quinta-feira, 22 de maio de 2014

Família da codoense morta em Goiás oferece R$ 1.000,00 para quem souber o paradeiro do criminoso

Rogéria Amorim Carvalho foi assassinada na madrugada do dia 28 de janeiro de 2014 no município de Aparecida de Goiânia, localizado na região metropolitana da capital do Estado de Goiás. A vítima recebeu três golpes de faca em sua residência, vizinhos chamaram socorro e Rogéria foi levada ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A vítima estava morando no Goiás com o esposo,HILDINARDO ALESSANDRO SOUSA e trabalhava num armazém de comercialização de produtos alimentícios.

Hildinardo, Sandro ou Ipolarico como é conhecido, é o principal suspeito de ter cometido o assassinato. O casal morava sozinho e ele desapareceu na madrugada do crime o que levou a Polícia aparecidense a tê-lo como o autor dos golpes de arma branca que levou à morte da jovem de 29 anos de idade. A justiça do estado de Goiás expediu mandado de prisão contra Sandro, mas a polícia não o encontrou e desde então, está foragido.
Rogéria e Sandro são codoenses e deixaram suas famílias no município para tentar a vida em outro Estado havia 08 meses. O corpo da jovem foi trazido e sepultado em Codó. Passados quase quatro meses do assassinato, agora, a família da vítima quer que o culpado seja encontrado, julgado e pague pelo crime. Por isso, os familiares estão recorrendo aos meios de comunicação para que seja feita divulgação da fotografia do suspeito na esperança de obter qualquer informação sobre o paradeiro de Sandro.

A família de Rogéria está disposta a encontrá-lo. Quem o vir e denunciá-lo às policias da região ou de qualquer outro lugar onde Sandro possa está escondido terá a recompensa de R$ 1.000,00, valor a ser pago pelos pais da vítima.As últimas notícias sobre o suspeito deram conta que o mesmo teria sido visto numa Fazendo de Recuperação de Viciados no município de Coroatá/MA, mas Sandro teria fugido do local onde estava para não ser preso. A possível passagem do acusado por Coroatá é que, segundo familiares da vítima, Sandro é viciado em drogas e suspeitam que a morte de Rogéria tenha sido por discussão. Ainda de acordo com a família, Sandro costumava se desfazer dos pertences do casal para sustentar o consumo de drogas, o que terminava em brigas, porque Rogéria sempre tentava impedir que o marido vendesse objetos domésticos para adquirir entorpecentes.

A HISTÓRIA DAS GANGUES DO SETOR DOS NORDESTINOS

GUERRA DE GANGUES NO SETOR NORDESTINO, EM CALDAS NOVAS

Por mais de seis meses estivemos investigando, ( até tenho cursos de investigador particular e de detetive profissional), o caso  das gangues do setor dos Nordestinos, Lago das Brisas e Parque das Brisas III. Estive em bares, ruas, casas e até em presídios. Entrevistei, conversei e dialoguei com os principais envolvidos nesta tão falada guerra. Guerra está que envolveu no primeiro confronto trés armas de fogo, dois 38 e um 32. 
Essa tão falada guerra de gangues envolveu cerca de 10  pessoas, sendo boa parte de menores e adolescentes na época. Todos eram amigos, saiam juntos para a balada e festas. Acendiam juntos os seus cigarros de maconha ou outras drogas mais pesadas, mais tudo numa boa, como eles me falaram. Existe até fotos deles juntos, lá na cachoeira de Caldas Novas, em um dia de domingo. Essa fotos, alias, se encontra em seus perfis no Facebook.
Até então ia tudo bem, mas a amizade ficou entediada pela rotina do dia a dia,  Então surgiu um questionamento entre ambos: Quem seria o mais vida louca, o que tinha mais coragem de apertar um gatilho. Houve então uma divisão entre ambos e começaram a dividir aspaços e forças. Entraram para para o mundo do trafico de maconha, mas negociando mo mesmo bairro e isso gerou um rivalidade comercial. O certo é que a coisa foi ficando feia dia a dia. Vou então que surgiu um biriquete no meio da rivalidade. A piranha ficou de um lado, depois foi namorar um de menor do outro lado. Então eles resolveram se apropriar da tal garota na bala. Houve então o primeiro tiroteio, em uma terça-feira, dia 03 de setembro de 2013, exatamente na rua 05 do Setor Lago das Brisas. Entre João Pedro, Rosivaldo, Jackson, Arthur e um outro elemento não identificado. Do outro lado estavam, Rafael, Douglas, Jorge, Roberth e um outo não identificado. No dia seguinte, quarta´feira, dia 04 de setembro de 2013, todos foram presos. Os cinco menor envolvidos foram liberados e de maiores ficaram presos de um mês a três meses.  Depois houve cerca de  trés encontro entre ele. Foi tiroteio daqui e dali, mas ninguém ficou ferido. 
Todos eles se envolveram em outros crimes, tipo: Tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubos, assassinato, homicidio e lei maria da penha, mas a guerra acabou por conta do envolvimento deles com esses crimes citados.
Estive conversando com boa parte deles e ambos afirmaram que tudo não passou de futilidade, coisa banal e que tudo acabou entre eles.
O que eu sei: Quadro estão presos, cumprindo sentença, não pelo rivalidade entre eles. Quadro estão respondendo processos por assassinato, tráfico de drogas e formação de quadrilha. Dois saíram do mundo da delinquência e estão trabalhando e estudando e dois estão foragidos.
O certo é que ambos afirmaram que nunca se tratou de gangues e sim de desavença e desentendimento pessoal e reafirmam que nada valeu a pena e que tudo acabou.
Finalizando: Posso afirmar que nunca houve guerras de gangues no setor dos nordestinos!

GUERRA DE GANGUES NO SETOR NORDESTINO, EM CALDAS NOVAS

Por mais de seis meses estivemos investigando, ( até tenho cursos de investigador particular e de detetive profissional), o caso  das gangues do setor dos Nordestinos, Lago das Brisas e Parque das Brisas III. Estive em bares, ruas, casas e até em presídios. Entrevistei, conversei e dialoguei com os principais envolvidos nesta tão falada guerra. Guerra está que envolveu no primeiro confronto trés armas de fogo, dois 38 e um 32. 
Essa tão falada guerra de gangues envolveu cerca de 10  pessoas, sendo boa parte de menores e adolescentes na época. Todos eram amigos, saiam juntos para a balada e festas. Acendiam juntos os seus cigarros de maconha ou outras drogas mais pesadas, mais tudo numa boa, como eles me falaram. Existe até fotos deles juntos, lá na cachoeira de Caldas Novas, em um dia de domingo. Essa fotos, alias, se encontra em seus perfis no Facebook.
Até então ia tudo bem, mas a amizade ficou entediada pela rotina do dia a dia,  Então surgiu um questionamento entre ambos: Quem seria o mais vida louca, o que tinha mais coragem de apertar um gatilho. Houve então uma divisão entre ambos e começaram a dividir aspaços e forças. Entraram para para o mundo do trafico de maconha, mas negociando mo mesmo bairro e isso gerou um rivalidade comercial. O certo é que a coisa foi ficando feia dia a dia. Vou então que surgiu um biriquete no meio da rivalidade. A piranha ficou de um lado, depois foi namorar um de menor do outro lado. Então eles resolveram se apropriar da tal garota na bala. Houve então o primeiro tiroteio, em uma terça-feira, dia 03 de setembro de 2013, exatamente na rua 05 do Setor Lago das Brisas. Entre João Pedro, Rosivaldo, Jackson, Arthur e um outro elemento não identificado. Do outro lado estavam, Rafael, Douglas, Jorge, Roberth e um outo não identificado. No dia seguinte, quarta´feira, dia 04 de setembro de 2013, todos foram presos. Os cinco menor envolvidos foram liberados e de maiores ficaram presos de um mês a três meses.  Depois houve cerca de  trés encontro entre ele. Foi tiroteio daqui e dali, mas ninguém ficou ferido. 
Todos eles se envolveram em outros crimes, tipo: Tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubos, assassinato, homicidio e lei maria da penha, mas a guerra acabou por conta do envolvimento deles com esses crimes citados.
Estive conversando com boa parte deles e ambos afirmaram que tudo não passou de futilidade, coisa banal e que tudo acabou entre eles.
O que eu sei: Quadro estão presos, cumprindo sentença, não pelo rivalidade entre eles. Quadro estão respondendo processos por assassinato, tráfico de drogas e formação de quadrilha. Dois saíram do mundo da delinquência e estão trabalhando e estudando e dois estão foragidos.
O certo é que ambos afirmaram que nunca se tratou de gangues e sim de desavença e desentendimento pessoal e reafirmam que nada valeu a pena e que tudo acabou.
Finalizando: Posso afirmar que nunca houve guerras de gangues no setor dos nordestinos!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Jovem é picada por cobra em Garopaba


Marilea Bello do Nascimento, 18 anos, foi picada por uma cobra no final da manhã desta quarta-feira, em Garopaba. Ela foi socorrida ao hospital de Imbituba e depois transferida para o Hospital Universitário, em Florianópolis, pelo helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros. 

Conforme o registro do atendimento, Marilea foi picada por uma cobra coral no dorso do pé direito por volta das 11h30min quando estava na casa da sogra. Por volta das 14h30min, ela foi transferida para o Hospital Universitário, onde permanecia em observação até as 17h desta quarta.

adolescente matou menino de 13 anos

Um menino de 13 anos foi encontrado morto por volta das 10h; na sexta-feira. próximo ao Rio Cubatão, na Guarda do Cubatão, em Palhoça. De acordo com a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da cidade, Leandro Berns foi morto a facadas por um outro adolescente, de 17 anos, com histórico de problemas psiquiátricos.

Segundo o investigador Rangel Truppel, da DIC, os dois jovens teriam saído para beber próximo ao rio na noite de quarta-feira, e o rapaz de 17 anos assassinou o colega com ao menos oito facadas na região do tórax e pescoço:

— O rapaz confessou para um tio ontem mesmo o que tinha feito, e encontramos as roupas dele com muito sangue, além das garrafas de bebida — disse. 

Truppel destaca que todos os elementos mostram que Leandro foi morto já na noite de ontem, antes mesmo da mãe ter registrado um boletim de ocorrência informando do desaparecimento do filho. 

O suspeito está detido na Delegacia de Palhoça aguardando internação. Um boletim de ocorrência já havia sido registrado contra ele por ameaça a funcionárias do Centro de Atenção Psicossocial onde ele fazia tratamento.

Na página da internet da escola no facebook foi postada uma mensagem de luto: 

A Escola Básica Professora Antonieta Silveira de Souza hoje amanheceu triste. A notícia do desaparecimento do aluno Leandro Berns nos deixou sem chão. Agora, a triste confirmação de seu falecimento. Perdemos uma criança, um anjo, um ser ingênuo que tinha um futuro pela frente. E a você, Leandro, o nosso agradecimento por ter alegrado nossas manhãs com sua simplicidade. Não existe partida para aqueles que permanecerão eternamente em nossos corações. Que Deus acalente sua alma e conforte o coração de seus pais Francisco e Maristela. A E. B. Profª Antonieta Silveira de Souza está em LUTO.

E,PREGADA FOI QUEIMADA POR QUE NÃO FEZ O CAFÉ RAPIDO

Na Arábia, uma mulher ficou coberta de queimaduras após terem jogado água quente nela por não fazer o café rápido o suficiente.

A moça de 23 anos só foi levada ao hospital muitas horas depois, apesar de ter sofrido lesões graves nas costas e nas pernas.

Uma vez no hospital, ela passou o número de telefone de sua prima para os médicos e pediu ajuda. Quando ela voltou para um check-up, seu primo apareceu para levá-la para casa. Ela agora está sob os cuidados da Embaixada das Filipinas.

Indignado, seu primo compartilhou imagens de “Fatma”, que não é seu verdadeiro nome, no Facebook. As mensagens também afirmam que Fatma foi espancada por seu empregador e privada de comida.

O post no Facebook dizia: "Esta é minha prima, que trabalha como empregada doméstica em Riad, Arábia Saudita. A mãe de seu empregador derramou água fervente sobre ela. Ela mora em Riad há apenas dois meses. Ela foi espancada nos primeiros cinco dias de sua chegada pelo seu chefe e, por vezes, foi negado comida. Minha prima só foi levada ao hospital seis horas depois que a água quente foi derramada sobre ela, e ainda foi obrigada a continuar a trabalhar mesmo com suas extensas lesões”.

O departamento do país que cuida da parte de assistência e desenvolvimento social está fornecendo à Fatma assistência médica e alojamento. (Fonte: Daily Mail)

A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, O QUE VOCÊ ACHA?

O assassinato brutal do menino Walison Manoel de Jesus, de seis anos, reacendeu o debate sobre a redução da maioridade penal dos 18 para os 16 anos. O garoto foi morto por asfixia e pode ter sido violentado sexualmente pelo autônomo Wemerson Araújo Silva, 18, em Goianira, na região Metropolitana de Goiânia. Os pais do garoto, que moram na Vila Mutirão, na região Noroeste da capital, passavam o dia das mães na casa da avó materna do garoto.
Em depoimento ao delegado Gilberto da Silva Ferro, do 20º Distrito Policial (DP), que iniciou as investigações, o jovem afirmou que não teria nenhuma razão específica para matar Walison e que já havia cometido outro homicídio aos 17 anos. O crime, porém, foi apagado de sua ficha criminal porque aconteceu antes que ele atingisse a maioridade penal. Casos em que adolescentes e jovens protagonizam crimes brutais já não são novidade.
Em abril, dois deles provocaram comoção: a morte da dentista Cinthya de Sousa, 47, queimada por um menor de idade após um assalto, na região do ABC Paulista, e o assassinato do estudante Victor Hugo Deppman, 19, na capital paulista. Ele foi morto por um adolescente prestes a atingir a maioridade penal (leia mais no quadro). A reação  à morte de Deppman foi forte: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, propôs alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Conflitos

A mudança não diminuiria a maioridade penal, mas aumentaria de três para oito anos o período que um menor pode ficar internado. Além disso, ele deixaria de ser réu primário. De acordo com Al­ckmin, a ideia é que o infrator, ao completar 18 anos, saia da Fundação Casa, instituição que em Goiás corresponderia aos centros de internação, e siga para um regime especial em fundações distintas. Aos 21 anos, ele poderia ser transferido para penitenciárias comuns.

Para Alckmin o ECA “não consegue atender as novas demandas”, por isso punições maiores para crimes hediondos, como homicídios, estupros e latrocínios seriam necessárias. Para se ter uma ideia, o conjunto de normas aprovadas em 1990 e elogiadas internacionalmente como uma das legislações mais modernas do mundo não contemplam questões relevantes atualmente, como a epidemia do crack.

Há quem concorde com Alckmin, como o como o advogado e hoje vereador de São Paulo, Ari Friedenbach (PPS-SP), pai da estudante Liana Friedenbach, morta aos 16 anos por um menor de idade (leia quadro). Militante de mudanças legislativas pela redução da maioridade penal, ele lembra que apenas o endurecimento do ECA não trará as respostas que o cidadão espera contra a violência.

Entretanto, organizações de defesa dos direitos humanos e organismos internacionais de atenção às crianças entendem que a diminuição da idade penal não resolve o problema da violência juvenil. Coorde­nador do Centro de Referência em Direitos Hu­manos da Casa da Juventude (Caju), Eduardo Mota, lembra que o modelo implantado no Brasil atualmente, apesar das falhas, ainda é o melhor.

“Ainda há várias questões para serem resolvidas, como a estrutura dos Centros de Internação de Adolescente (CIA), que funcionam em más condições”, critica, referindo-se aos em espaços cedidos pelos Batalhões da Polícia Militar (BPM). Em Goiânia, são dois centros: no 1ª BPM; CIP, no 7º BPM de Goiânia, além do Centro de Internação para Adolescentes de Anápolis (CIAA),  no 4º BPM da cidade. As unidades de Itumbiara e Porangatu estão em área cedida pela prefeitura municipal.


Celeridade

O prazo entre a apreensão do menor infrator e a decisão do Judiciário sobre qual medida socioeducativa será adotada é de, no máximo, 45 dias. Essa celeridade, que na opinião de Mota ajuda a diminuir a criminalidade entre jovens, pode ser perdida se as crianças e adolescentes passarem a responder pelos crimes como adultos.

Ele lamenta o “terreno fértil” para que propostas como a do tucano Geraldo Alckmin sejam aprovadas. A Câmara dos Deputados já articulou comissão especial que debate o endurecimento do ECA (leia correlata), como a maioria dos brasileiros deseja. Pes­quisa realizada pelo Instituto DataFolha mostra que 93% dos brasileiros são favoráveis à redução da maioridade pe­nal para 16 anos e querem que o adolescente capaz de cometer atos hediondos seja tratado como adulto.

“Temos um sistema carcerário que pode ser comparado com com as masmorras me­dievais”, critica o representante do Centro de Referência em Direi­tos Humanos da Caju, projeto ligado à secretaria de Direitos Humanos da Pre­si­dência da República. Na visão de Mota, os números mostram que as medidas socioeducativas são mais eficientes: en­quanto 70% das pessoas que já passaram pelas prisões no Brasil voltam a cometer cri­mes, apenas 30% dos menores são reincidentes.

Câmara debate endurecimento do ECA
A Câmara dos Deputados criou, no último mês, uma comissão especial para enfrentar um tabu: propor alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O objetivo dos deputados é endurecer as punições aplicadas aos menores infratores. No caso de reincidência e crimes hediondos, como homicídio e estupro, o prazo máximo de internação saltaria dos atuais três anos para oito.

Para acelerar os debates, o presidente da Câmara, Eduar­do Alves (PMDB-RN) limitou as discussões a 13 propostas, encabeçadas pela do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,  que tratam da questão dos menores infratores. Desde 2000 já foram criados 12 projetos de lei para alterar o estatuto, mas nada sai do papel (veja quadro). Enquan­to isso, a situação se agrava. Nos últimos dez anos, o número de jovens infratores aumentou 138%.

Preocupação

O governo federal já manifestou preocupações com o en­durecimento do ECA. O ministro Gilberto Carvalho, da Se­cretaria-Geral da Presidência, se posicionou de forma crítica à proposta enfatizando a opinião contrária do governo a uma redução da maioridade penal. Para ele, as tentativas de mu­dan­ça nessa área são inconstitucionais e “nossos presídios são verdadeiras escolas de criminalidade”, disse, em entrevista ao Estadão.

Professora da Faculdade de Direito da Universidade Fede­ral de Goiás (FD/UFG), Barti­ra Macedo de Miranda Santos, classifica projetos como os debatidos pela comissão especial como “uma falácia” e “uma solução fácil para um problema que não se resolve apenas com a mudança da lei.” Na opinião dela, é preciso investir em políticas efetivas para juventude, com investimentos em educação e em espaços de lazer.

Bartira aponta o aumento da população carcerária como uma das possíveis consequências da redução da maioridade pena. “Não há vagas nem para os atuais presos, o que ocorrerá se essas mudanças forem concretizadas. Aumentar a clientela do sistema carcerário não é a solução”, sentencia.


Penas mais duras para menores infratores
* Câmara dos Deputados cria comissão especial para propor mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e estabelecer maior punição aos adolescentes criminosos.

Confira as possíveis alterações


O que vigora hoje
* Internação de até três anos para menores infratores

* Todos os menores infratores ficam reclusos no mesmo lugar

* A idade máxima para um interno em reclusão é de 21 anos

* O adulto que comete o crime de corrupção de menor é julgado pelo Código Penal e tem pena que varia de 1 a 4 anos de reclusão


O que o projeto propõe
* Internação de até oito anos para menores a partir dos 12 anos que cometerem crimes hediondos, ou seja, reincidentes em infrações

* A partir dos 18 anos, os internos seriam direcionados a um novo internato ou colocados em uma área separada dos mais novos

* A idade máxima para o interno será de 26 anos. A partir dessa idade, será feita uma avaliação para verificar a condição para o reingresso ao convívio social

* Penas mais duras para o adulto que cometer o crime de corrupção de menor

* A internação compulsória no caso de doença mental será por prazo indeterminado e passará por reavaliação de cada seis meses


Histórico
* Desde 1999, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria do ex-senador José Roberto Arruda e que tinha como relator o senador cassado Demóstenes Torres, tramita no Senado. Trata-se da da PEC 20/99, que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos

* Desde 2001, outras quatro PECs para a redução da maioridade penal foram apresentadas na Câmara e no Senado

* Há quem defenda 12 anos como idade-limite e proponha punições mais severas, como o aumento do tempo de permanência nas instituições de três para 10 anos

* Sete propostas para a realização da plebiscito sobre o assunto já foram apresentadas

* Em agosto, a PEC 20/99 entrou novamente em discussão por causa das votações da reforma do código penal. Até agora, porém, nada de alterações: os juristas ainda avaliam se a redução da maioridade penal é ou não uma cláusula pétrea – que não pode ser modificada


Onda de violência
Crimes envolvendo menores de idade aumentam o clamor da opinião pública em torno da urgente redução da maioridade

penal e de punições mais severas para os jovens infratores

Cinthya de Souza, 47, dentista:

Em abril, um grupo de ladrões invadiu o consultório de uma dentista em São Bernardo do Campo (ABC Paulista). Ao verificar que ela tinha apenas 30 reais na conta bancária, resolveram atear fogo na vítima. Um dos suspeitos tem 17 anos. E, segundo a polícia, foi ele quem acendeu o isqueiro que culminou na morte de Cinthya de Souza, 47 anos.

Victor Hugo Deppman, 19, estudante:

No último mês, o estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi assassinado na porta de sua casa com um tiro na cabeça, apesar de não reagir a um assalto, em São Paulo (SP). Ele foi morto por um jovem prestes a completar 18 anos e que, por ser menor de idade quando cometeu o crime, permanecerá no máximo 3 anos na Fundação Casa (antiga Febem).

Liana, 16, e Felipe Caffé, 19, estudantes:

Liana, 16, e o namorado, Felipe Caffé, 19, foram sequestrados e mortos em novembro de 2003 quando se preparavam para acampar em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. O grupo que os sequestrou tinha quatro adultos, liderados por Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, então com 16 anos. Felipe foi executado com um tiro na nuca horas depois do sequestro. Liana foi estuprada pelos integrantes do grupo durante cinco dias até ser morta por Champinha com 16 facadas.

João Hélio, 6, estudante:
Em 2007, O menino João Hélio Fernandes Vieites, 6, estava no carro com a mãe em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, quando quatro homens renderam a mulher para roubar o carro. O menino tentou sair do veículo, mas ficou preso pelo cinto de segurança. Foi arrastado por sete quilômetros e morreu. Ezequiel Toledo da Silva, então com 16 anos, foi detido pouco depois do crime, cumpriu três anos de internação em um abrigo para adolescentes infratores. Depois de solto, ele voltou a praticar crimes.



TRIBUNAL DA CELA: Pai que agrediu criança foi espancado

O pai acusado de ter agredido violentamente o filho de apenas cinco anos de idade no povoado Paciência, no município de Sítio Novo do Maranhão, distante há 1373 km de São Luís, no fim da tarde desta quinta-feira (15) estava preso na delegacia de Imperatriz.



No local ele foi espancado pelos companheiros de cela. Segundo a Polícia Civil, o homem foi encaminhado para o Hospital Municipal de Imperatriz onde permanece internado.
O menino teve o rosto deformado depois de ser covardemente espancando pelo pai e pela mãe, que também foi presa. A mulher foi custodiada na 4º Distrito Policial.



O caso chocou moradores da região. Os motivos de tanta monstruosidade ainda não foram identificados pela polícia.
A denúncia de espancamento foi feita pelo médico que atendeu a criança. O menino deu entrada no Hospital Infantil de Imperatriz com muitos hematomas pelo corpo, principalmente no rosto. O quadro de saúde da criança é estável.

Fonte: TOPC

BANDIDOS USARAM NOME DA MAÇONARIA E APLICARAM GOLPE DE MAIS DE QUADRO MILHÕES

Falsa sede da Maçonaria também usava a internet e programas de televisão para conseguir novos integrantes (Foto: Reprodução)
Mandados de busca e apreensão e de prisão são cumprindo nesta quarta-feira (21) pela Polícia Civil do Paraná para desarticular uma quadrilha que utilizava irregularmente o nome da Maçonaria para aplicar golpes em Curitiba e em Campo Largo, na Região Metropolitana. Os suspeitos, de acordo com a polícia, angariaram cerca de R$ 4 milhões, com a promessa de que os contribuintes teriam retorno financeiro. A quadrilha mantinha a Grande Loja Mista do Rito Memphis-Misraim, um luxuoso templo em forma de castelo, em Campo Largo, como a suposta  sede da Maçonaria. O grupo também utilizava programa televisivo e também uma página na internet para conquistar novos participantes. Já foram identificadas 20 vítimas, mas a polícia acredita que mais pessoas tenham sido enganadas.
Com o nome de Castelo de Areia, a operação é fruto de dois meses de investigação. Segundo o delegado chefe da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba, Marcelo Lemos de Oliveira, o golpe era aplicada há anos. “Eles montaram uma maçonaria, mas era tudo golpe para atrair pessoas e angariar dinheiro com as adesões. As pessoas faziam adesão e começavam a contribuir com determinado valor”, explicou o delegado, que preferiu não dar detalhes sobre a investigação enquanto os mandados são cumpridos.
Falsa sede da Maçonaria ficava em Campo Largo (Foto: Reprodução)
Falsa sede da Maçonaria ficava em Campo Largo
(Foto: Reprodução)
A Maçonaria não convida ninguém para participar da ordem, entretanto, no site utilizado pelos suspeitos, existe um espaço para os interessados preencherem uma ficha. Também há divulgação de um conta bancária para doações.

Segundo a polícia, o grupo criminoso era bem articulado, com a divisão clara de funções. Prova disso, complementou o delegado, é que foram expedidos mandados de prisão preventiva. O homem apontado como o chefe da quadrilha e a esposa dele já foram presos. Ele tem antecedentes criminais por estelionato e por apropriação indébita.

O número exato de lesados só será conhecido após a análise de todo o material que está sendo apreendido por meio dos mandados. A polícia orienta que as pessoas que suspeitam terem sido vítimas, procurem a Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas.

Serviço
Delegacia de Estelionaro e Desvio de Cargas
Telefone: (41) 3261-6600
Enderenço: Rua Professora Antonia Reginato Vianna, 1177, Capão da Imbuia - Curitiba.

ELA INVENTOU OS MODERNOS JUSTICEIROS DO BRASIL

21 de maio de 2014 01:30 AM

É só gritar "pega ladrão"
Mais um caso de espancamento brutal cometido pelos chamados justiceiros veio a público. A vítima era um estudante de direito de Blumenau.
O próprio nome pelo qual ficaram conhecidos, justiceiros, revela o apoio, ora mais aberto, ora mais velado, da imprensa capitalista a essa conduta. Apoio esse que ficou explícito no caso da jornalista Rachel Sheherazade, que elogiou o espancamento e humilhação de um jovem de 15 anos no Rio de Janeiro, porque ele supostamente teria cometido um roubo.
Esse estímulo pode ser percebido também no fato de que há muito pouca repercussão dos casos, bem como pouca condenação. Não se vê o mesmo escândalo que a imprensa capitalista fez no caso do jornalista da Band, de Isabella ou João Hélio. Não houve reconstituição dos crimes, parentes chorando, editoriais especiais das emissoras. E, principalmente, não houve o pedido de condenação severa aos "justiceiros".
Enquanto a imprensa capitalista, com seus Datenas, Marcelos Rezende e Sheherazades clamam por mais repressão, pedindo a condenação de menores, a pena de morte e outras barbaridades para os crimes que ocorrem normalmente, ficam quietos quando o assunto são os linchamentos públicos.
Não há voz que peça punição exemplar para os tais justiceiros, pessoas que deliberadamente espancam, torturam e matam pessoas que elas acham que devem matar, sem que tenham nenhum poder legal para isso. Se as execuções promovidas pela polícia devem ser denunciadas e combatidas, que dirá os espancamentos alimentados por meia dúzia de pessoas que deram a si mesmas o título de defensores da lei e da ordem.
No caso de Blumenau, o estudante foi abordado por homens em um carro, que o acusaram de ter roubado uma casa e começaram a espancá-lo no meio da rua, com tacos de sinuca e porretes. O rapaz só não morreu porque pessoas que testemunharam a barbárie chamaram a polícia. No entanto, ele teve diversos ferimentos e seis dentes quebrados. 
Os tais justiceiros disseram ter batido no rapaz porque uma casa teria sido assaltada e ele era a única pessoa na rua. Quando o jovem tentou explicar que estava na casa de outra pessoa e ofereceu o celular para que isso fosse confirmado, os homens ignoraram suas explicações e chutaram o celular. Quando a polícia chegou, o único que ficou para contar história, pois os demais fugiram, cinicamente disse que viu o estudante pulando o muro de uma casa e que ele teria se machucado ao cair do muro.
A onda fascista impulsionada pela direita brasileira não só não está trazendo segurança à população, como está criando um clima de terror. A partir do critério adotado pelos chamados justiceiros, qualquer pessoa está sujeita a ser linchada. Pouco importa se a pessoa tem culpa ou não. Basta que queiram se vingar dela, que a confundam com alguém, que alum desafeto faça uma denúncia falsa. A imprensa capitalista e a direita brasileira estão legalizando a formação e atuação de verdadeiras milícias proto-fascistas, que podem sair por aí impondo a sua própria vontade, espancar, torturar e matar, bastando para isso gritar "pega ladrão!".