segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

POPULAÇÃO DE GOIAS DECEPCIONADA COM MARCONI!


População de Goiás quer mudança

l O empresário e ex-prefeito de Senador Canedo diz que, como observador no campo oposicionista da política de Goiás, vê a população de Goiás decepcionada

DIÁRIO DA MANHÃ
HÉLMITON PRATEADO
Ex-prefeito de Senador Canedo e candidato ao governo estadual em 2010, o empresário Vanderlan Cardoso (sem partido) está decidido: vai concorrer novamente ao Palácio das Esmeraldas.
De forma incisiva, o empresário deixa claro que, desta vez, pretende concorrer pela oposição, uma nova frente, que poderá reunir o DEM de Ronaldo Caiado, PSC, PDT, PRB e outras legendas. “Estamos mobilizando em favor de uma nova opção, porque a população de Goiás quer mudança.”
Ele revela que o cenário político do Estado mostra que, em 2014, além da possível candidatura do governador Marconi Perillo (PSDB) à reeleição(ou outro nome dos tucanos) e da aliança PMDB/PT, a nova frente que está sendo construída, “seguramente”, terá candidato a governador.
O ex-prefeito diz que o escândalo Cachoeira, quando auxiliares do governo estadual tiveram seus nomes envolvidos, desgasta a imagem da administração tucana.
“E o tempo é curto para se recuperar a imagem até as eleições de 2014”.
Após deixar o PR e o PMDB, Vanderlan Cardoso deve definir, no primeiro semestre de 2013, sua nova opção partidária. “Tenho afinidade com o PSC, mas estamos conversando com outras legendas. Vamos tomar uma decisão madura, acertada e prosseguir com a mobilização política pelo Estado inteiro.”
Ao projeto de um novo eixo para a política do Estado, Vanderlan Cardoso diz que o governo do PSDB não vem cumprindo os compromissos firmados na campanha eleitoral de Goiás. “É só observar o que se faz na saúde, na segurança pública, no tratamento que se dá aos servidores públicos, para se constatar a grande frustração da comunidade.”
O empresário faz críticas diretas ao modelo adotado na saúde, através de contratos com as Organizações Sociais (OS’s), reclama das rodovias não recuperadas e aponta que a política de segurança pública não reduz a criminalidade no Estado. “Não se veem ações que melhorem esses setores vitais da administração pública.”
O ex-prefeito aponta outro equívoco no foco administrativo do governo tucano. “O Estado prioriza o financiamento com capital nacional. Isso é um erro, porque, lá na frente, a sociedade goiana vai pagar caro. O correto é se construir obras com 70% de recursos financeiros do Tesouro estadual e 30% dos financiamentos externos.”
Qual é a principal bandeira da “nova frente” da política de Goiás?, quis saber o repórter. “Uma gestão planejada, bem definida, criativa. Nenhuma administração, pública ou privada, próspera tem gestão de qualidade.”
Vanderlan reconhece que a experiência que acumula na iniciativa privada e na atividade pública, tendo administrado a Prefeitura de Senador Canedo, serve de subsídio para uma futura gestão no governo de Goiás. “Na vida pública é preciso saber aplicar bem os recursos do povo, ter coerência e agir com criatividade e planejamento.” 
Diário da Manhã – Qual a avaliação que o senhor faz da administração do Estado de Goiás hoje?
Vanderlan Cardoso – Se alguém olhar o Estado por alguns ângulos, vai notar que muitas áreas continuam patinando. Um dos gargalos, e que vem piorando com a chegada das chuvas, é a questão da energia elétrica. Isso é fruto de más administrações, da forma que foi gerido ao longo dos últimos anos. Eu, como empresário industrial, estou sentindo na pele hoje a questão energética. Se for olhar a questão da segurança pública, aumentou muito o índice de violência, não só na região metropolitana da Capital, mas em todo o Estado de Goiás. Na área da saúde, o que foi prometido durante a campanha eleitoral de 2010 até agora não vimos ações efetivas, a não ser a transferência da gestão para as organizações sociais. Até agora não apareceu o resultado que foi propagado. Temos o caso dos servidores públicos, onde o que foi prometido nada foi cumprido. O que está ocorrendo, ao contrário, é aumento de contribuições e alguns direitos que foram retirados dos próprios servidores estaduais.
DM – Como o senhor vê o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 13,25% para ativos, inativos e pensionistas?
– Foi um péssimo presente de Natal do governo para os servidores públicos. Não quero questionar a necessidade de se promover esse aumento. Era preciso agir de forma mais clara os estudos para se repassar aos servidores. Até mesmo para a opinião pública avaliar a necessidade da decisão desse aumento da contribuição previdenciária dos servidores. O que se vê é o governo conceder um benefício de um lado e depois retirar o mesmo benefício de outro lado.
DM – Politicamente, esses gestos podem ter um efeito devastador para o governo?
– As últimas decisões tomadas têm proporcionado muitos desgastes para o governo do Estado. Veja, por exemplo, o 14º e 15º salários para os deputados estaduais, pois a sociedade nem contava mais com isso, já era página virada. Voltou com força total. E o governo teve que recuar. Além de outros aumentos que ocorreram, a sociedade não aceita mais. São tantos privilégios que são concedidos e o trabalhador não está vendo chegar para ele.
DM – O senhor acha que o ambiente político hoje no Estado é benéfico para o papel que a oposição vai desempenhar em 2014, em busca do afastamento do PSDB do poder através das eleições?
– As ações que o governo de Goiás está tomando são impopulares e vêm em sentido contrário àquilo que foi falado, prometido e propalado na campanha de 2010. Já se percebe uma frustração muito grande por parte da população. O não cumprimento das promessas, por parte do governo, beneficia a oposição, sem dúvida. Embora a oposição de hoje não seja aquela desejada pela população, o que a gente sente é que o maior opositor do governo do PSDB é o próprio PSDB. A administração do PSDB é o opositor do PSDB, com as medidas que estão sendo tomadas e da forma que estão sendo feitas. Medidas impopulares, em certos momentos, precisam ser tomadas pelas administrações, mas dependem da ocasião e das circunstâncias. É preciso ter coerência e não esquecer o que foi prometido nas campanhas eleitorais.
DM – Marquês do Paraná dizia “nada mais conservador do que um liberal no poder”. Ou seja, a pregação da campanha é uma e o exercício do poder é outro completamente diferente. O senhor acha que o governo não está cumprindo o que pregou ao eleitorado goiano?
– É o que a gente está vendo aí. É só pegar o que foi prometido na campanha para o servidor público e agora não está sendo cumprido. Isso pesa bastante. São 160 mil servidores que estão sendo prejudicados. Veja, por exemplo, a questão das estradas: o governo propaga que está recuperando todas as rodovias. Não estamos vendo isso. Se vê algumas rodovias que estão sendo recuperadas e outras intransitáveis. As nossas rodovias estão realmente em estado calamitoso. Já passaram dois anos e o governo não consegue resolver os gargalos da saúde.
DM – A Justiça proibiu o Estado de realizar novos contratos com as organizações sociais, as OS. Isso é um sinal de que estavam faltando transparência e eficiência na gestão dessas unidades de saúde?
– O que tem contribuído muito são os escândalos com as organizações sociais por este Brasil afora. Veja o último que envolveu cinco Estados nas organizações sociais em área da saúde. Não está havendo a transparência como foi propalada. Esses escândalos têm despertado a opinião pública nacional. Não sou daqueles que só criticam, só atiram pedras. Será que se se aplicasse esses recursos que estão indo para as OS’s nas gestões próprias das unidades de saúde pública, nos profissionais que atuam na área, não se obteriam melhores resultados? Eu visitei o Hugo antes, durante e depois da campanha e percebi que a situação dessas unidades estava melhorando muito. É só dar melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde, melhores salários aos servidores da área, os bons resultados aparecem. Será que se passasse para as unidades um pouco desses recursos que estão sendo transferidos para as OS’s não teríamos uma saúde pública melhor?
DM – O senhor pretende disputar, novamente, o governo de Goiás?
– Sim. Estou trabalhando para isso. Amadurecemos muito, depois de participar de um pleito difícil em 2010. Aprendemos muito. Temos agora um tempo maior para fazermos planejamento, visitas ao interior do Estado, oportunidade que não tivemos em 2010. Estamos animados com o projeto de 2010. Dos candidatos que têm se apresentado aí, talvez eu e o Ronaldo Caiado é que temos posições claras, anunciamos nossas intenções de disputar e não ficamos dependendo desse ou daquele partido. Não ficamos dependentes de posições de outros partidos, ou seja, se seremos candidatos só se o PMDB e o PT vierem juntos, se o outro vier junto, se o PSDB vier junto, não. Estamos decididos a disputar a sucessão goiana de 2014 e vamos buscar o maior número possível de partidos para estar conosco.
DM – No cenário político, existe o PSDB de um lado e o PMDB e o PT de outro, provavelmente com candidaturas próprias ao Palácio das Esmeraldas. O senhor está tentando construir o chamado “novo eixo”, uma terceira via em Goiás?
– Não sei como se chama... O que tenho dito é que estamos tentando construir um projeto para Goiás. Como ele será chamado, se terceira via, segunda via, novo eixo, nova opção, não sei... O que queremos é ser uma nova opção mesmo para Goiás. Ficou claro na campanha de 2010 e agora com o lançamento de Simeyzon Silveira à Prefeitura de Goiânia aos 48 minutos do segundo tempo que o povo quer mudanças. É só percorrer o Estado e perceber que isso está claro.
DM – Essa frente que o senhor lança, juntamente com o deputado federal Ronaldo Caiado, do DEM, está consolidada?
– Trabalha em favor dessa nova opção não somente eu e o Ronaldo Caiado, mas, também, o PRP do ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga, do ex-governador Alcides Rodrigues, pessoa que estamos conversando, do PDT da deputada federal Flávia Morais, do PRB e outros partidos.
DM – O senhor e o deputado Ronaldo Caiado, especificamente, são os postos avançados dessa nova frente política do Estado?
– Todos são importantes nesta frente política...
DM – O desenho político hoje é o de que o Democratas se afasta da base liderada pelo PSDB?
– Como o PSDB, ocupando o poder no Estado, é natural que os tucanos tenham candidato à sucessão em 2014, com o governador Marconi Perillo ou outro nome. Como o deputado Ronaldo Caiado tem a pretensão de caminhar conosco, mais à frente é que esse cenário vai se definir melhor, ou seja, se o DEM vai sair da base governista. O DEM tem o vice-governador e, portanto, nesses próximos meses muita coisa vai se definir no quadro político do Estado. Ronaldo Caiado, nas conversas que tem tido conosco, tem sido muito firme em relação a 2014, colocando seu nome para a disputa tanto a governador quanto a senador.
DM – O diferencial da campanha de Marconi Perillo em 2010 foi a presença do Democratas. Sem o DEM, dificilmente o tucano teria emplacado uma candidatura competitiva. Hoje é possível prever que o Democratas terá caminho diferenciado do PSDB?
– O deputado Ronaldo Caiado, em suas entrevistas, tem deixado bem claro isso. Um partido para crescer tem que se submeter a desafios, disputar eleições para os cargos majoritários. O Ronaldo está também pensando no crescimento do partido. Ele tem dito que, depois de exercer sete mandatos como deputado federal, quer alçar novos voos.
DM – O senhor pretende procurar o PSB de Júnior Friboi?
– Tenho conversado com o empresário Júnior Friboi. Tive uma longa reunião com ele. Vejo o Júnior Friboi também realizando um trabalho em favor do crescimento do PSB, ele tem andado pelo Estado afora. Friboi tem um vínculo muito estreito com o PT, com o próprio PMDB. A gente observa uma aproximação maior de deputados federais e estaduais e prefeitos com Júnior Friboi. Eu, particularmente, e disse isso a ele, que, sendo candidato a governador pelo PSB, dificilmente teria o apoio do PT e do PMDB. O mesmo pode se dizer em relação a mim, pois acho difícil o PT e o PMDB apoiarem uma possível candidatura minha por um dos partidos que tenho cogitado.
DM – O senhor teve uma passagem de um ano pelo PMDB de Iris Rezende.
Os ressentimentos ainda persistem?
– Não tenho ressentimentos. Acho que, para mim, foi uma experiência, aprendi muito, tive um espaço, percorri o Estado todo. Visitei mais de 150 municípios, conhecendo as lideranças políticas, fiz muitos amigos. Não guardo ressentimentos. Na política, em vim para fazer amigos. Quem sabe a gente vai estar junto com o PMDB e o PT em futuro próximo, quem sabe no segundo turno das eleições de 2014.
DM – Desde que saiu do PMDB, o senhor está sem partido. Qual vai ser a nova opção partidária?
– Estamos avaliando os convites de vários partidos, entre eles o PSC, PDT, PRB e o DEM, além de outras legendas que estamos mantendo em sigilo.
DM – O senhor foi candidato a governador com apoio da máquina administrativa, com respaldo do então governador Alcides Rodrigues. Agora, a caminhada de 2014, na planície, é mais difícil, mais solitária, já que está na oposição. Esse novo desafio não o intimida?
– Eu tenho uma particularidade e não sei se é virtude ou não, sei que quanto maior for o desafio, melhor, fico mais entusiasmado. Se fosse pensar em dificuldades, não teria saído candidato em 2010. Tínhamos dois gigantes da política de Goiás, Iris Rezende e Marconi Perillo e, num determinado momento da campanha, quando a nossa candidatura ia muito bem, o ex-presidente Lula entrou na campanha do PMDB, com presença ostensiva no horário eleitoral e nas pílulas de televisão. Enfrentamos não dois, mas três gigantes. Hora nenhuma esse ambiente político me desanimava, ao contrário, me entusiasmava ainda mais. Quanto maior é o desafio da vida, maior é a minha motivação.
DM – Qual será a sua bandeira política para 2014?
– Sempre bato da tecla de se ter gestão de qualidade, eficiente. Com boa gestão, você resolve todos os problemas. Se resolve todos os problemas da segurança pública, da educação, da saúde. Com gestão, se consegue aplicar melhor os recursos, não desperdiçar, levar a administração a quem realmente precisa. Só se resolve os problemas de um país, de um Estado ou de um município com gestão. Não há outra saída. Até para se ter apoio político é preciso ter uma boa gestão. Repito: para se ter sucesso numa administração, é preciso ter uma boa gestão, com planejamento.
DM – O senhor então traz a experiência de ter administrado a cidade de Senador Canedo...
– Tive essa oportunidade e facilitou para mim o conhecimento que a gente trouxe da iniciativa privada. Você tem que planejar, porque não pode dar errado. E se der errado, você paga um preço muito alto. Então, levamos essa experiência para o setor público. Se na atividade privada você tem que ter um bom planejamento para executar os projetos, no poder público você tem que ser bem melhor, pois há burocracia, entraves, falta de recursos. Por isso, é preciso planejamento na gestão para se alcançar os objetivos.
DM – Então, essas são as ideias que vai defender na campanha de 2014?
– A população goiana já tomou conhecimento do nosso perfil político, pois, mesmo sendo hoje oposição ao governo do Estado, não somos de sair por aí atirando, ou seja, torcendo para quanto pior, melhor. Eu tenho dito que qualquer problema que está sendo implantado hoje e que nós discordamos, no caso, a participação das OS’s na saúde, a política de segurança pública, os problemas energéticos, tratarei todos os temas com muita franqueza, cobrando do governo novos rumos. Se amanhã essas questões vierem a funcionar de acordo com os interesses da comunidade, serei o primeiro a estar aplaudindo. Acho o tempo curto para o governo estadual recuperar e honrar todos os compromissos que assumiu com a população na campanha passada. Outro ponto que quero deixar bem claro: uma administração, seja federal, estadual ou municipal, que vier a fazer investimentos somente com recursos financiados, uma hora estoura. E é o que está acontecendo no Estado. Vi uma entrevista do secretário da Fazenda em que dizia que este ano o Estado vai ter déficit financeiro. Mas os investimentos que estão sendo programados pelo governo estadual serão sustentados por financiamentos, dinheiro de fora. Eu defendo que o Estado faça parte de seus investimentos com recursos próprios.
DM – Com certeza outras gestões é que irão arcar com os financiamentos que estão sendo feitos pelo atual governo...
– Não serão as outras administrações que irão arcar todas as dívidas, mas o povo goiano. O que não concordo é que se faça obras apenas com financiamentos de fora. O dia em que se conseguir o equilíbrio de investimentos externos com arrecadação própria, algo como 70% de obras com recursos do Tesouro estadual e 30% de investimentos de fora, aí poderemos dizer que temos um Estado gigante, que cresce e faz o dever de casa.
DM – O senhor acha que o governo de Goiás vai conseguir desvencilhar sua imagem do escândalo Carlinhos Cachoeira?
– Acho difícil, porque houve envolvimento de muitos auxiliares e funcionários do governo do Estado, inclusive secretários, gente do primeiro escalão. Então, teve esse envolvimento e, por isso, acho difícil o governo desvincular sua imagem do escândalo que houve aí. E, além do mais, o prazo é muito pequeno em relação às eleições de 2014. E para Goiás, isso tem sido muito ruim, pois tem prejudicado os investimentos de empresários de outros lugares.
DM – Não há como o governo negar que havia ingerência de Carlos Cachoeira na administração?
– Isso é o que ficou patente. Houve o caso do Detran, de gente influente do governo com o escândalo Carlos Cachoeira.
FONTE DIARIO DA MANHÃ

FIQUE DE OLHOS ABERTOS NOS EDITAIS DA PREFEITURA DE CALDAS NOVAS



Objetivo do Edital
Data Realização
Horário
001/2013 - AQUISIÇÃO DE MATERIAL DE LIMPEZA, DESTINADOS A REDE PUBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS-GO, de acordo com as descrições e especificações no TERMO DE REFERÊNCIA – (ANEXO I).22/01/201309:00
002/2013 - AQUISIÇÃO DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS PERECÍVEIS E NÃO PERECÍVEIS DESTINADOS A MERENDA ESCOLAR DO ENSINO FUNDAMENTAL, PROGRAMA EJA, PROGRAMA PNAC E PNAP DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS-GO.22/01/201314:00
003/2013 - AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS, MATERIAL MÉDICO HOSPITALAR E MATERIAL DE LABORATÓRIO, DESTINADOS A MANUTENÇÃO DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS – GOIÁS.24/01/201309:00
CP0012013 - AQUISIÇÃO DE GENÊROS ALIMENTICIOS ESCOLAR CONFORME LEI 11.947/2009
28/01/201309:30
004/2013 - AQUISIÇÃO DE CULTIVADOR MOTORIZADO COM ROÇADEIRA CENTRAL, ROÇADEIRA LATERAL E MOTOSSERRA, PARA ATENDER AS NECESSIDADES DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS - GO, conforme descrição no anexo do edital, em atendimento a solicitação da Secretaria Municipal de Ação Urbana, de acordo com as descrições e especificações no TERMO DE REFERÊNCIA – (ANEXO I).28/01/201314:00
005/2013 - AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS, MATERIAL MÉDICO HOSPITALAR, DESTINADOS AO SAMU E AO UPA, EM ATENDIMENTO A SOLICITAÇÃO DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS – GOIÁS.29/01/201309:00
006/2013 - AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS DIVERSOS, ATENDENDO AS SOLICITAÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO, CONSELHO TUTELAR DOS DIREITOS DA CRIANÇA E ADOLESCENTE E ASSISTÊNCIA SOCIAL do município de Caldas Novas/GO, conforme descrições e especificações no TERMO DE REFERÊNCIA – (ANEXO I).30/01/201309:00
007/2013 - AQUISIÇÃO DE MATERIAL DE ODONTOLOGIA, DESTINADOS AO PROGRAMA DE SAÚDE BUCAL, EM ATENDIMENTO A SOLICITAÇÃO DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS – GOIÁS, conforme descrições e especificações no TERMO DE REFERÊNCIA – (ANEXO I).30/01/201314:00
008/2013 - AQUISIÇÃO DE MATERIAL PARA SINALIZAÇÃO DE VIAS URBANAS DO MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS – GOIÁS, EQUIPAMENTO DE COMUNICAÇÃO E SINALIZAÇÃO VISUAL PARA MOTO E VEÍCULO, em atendimento a solicitação da Superintendência Municipal de Trânsito, de acordo com as descrições e especificações no TERMO DE REFERÊNCIA – (ANEXO I).04/02/201309:00

domingo, 20 de janeiro de 2013

O MARANHÃO PRECISA SE LIBERTAR!


Por Abdelaziz Aboud Santos
O ano de 2013 chega trazendo esperanças e desconfianças ao mesmo tempo. O 13 é um número da cabala. Em alguns lugares não é nem pronunciado: prefere-se dizer ano 12 mais um. Para outros é um número mágico. Carrega a força dos sonhos impossíveis.
Em fins de 2012 o polêmico historiador Villa, em texto provocativo,
intitulado “Maranhão, O Estado do Medo”, colocou lenha na fogueira,
antecipando quão enigmáticos serão o ano em curso e demais, ao afirmar que o Maranhão não faz parte do Brasil, razão que encontra para justificar o poder descomunal de suas oligarquias tradicionais, lideradas pelo senador José Sarney, sua família e grupos de interesse nacionais e locais, responsáveis pela façanha de recriação, em pleno século XXI, do sistema de capitanias hereditárias, iniciadas no período colonial, precisamente no reinado de D. João III, em 1534.
Pelo que se pode deduzir do texto do professor da Universidade Federal de São Carlos, cujas ideias centrais são também compartilhadas por outros analistas conterrâneos, teria sido inculcado no imaginário maranhense um sentimento de aceitação resignada do processo de aprofundamento do domínio político oligárquico, que acabou conduzindo a mentalidade inclusiva a um estágio de servidão voluntária, fenômeno que teria levado o Brasil a esquecer do Maranhão, reforçado pelo posicionamento das elites locais, que,
mesmo aquelas que não obtêm vantagens diretas, permanecem em uma espécie de eterno e respeitoso silêncio frente à dura e desafiadora realidade estadual, na qual se destaca a exasperante questão política. Como nos regimes fechados e plutocráticos, os que têm juízo são os primeiros a obedecer; no torrão timbira essa regra se amplia, virando medo cego das flechas voadoras que poderão levar ao desamparo, real ou figurado, dos insurgentes.
Inspirado na magia do 13 e nas circunstâncias referidas, vinculo-me à
tese de que o medo atávico que permeia a formação social maranhense tem na manipulação das consciências o seu principal fator de reforço e propagação.  Medo e falsidade andando juntos significam uma carga genética de alto poder destrutivo, sobretudo pelos impactos negativos nos ainda precários vínculos de
sociabilidade humana entre maranhenses, impeditivos do seu desenvolvimento político e civilizacional.
Teço essas considerações como pano de fundo para homenagear a
memória de Jackson Lago, neste início de ano, que será o quarto após o golpe que levou à sua cassação; ano este que se apresenta fortemente emblemático, sobretudo pela inexorabilidade da passagem da ampulheta do tempo, que coloca nos ombros das gerações atuais principalmente, sejam maduras e juvenis, a responsabilidade histórica de (re) inventar o Maranhão.
Impossível deixar de perceber que o período das capitanias hereditárias ensaia os primeiros passos rumo ao ocaso e, em paralelo, que é possível vislumbrar novos túneis do tempo se abrindo e em processo de gestação no território, que se espera sejam capazes de colocar o Maranhão em definitivo no século XXI.
Por mais que adversários poderosos afirmem o contrário, Jackson foi
um maranhense que colocou a sua vida de líder político a serviço de várias gerações, inclusive das muitas que hoje se apresentam como portadoras das mudanças, resistindo ao medo e à falsidade. Tirar o Maranhão do extravio significa passar a limpo as falsidades que turvam a memória maranhense.
Acredito que se combate o medo com o primado da verdade. O
compromisso com a desmistificação da realidade maranhense é um dever cívico que ultrapassa interesses partidários e de grupos. A condição de líder e símbolo da resistência política no Maranhão faz de Jackson Lago uma biografia indispensável para a construção do novo momento histórico. No momento em que um outro cenário político e cultural tende a se materializar, mesmo que não se materialize em curto prazo, seja para o bem ou para o mal, assoma, como dever histórico, a necessidade de que se clarifiquem as várias circunstâncias que levaram à queda do governo Jackson, que tinha como missão, entre outros desideratos, reduzir a longevidade do próprio poder oligárquico local.
O imperativo do respeito à verdade exige que se revele às atuais e
novas gerações a sórdida manipulação de consciências adotada pelo poder dominante, responsável pela cassação do seu mandato como chefe do poder executivo, fundamental para a reconciliação da biografia do líder político com os seus concidadãos-eleitores, os quais, por toda vida, viram em Jackson um exemplo a ser seguido no campo ético e político.
O infortúnio de Jackson foi não dispor de armas e munições capazes
de derrotar os seus ferozes e perigosos inimigos. O dilema de Jackson foi não contar com quadros que, mesmo em desvantagens flagrantes, não foram suficientemente engenhosos e inteligentes a ponto de promover dúvidas e incertezas entre as hostes inimigas e adversárias. O drama de Jackson foi não ter tido condições de vencer o medo e a mentira que estavam impregnados na mentalidade de ampla maioria dos maranhenses, que se calaram diante da infâmia e da ignomínia.
Além de ter enfrentado a força e a fúria das oligarquias e seus
grupos de interesse, daqui e alhures, Jackson e seus imperativos éticos bateram de frente com grupos econômicos poderosos, com interesses claros e adredemente definidos para o contexto local. A transferência dos recursos públicos do Bradesco para o Banco do Brasil, no início da gestão, é um bom exemplo. Tratava-se do maior conglomerado financeiro privado da América Latina, um dos acionistas da Vale, que aqui operava em flagrante descumprimento da Constituição do País, que exige a gestão dos recursos públicos em bancos públicos. A Diretoria do Bradesco para cá se deslocou e o
Governador foi obrigado a expor os seus argumentos, subsidiado por pesquisa em que a quase totalidade dos servidores indicava a necessidade de que tal transferência acontecesse. Recordo-me de reunião reservada da então Ministra-Chefe da Casa Civil, que, em nome do Presidente da República, pediu ao Governador Jackson que repensasse a decisão da transferência dos recursos do Bradesco para o Banco do Brasil, levando-o a proferir a frase lapidar: “Ministra, eu fui eleito para defender os interesses da população do Maranhão!”.
Não há dúvida que a severidade de tratamento dado ao Maranhão
pelo Governo Federal inicia-se ali. O Projeto Rio Anil (PAC Rio Anil) ilustra bem. Enquanto a contrapartida dos recursos do PAC era de até 20% para os Estados mais pobres, o Maranhão teve que suportar uma contrapartida de 50%, metade-metade, para realizar o Projeto. E mais: toda a obra realizada até a cassação foi quase integralmente garantida com recursos do tesouro estadual, uma vez que a parte do Governo Federal era transferida a passos lentíssimos. É fácil deduzir o papel e a influência do Governo Federal nos desdobramentos políticos posteriores.
O ano que se inicia vai exigir atenção redobrada e sobretudo atitudes
firmes e corajosas. Precisa-se renunciar ao estatuto da servidão voluntária.  Necessita-se abominar a praga de Vieira, que, em seu famoso Sermão da Quinta Dominga da Quaresma, em 1654, afirmava que no Maranhão não há verdade e por isso até o sol e os céus mentem.
Não creio que o Brasil tenha esquecido do Maranhão e que, por isso
mesmo, a sua libertação esteja condicionada a esse reconhecimento. Na verdade, a única forma de se incorporar o Maranhão ao Brasil começa aqui e dependerá daqui.
A construção de novos vínculos telúricos e antropológicos, necessários
à contrassignificação do sentimento de pertencimento do nosso povo à sua cultura, é o caminho mais eficaz para a reinvenção maranhense, esperada, desejada e sonhada por todos.

Não é demais lembrar que no Maranhão a República permanece como
uma dualidade que não termina: nunca se implanta e o domínio dos coronéis e oligarcas sempre permanece vivo. No período vitorinista, o Maranhão era conhecido no Brasil como a Universidade da Fraude. A herança é muito pesada. Muito mais para o mal do que para o bem. Muita sorte com o 13 ou inspiração com o 12 mais um.

ESSA É NOVA: BANDIDO ARREPENDIDO: PEDE PARA VOLTA PARA A PRISÃO


Um caso inusitado aconteceu em Pilar do Sul na noite desta sexta-feira (18). Um homem foragido da Penitenciária de Bragança Paulista-SP se arrependeu, ligou para a Polícia Militar e se entregou.

Tudo aconteceu por volta das 18h, quando o soldado Garcia, que estava no CAD (Central de Atendimento e Despacho da PM), recebeu uma ligação (no telefone de emergência 190) e um individuo informava que era foragido da cadeia e que queria se entregar.

Ele informou o seu nome e o local em que estava e o cabo Paulo Sérgio e o soldado Almeida foram até o a Rua Capitão Marques, no Beira Rio, e constataram que de fato o homem falava a verdade.

Luiz Fernando Teixeira, 27 anos havia deixado a penitenciária, onde cumpria pena por tráfico de drogas, em dezembro, beneficiado pela saída temporária, para passar o natal e ano novo com a família, e deveria ter retornado no dia 2 de janeiro, mas não retornou e desde então era considerado foragido da justiça.

Conduzido a delegacia, o homem falou que estava arrependido e que queria retornar para a penitenciária para cumprir o restante da sua pena. Foi feita a sua vontade. Luiz Fernando havia sido preso em 24 de janeiro de 2011 no Jardim Nova Pilar com seis pedras de crack e R$ 40.

POLICIAIS EXECUTAM DOIS INOCENTES

Um policial chama o Copom, a Central de Atendimento da PM de São Paulo, e diz que bandidos estão em fuga. De repente, ouve-se um estampido. Parece real. Mas, segundo as investigações, foi uma farsa montada por cinco PMs para encobrir um crime, a execução de dois jovens inocentes: o tecelão César Dias de Oliveira e o ajudante de mercado Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos.
Esta semana, o Fantástico teve acesso à investigação completa do caso, que inclui o depoimento de duas testemunhas fundamentais.
Repórter: Quem atirou nessa história?
Testemunha: Polícia.
Por causa de tudo o que sabem, agora elas fazem parte do Programa de Proteção a Testemunhas. “O que eu tenho que acrescentar é que eu temo pela minha vida”, diz uma delas.
Com base nos depoimentos e nas investigações do departamento de homicídios da polícia civil, o Fantástico reconta como foi, de verdade, a ação da polícia.
No começo da madrugada de domingo, 1º de julho de 2012, no bairro Rio Pequeno, Zona Oeste da Capital Paulista, um dependente de drogas foi abordado na rua por PMs. Por ter antecedentes criminais, andava com alvará de liberdade provisória no bolso. Tinha acabado decomprar cinco pedras de crack em um ponto de drogas.
“Pediram para eu retornar com eles ao local. Falaram que iriam me prejudicar”, diz a testemunha.
Ele diz que foi levado até um batalhão, em Osasco. No quartel, três policiais mandaram que ele indicasse onde era o ponto de drogas. E então foram todos para lá, em um carro vermelho. Os PMs estavam à paisana.
“Parecia ser um carro particular. Tinha roupas dentro”, diz a testemunha.
Segundo a testemunha, ao chegar ao local e encontrar os traficantes, os três PMs atiraram: “Tinha um cara em pé, com uma pistola na mão. Os policiais sacaram as armas e começaram a atirar. E esses caras correram todos”.
A testemunha diz que, na sequência,  os policiais entraram no carro vermelho e o levaram junto. Perto do ponto de drogas, avistaram uma moto, com dois rapazes de capacete. Eram César e Ricardo, que não tinham nada a ver com a história.
Os PMs pediram reforço. “Chamaram a outra viatura, que era a viatura que tinha me abordado, mandando seguir a moto”, revela a testemunha.
Os amigos César e Ricardo moravam a 30 quilômetros de distância dali, em Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo.
Segundo a família, César estava no bairro Rio Pequeno porque tinha ido à casa de um primo, terminar uma tatuagem.
“Meu filho era digno, decente. Ele jamais faria uma coisa errada”, garante Daniel de Oliveira, pai de César. 

César, um fanático por histórias em quadrinhos e desenhos animados japoneses, dirigia a moto, comprada recentemente. Ricardo estava na garupa.
De acordo com as testemunhas, os policiais militares cruzaram com os rapazes a cerca de um quilômetro do ponto de venda de drogas, ainda em São Paulo.
Segundo as investigações, às 2h40, os PMs atiraram nos dois rapazes que desciam a rua de moto. A testemunha conta que os três policiais que estavam no carro vermelho, voltando do ponto de drogas e vestidos à paisana, chegaram em seguida.

“Eles tiraram aquela roupa que eles estavam e colocaram as fardas”, diz a testemunha .
Os tiros foram até de metralhadora, sem nenhuma abordagem anterior e sem nenhuma reação dos jovens, dizem as testemunhas.
“Pegaram o que estava dirigindo e ele ficou gritando: ‘socorro, várias vezes. Não me mata, não me mata’”, diz uma testemunha.
Os PMs acusados da execução são os soldados Cringer Prota, Denis Martinez e Raphael de Arruda; o sargento Marcelo Oliveira; e o aspirante a oficial Rafael Salviano, que chefiava a equipe.
“Essa operação foi feita fora da área de atuação deles. Ingressaram numa operação sem nenhuma informação. Não havia a menor suspeita de que aquelas pessoas poderiam ser os traficantes que eles trocaram tiros anteriormente”, diz o promotor de Justiça José Carlos Cosenzo.
Na época, os policiais alegaram que foi resistência seguida de morte. Os rapazes teriam atirado primeiro.
O eletricista Daniel, pai de César, nunca acreditou nessa versão. “Ele nunca teve arma, nem de brinquedo. Ele não gostava de violência”, garante.
Durante 27 dias, o pai de César esteve na região em que o filho dele e o amigo foram mortos. Inconformado com a versão da polícia, ele fez o papel de investigador: levantou provas e conseguiu convencer uma testemunha a prestar um depoimento: a mulher que disse ter visto César implorando para não ser morto.
Ela fez outra denúncia grave. A principal testemunha do caso conta que viu os policiais fazendo uma encenação. Pelo rádio, diziam à central da PM que estavam no meio de um tiroteio. Mas, segundo a testemunha, tudo era mentira. Os rapazes já tinham sido baleados e os policiais davam tiros para o alto, na tentativa de enganar o comando da PM.
“Tipo uma manipulação: ‘a gente está perseguindo, a gente está numa ocorrência’. E dando tiro para o alto”, lembra.
As investigações indicam que os PMs ainda deixaram uma arma perto da moto de César, para simular que era dos rapazes. “Em nenhum momento eles estavam com a arma”, diz a testemunha.
Os policiais levaram os dois inocentes, ainda com vida, para um hospital de Osasco. César em uma viatura, Ricardo em outra.
Segundo o Ministério Público, ao analisar os dados do GPS, o monitoramento por satélite, os investigadores descobriram que o carro que estava socorrendo Ricardo parou no caminho.
“Pararam 11 minutos em um local ermo e foi ai que essa pessoa foi fuzilada”, diz o promotor de Justiça.
Ricardo morreu com três tiros, cerca de onze horas depois.  César levou cinco tiros e morreu após dar entrada no hospital.
“Não foi uma operação desastrada, foi uma operação absolutamente criminosa”, afirma o promotor de Justiça.
Este mês, Fernando Grella, o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, anunciou uma medida que teve muito repercussão: agora, em casos como lesão corporal grave e homicídio, inclusive os que envolvem confronto policial, policiais civis e militares do estado não podem mais socorrer as vítimas. Devem chamar o resgate, o Samu ou o serviço local de emergência.
“O risco de a pessoa morrer antes de chegar o socorro existe em qualquer condição. A finalidade dessa resolução é fazer com que a pessoa gravemente ferida tenha um atendimento de qualidade e permitir que o policial também preserve o local”, diz o secretário.
A medida também pode ajudar a inibir futuras ações criminosas, encenações, cometidas por policiais. “Ela acaba evitando também essas ocorrências que, por vezes, infelizmente, nós temos notícia”, destaca o secretária.
O então chefe da equipe acusada de envolvimento na execução de César e Ricardo responde em liberdade. Hoje, Rafael Salviano não é mais aspirante. Passou a tenente, e alega inocência.
“Ele não sabe o que aconteceu. Ele chega no local onde aconteceu essa troca de tiros depois do fato acabado”, afirma Daniel Bialski, advogado de Rafael Salviano.
Os outros quatro policiais estão presos. O advogado deles diz que as testemunhas mostradas na reportagem mentiram e que os PMs mantêm a versão de que os jovens mortos atiraram primeiro.

Para a defesa, não tem lógica a acusação contra os policiais. “Não teriam feito ali. Porque, se a gente admite a tese da execução, então, nós temos que pensar o quanto eles foram incompetentes, burros, na acepção do termo, de executar dois jovens em uma das principais avenidas daquele bairro”, declara Ivon Ribeiro, advogado dos policiais.
O eletricista Daniel, o pai que ajudou a investigar a morte do filho, fez uma tatuagem, em que chama césar de "Meu herói".
“Foram tirados os elementos da rua, que não tinham condições de estar fardados. Nisso aí, eu me sinto aliviado. Mas a dor aqui dentro, pela morte dele, continua a mesma, não alivia”, lamenta.

AÉCIO NEVES E O SEU PATRIMÔNIO!


Assessor de Tancredo se assusta ao folhear relatório sobre o crescimento patrimonial do EX- governador de Minas Gerais e afirma: “Quem diria, aquele jovem vindo do Rio de Janeiro, após a eleição de seu avô ao governo de Minas em 1982, trazendo em sua mochila bermudas e camisetas. Seu primeiro terno foi comprado pronto na Mesbla, com recursos de seu avô”.
Esta realidade assusta não só aos ex-assessores de Tancredo, mas a todos que conhecem a história de Aécio Neves.
Jamais exerceu qualquer atividade empresarial, comercial ou industrial. Desde 1983 exerceu apenas cargo público, ou seja, recebeu salário, primeiro no governo de Minas como assessor de seu avô, depois diretor de loterias na Caixa Econômica Federal e deputado federal por quatro mandatos, até ser governador de Minas.
Em 2006, após seu primeiro mandato de governador, seu patrimônio já gerava desconfiança. Porém, o crescimento após 2006 ultrapassa qualquer explicação. A não ser que o governador tenha ganhado três prêmios acumulados da mega-sena sozinho.
Aécio Neves, então candidato a governador de Minas em 2006, declarou ao TRE/MG um patrimônio total de R$ 831.800,53. Apenas três anos depois de eleito para o segundo mandato, o governador mineiro, apenas em uma aquisição, conseguiu ampliar 50 vezes seu patrimônio imobiliário, adquirindo a participação de todos os herdeiros de seu avô Tancredo no luxuoso apartamento situado em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. O total pago foi de R$ 12 milhões, à vista.
Há um farto folclore sobre a suposta vocação dos mineiros para serem econômicos e demonstrarem conservadorismo na administração do dinheiro. É bastante provável que a fama seja inteiramente injusta, mas a declaração de bens do governador de Minas bem que dá asas à ideia de que, “uai, tem mineiro guardando dinheiro no colchão, sô”.
O economista Aécio Neves, 49 anos, informou à Justiça Eleitoral em 2006 que possuía em espécie R$ 150 mil. Declarou ainda um apartamento na cobiçadíssima Avenida Epitácio Pessoa, no bairro carioca de Ipanema, que apareceu na declaração de bens de Aécio com o preço de R$ 109,55 mil.
Ele não discrimina o número de dormitórios que tem o imóvel, mas uma rápida pesquisa em classificados de jornal mostra que o dinheiro é pouco até mesmo para comprar um “quarto/sala” por ali.
O fato pode ter a ver com um hábito dos políticos. Eles costumam utilizar nas informações prestadas à Justiça Eleitoral os valores dos imóveis constantes das declarações de Imposto de Renda.
Nessas, o contribuinte é impedido de atualizar o valor do bem à luz dos preços de mercado porque o esfomeado Leão quer aumentar ao máximo a possibilidade de morder ganhos de capital elevados, aumentando artificialmente o lucro obtido pela eventual venda do imóvel. Em tese, à Justiça Eleitoral, o candidato deveria informar o valor real do bem.
Além do apartamento de seu avô, outros imóveis foram adquiridos no litoral, principalmente em Angra dos Reis. Em Angra, o preço dos imóveis ultrapassa o valor pago no apartamento de seu avô.
Até mesmo dois imóveis no exterior seriam de propriedade do governador mineiro. A maioria dos imóveis encontra-se registrado em nome de empresas, desta forma, o nome do governador não aparece.
No contrato social também consta como sócia outra pessoa jurídica, uma empresa de “participação”. Entretanto, a maior parte do patrimônio do governador de Minas está em nome de empresas registradas em paraísos fiscais e em fundos internacionais, como ficou provado na investigação realizada pela Polícia Federal nos fundos administrados pelo Banco Opportunity, de Daniel Dantas.
Nestas investigações, diversas remessas realizadas desde 2003 por doleiros da Construtora Andrade Gutierrez e Camargo Correia foram identificadas como sendo para Aécio. Estes dados já se encontram em poder do Ministério Público e Receita Federal.
Evidente que o governador mineiro encontra-se no grupo de brasileiros que estão “acima da lei”, a exemplo do senador José Sarney. Desta maneira, membros da Receita Federal entendem que dificilmente ele será punido.
Na verdade, após a redemocratização do País, estes “senhores” organizaram o novo cenário de poder no Executivo, Legislativo e Judiciário. As Cortes superiores de Justiça têm quase a totalidade de sua composição por indicação do presidente da República.
“De 1985 até hoje, no STJ e STF já se renovou desta forma uma aliança entre Sarney, Collor, Fernando Henrique, Itamar e Lula representa uma ameaça para independência e estabilidade do sistema judicial”, afirma um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.
Políticos próximos de Lula informam que a recente posição de Aécio e de seu “escudeiro” Itamar Franco contra o Governo Federal é em retaliação às investigações feitas pela Receita Federal.
Senador do PSOL espera a presença da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para indagar a respeito da pressão feita por Dilma Rousseff em relação à investigação de Aécio.

Outra questão que está sendo apurada é a participação do governador junto com o deputado Nárcio Rodrigues (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa mineira, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), no mineroduto de 525 km de extensão para transportar o minério de ferro do sistema Minas-Rio, saindo de Conceição de Mato Dentro (MG) e chegando ao Porto de Açu, no Rio de Janeiro.
Obra que inclusive está para ser suspensa pelo Ministério Público Federal por irregularidades.
A participação do governador mineiro no setor elétrico seria também através de uma empresa. No inquérito, assusta a omissão da Codemig em relação aos pedidos da empresa de Daniel Dantas para pesquisa e exploração de jazidas minerais que pertencem à empresa mineira.
As investigações comprovam ainda que a diferença entre o valor declarado como da venda de nióbio de Araxá e o realmente recebido no exterior é escandaloso e estaria sendo administrado por um fundo pertencente ao Unibanco no exterior, que, por sua vez, vem aportando recursos no fundo que coincidentemente Aécio tem cotas.
Embora publicamente demonstre pouca amizade, Aécio é amigo desde a infância do proprietário do Unibanco, pois no mesmo prédio (apartamento adquirido por Aécio recentemente) sempre morou Walther Moreira Salles e seu avô Tancredo Neves.
Um dos procuradores da República encarregados das apurações foi procurado e nada quis afirmar, apenas advertiu ao Novojornal: “Relatar a totalidade do patrimônio de Aécio Neves antes da apresentação da denúncia seria trazer descrédito para o caso”.
O procurador tem razão, o crescimento patrimonial de Aécio realmente assustará, principalmente aos mineiros. Embora o enriquecimento de governadores de Minas Gerais após o término do período militar tornou-se natural.
Basta ver o patrimônio de Hélio Garcia e Newton Cardoso. Pouco visível fica o patrimônio de Itamar e Azeredo, que sempre utilizaram “intermediários” para tratar desses assuntos.
A assessoria de imprensa do governador foi consultada, mas não retornou à reportagem.
Fonte: www.novojornal.com – Belo Horizonte, MG – 17/08/2009