "Ocupa Brasília", é composto majoritariamente por ex-militares e ex-policiais. Por isso, afirmam, estão armados legalmente.

Não há reforço policial no momento. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, está reunido neste momento com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, para tentar articular a retirada de todos os acampamentos. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Brasil: Tem seu próprio Estado Islâmico: Menino é arrastado em chão de cascalho de escola por ser gago

ma esteticista acusa a direção de uma escola municipal em Ribeirão Preto (SP) de omissão por não adotar medidas para evitar que seu filho de 8 anos sofresse bullying por ser gago. Na última semana, o garoto chegou a ser arrastado pelas crianças sobre cascalhos. A Polícia Civil e o Ministério Público investigam o caso.
Em nota, a Secretaria da Educação informou apenas que instaurou uma sindicância para apurar fatos, e que a família do menino está recebendo todo o apoio necessário.
Essa, porém, não é a versão apresentada pela mãe do garoto, Viviana Ribeiro, de 40 anos, que procurou o Ministério Público e o Conselho Tutelar nesta segunda-feira (16), solicitando apoio na investigação do caso, bem como auxílio para transferir o filho de colégio.
Viviana contou que o filho estuda na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Paulo Monte Serrat há dois anos. Desde janeiro, porém, o menino passou a dizer que estava sendo alvo de piadas constantes, por parte dos colegas de sala, por causa da gagueira.
“Primeiro, começaram falando que ele era gago, fazendo piadinha. Chamavam ele de gago, diziam que era burro. Depois, começaram a empurrar. Até que, há dois meses, jogaram ele em cima de uma catraca. Ele ficou com um hematoma gigante na virilha”, afirmou.
A mãe disse que relatou o fato à direção da escola e sugeriu uma reunião com os pais dos alunos agressores, no sentido de conscientizá-los sobre o respeito às diferenças e a prática de bullying. Entretanto, a ideia não teria sido acatada.
Violência
Segundo Viviana, a situação continuou se repetindo até que, na última terça-feira (10), o filho saiu do colégio com marcas de arranhões nas costas e dizendo que havia sido arrastado por cinco colegas sobre cascalhos dentro da unidade escolar.
Inconformada, a mãe afirmou ter procurado a direção da escola no dia seguinte, mas não obteve sucesso. “A diretora disse que não poderia fazer nada porque estava fazendo um relatório para a Prefeitura. Eu achei aquilo um absurdo”, reclamou.
Entretanto, a mãe disse ter ficado ainda mais revoltada, depois que o filho chegou da escola relatando que havia sido castigado pela diretora. “Depois que eu fui embora, ela chamou os cinco que bateram nele e mandou todos lerem um texto. Como ele tem dificuldade de leitura, foi colocado de castigo”, afirmou.
Viviana registrou um boletim de ocorrência sobre a agressão. O menino passou por exame de corpo de delito e, desde então, tem se recusado a voltar para o colégio. A esteticista disse que procurou a Secretaria da Educação para solicitar a transferência do filho, mas foi informada de que não há vagas em uma unidade próximo ao local onde ela trabalha.
“Não tem como eu falar que as crianças têm culpa, porque elas não têm informação. Os pais também não têm culpa porque não foram acionados, não sabem o que está acontecendo. A única culpada por tudo isso é a direção da escola, que não soube lidar com o problema”, disse.
Sem respostas
G1 questionou a assessoria da Prefeitura de Ribeirão Preto sobre a versão apresentada pela mãe, de que a diretora teria castigado o menino após o episódio de agressão, mas a administração se negou a falar sobre o assunto.
A Prefeitura também não se pronunciou em relação às medidas adotadas para incluir o aluno com gagueira em sala de aula. Em nota, a administração limitou-se a informar que está apurando os fatos, e que preserva a imagem e a integridade do garoto.
“A Secretaria Municipal da Educação está instaurando uma sindicância para apurar fatos e responsabilidades, assim como preservar a imagem e integridade da criança. Todo apoio necessário à família está sendo prestado”, diz o comunicado.
Com G1

Qual o verdadeiro significado da Operação Sermão aos Peixes da policia federal do Maranhão:

 Padre jesuíta, conselheiro de reis, diplomata em cortes europeias. Antonio Vieira nascido em Portugal, mudou-se para o Brasil, com a família aos 7 anos de idade, estudou no colégio jesuíta de Salvador; fluente na língua tupi, padrei Vieira foi um missionário laborioso na defesa das tribos indígenas do Maranhão e do Pará. Tornou-se um pregador respeitado, cuja retórica ganhou fama pela firmeza, ora catequizando, ora fazendo política.
   Mesmo encarregado de missões diplomáticas importantes, ocupou-se de criticar os colonos donos de terras, combateu a escravidão dos índios, razão pela qual, foi expulso do Brasil junto com outros jesuítas. Voltou para Portugal, foi preso, depois anistiado, mudou-se para Roma, onde conquistou fama de grande orador. Regressa a Salvador, retoma a luta pelo indígenas até a morte, aos 90 anos de idade.
   Semana Santa, Peixe Santo... o momento não poderia ser mais propício para releitura dos sermões de padre Vieira. Habilidoso com as palavras, convertia mensagens bíblicas em sermões de críticas sociais e políticas. Utilizou o púlpito inúmeras vezes para fazer alegorias, algumas nem um pouco sutis, em defesa dos explorados.
   A alegoria dos peixes, o Sermão de Santo Antônio aos Peixes, foi proferido na cidade de São Luís do Maranhão, em 1654, pouco antes do jesuíta partir para Lisboa, depois de um litígio com os colonos, por causa da escravização dos índios. O título do Sermão foi retirado do milagre que se conta a respeito de Santo Antônio, que teria sido mal recebido numa pregação na cidade italiana de Arimino, foi perseguido, teria se dirigido à praia e pregado aos peixes, que o teriam escutado atentamente, ao contrário dos homens, que viraram-lhe às costas.
   O Sermão de Santo Antônio aos Peixes proferido por padre Antônio Vieira é uma pregação de imaginação e habilidade retórica surpreendentes, e tal como Santo Antônio, ele vira o púlpito para o mar e diz que se os homens não lhe querem ouvir, ela prega aos peixes. Fala aos peixes para censurar os homens, os vícios da dominação dos colonos portugueses, enumera os defeitos dos peixes, compara-os aos homens. De frente para o mar, proclama: “Vós sois o sal da terra”. O significado do sal iguala-se ao poder regenerador da palavra de Deus proferida pelos pregadores. Padre Vieira instiga e completa que as propriedades do sal é conservar e evitar a corrupção. Mas a terra já está corrompida e não se deixa salgar pela evangelização.
   Com ironia barroca, personifica os homens nos peixes e censura os peixes que se comem uns aos outros, os maiores aos menores e diz que entre os homens, tal absurdo também se passa; por ganância, os maiores exploram os desfavorecidos. Padre Vieira critica a hipocrisia, vaidade e cegueira na conduta do homem, citando alguns peixes: os roncadores, peixes que simbolizam a arrogância, a cobiça e a vaidade; os pegadores, que são dependentes, parasitas e oportunistas; os voadores, peixes que representam a ambição, o capricho de querer sempre mais e por último, o polvo, que é segundo o Padre Vieira, o símbolo dos vícios mais nocivos dos homens e, por isso, serve-se desse exemplo para, de forma implacável, censurar a hipocrisia, o fingimento e a corrupção dos colonos, responsáveis pela escravização dos índios brasileiros. Para o padre Vieira, a capacidade para se camuflar no camaleão é uma espécie de defesa, no polvo é malícia, traição, porque surpreende as vítimas de forma engenhosa. O polvo é assim, traiçoeiro como Judas.
   Embora tenha exaltado virtudes e defeitos, para o jesuíta, as virtudes naturais dos peixes não disfarçam o defeito incorrigível deles: “são eles gente que nunca se há-de converter”, conclui. O mistério reside na ideia da alegoria e nos exemplos. Os homens não se convencem senão pelo entendimento.
   Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br

SÓ MENINO BOM, ESTÃO DE VOLTA DE ONDE NUNCA DEVERIAM SAIR:

Em ação conjunta das Polícias Civil e Militar foram capturados cinco foragidos da Justiça que estavam custodiados na delegacia de Zé Doca, a cerca de 360 quilômetros de São Luís. A ação criminosa iniciou na noite de sábado (14), por volta de 21h. Três homens entraram na delegacia, renderam um policial e uma carcereira, libertaram 22 internos e fugiram usando um veículo. Os criminosos levaram armas, munições, coletes e uma motocicleta.
As informações repassadas pela Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) são que os primeiros recapturados foram Geilson Oliveira Carvalho, 25 anos, conhecido como “Cobrão” e Hedson Alves da Cruz, 29 anos, o “Cabeludo”. Eles foram presos pela Polícia Militar quando estavam na BR-136 e se dirigiam para Boa Vista do Gurupi. Na sequência, foi preso pela Polícia Civil, o foragido João Pereira, o “João da Foice”. No domingo foi recapturado Ackilla Rodrigues Silva Sousa. Ele foi preso em Araguanã pela Polícia Militar. Ainda no domingo foi preso Adriano Fonseca Costa, o “Brinquedo”, no município de Santa Inês.
A SPCI informa que as investigações continuam no sentido de identificar e prender tanto os três criminosos que ajudaram na fuga, como todos os foragidos da Justiça. O superintendente ressaltou equipes de Bacabal, Viana, Santa Inês e outros municípios estão empenhados na busca dos foragidos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Terceiro Comando Puro, TCP, tem de prejuízo de R$ 800 mil

Cerca de R$ 800 mil. Este foi o prejuízo imposto por policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) a criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam o tráfico de drogas na Favela de Acari, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, na manhã deste domingo, dia 15 de novembro.
A unidade apoiava incursão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). No total, foram apreendidos 1,8 toneladas de maconha e 12 carregadores de fuzil.
Os PMs apreenderam 624 tabletes de maconha prensada de aproximadamente 1,5kg, 24 tabletes da mesma droga com aproximadamente 3kg cada e um saco com aproximadamente 20kg da erva triturada, além de 170 trouxinhas de maconha - sendo 70 de R$ 20 -, 477 cápsulas de cocaína - sendo 50 de R$ 50 -, munições e um artefato explosivo.
Registro na 39ªDP.

Traficantes fazem ladrões “comerem” os próprios dedos da mão


Segundo informações policiais, ao perceberem que tinham sido roubados, os chefes do tráfico da região resolveram fazer justiça com as próprias mãos e, ao pegarem os supostos ladrões, arrancaram dois dedos da mão de cada indivíduo com um facão. O fato foi registrado pelos próprios envolvidos que ainda tiveram que colocar os dedos cortados na boca.
Ainda de acordo com a polícia, as “vítimas” foram encaminhadas para um posto de saúde. No entanto, em depoimento, não quiseram revelar a identificação dos traficantes com medo de mais uma retaliação.

Rapaz acusado de matar avó e irmãos com golpes de enxada vai a júri em Anápolis nesta terça-feira (17)

Será submetido a julgamento nesta terça-feira (17), às 9 horas, pelo Tribunal do Júri de Anápolis, o jovem Rogério Lopes da Silva, de 21 anos, acusado de matar a golpes de enxada a avó Valdelina Pereira dos Santos, de 75 anos, e os dois irmãos Rosana Lopes da Silva e Romário Lopes da Silva, de 12 e 15 anos de idade, além de tentar assassinar o mais novo Roger Lopes da Silva, de 9 anos. Ele vai a júri pelos homicídios qualificados com emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas (por quatro vezes), além da ocultação dos três cadáveres. A sessão será presidida pela juíza Lara Gonzaga Siqueira.
Segundo a denúncia, em 18 de fevereiro de 2013, por volta das 5h30, em um imóvel situado no Bairro Novo Paraíso, na Região Sul de Anápolis, Rogério Lopes, na época com 19 anos, matou a avó Valdelina dos Santos, os irmãos Rosana Lopes e Romário Lopes com golpes de enxada na cabeça enquanto dormiam. No mesmo dia, horário e local, conforme relata o Ministério Público de Goiás (MP-GO), ele tentou assassinar o caçula Roger Lopes. Posteriormente, ocultou os cadáveres em uma fossa localizada no quintal da residência. Conforme o órgão ministerial, Roger Lopes só não morreu por circunstâncias alheias à vontade do acusado e foi encontrado com vida pelos policiais junto com os outros corpos.
Ele foi pronunciado em 1º de setembro deste ano pelo juiz Adriano Roberto Linhares Camargo. Ao mandar o denunciado a júri popular, o magistrado entendeu que a sua prisão deveria ser mantida, uma vez que colocá-lo em liberdade poderia representar graves entraves ao desfecho do caso em razão de uma possível fuga, fato já ocorrido em outras situações. “Recomendável a manutenção da prisão, na perspectiva de assegurar a realização das etapas subsequentes do rito escalonado, sem o risco de eventual frustração dos atos que ainda devem acontecer”, ponderou. (Texto: Myrelle Motta – Centro de Comunicação Social do TJGO)

MARANHÃO: MORTE DE ASSALTANTE EM AGÊNCIA DOS CORREIOS


Movimentação na Agência dos Correios depois da tentativa de assalto 
Na manhã de segunda-feira (16), uma dupla de criminosos se deu mal ao tentar assaltar os Correios da cidade Peritoró (MA). No interior da agência se encontrava o policial civil identificado com Daniel, na fila de atendimento; o policial, que reside em Peritoró, reagiu ao assalto e trocou tiros com o bandido; o assaltantes foi morto com um tiro na cabeça e outro que dava apoio a ação criminosa acabou preso (há versões não confirmadas que ele conseguiu fugir em uma moto). Antes de morrer, o bandido ainda chegou ferir o policial civil no pé. Mas informações a qualquer momento.